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Sábado, Julho 31, 2021

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“O Natal como Ele é”, por Carlos Andrade Costa

   A propósito do Natal todos temos um conjunto muito rico de histórias e de memórias. Histórias e memórias que são património da nossa própria vida pessoal e familiar.
 
    Há poucos dias apercebi-me de uma agitação que marcava, em certa medida, o bairro onde vivo.
 
    Todos os anos e ao longo das duas semanas que antecedem o Natal costumam as autoridades locais organizar um conjunto de concertos alusivos ao ambiente de Natal. Têm os mesmos concertos abundante difusão por todo o bairro e proximidades, com o contributo dos comerciantes e outras entidades.
 
   Este Ano o habitual, mas ainda sem o verdadeiro estatuto de tradição, repete-se mobilizando-se os comerciantes e as organizações sociais para a competente divulgação do Programa.
 
   A novidade foi a agitação que este Ano se gerou.
 
  Tudo por causa dos cartazes de divulgação.
 
   Estavam estes ilustrados por um gorducho e corado pai natal com ar sorridente e longas barbas que lembram, quiçá, a neve para quem vive confortavelmente com a mesma.
 
   Perante esta ilustração um número considerável de comerciantes recusou afixar nas suas montras e nos interiores dos seus estabelecimentos o dito cartaz, sendo que alguns e num movimento de afirmação “…… do verdadeiro Natal” colocaram nas suas montras o Menino Jesus.
 
  O Natal não é de nenhuma marca que tenha inventado o pai natal. O Natal é do Menino Jesus. O Natal é e só faz sentido que seja dos valores do Amor e da família. Da partilha e da comunhão. O Natal é o próprio valor da Esperança.
 
  Nenhum destes valores são caraterísticas do pai natal.
 
Confesso que neste mundo que optou por relativizar tudo e só considera o que dá lucro e honras, esta atitude espontânea de um conjunto de comerciantes admirou-me e fez-me sentir menos só.
 
  Menos só por em minha casa o Natal ser e como sempre foi na minha memoria e na minha consciência um Natal de presépio e do que ele significa de simplicidade, de despojamento e de exemplo concreto que o Natal é Jesus.
 
   Para os cristãos este só pode ser o Natal vivido em coerência com a Fé que se professa. Tem que ser, portanto, um Natal sem folclore. Sem a ditadura das prendas e das modas. Mas apenas – o Natal – com a liberdade de acreditar mais iluminada no coração de todos.
 
         Um felicíssimo Natal para todos !
 
 
Imagem: Nossa Senhora e o Menino, Catedral de Sant Isaac, São Petersburgo.
 
Música: Messias, de Handel. Na espantosa. Na insuperável interpretação editada pela EMI, com a English Chamber Orchestra, com os Ambrosian Singers, dirigidos pelo muito saudoso Charles Mackerras. Como solistas a soprano Elizabeth Harwood e o tenor Robert Tear sobressaem dos demais solistas, que têm todos nesta gravação uma das melhores das suas pessoais carreiras.  

Carlos Andrade Costa é o actual presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT).
Carlos Costa tem Licenciatura em Direito e os Cursos de Administração Hospitalar, de Auditor de Defesa Nacional e Pós-graduação em Gestão de Instituições sem Fins Lucrativos, entre outros, como o de Director dos Serviços de Planeamento, Programação Financeira e de Assuntos Bilaterais I, no Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Na Santa Casa de Misericórdia de Lisboa foi administrador delegado de todos os equipamentos de cariz hospitalar da instituição. Membro de Direção dos Hospitais das Forças Armadas, foi o único civil a gerir hospitais militares, Carlos Costa realizou ainda um estágio no âmbito da gestão hospitalar do serviço nacional de saúde Dinamarquês.
É professor em Instituições Universitárias, em cursos de especialização pós graduada, em gestão de saúde.

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