“O MEU COMPROMISSO”: Cabeças de lista por Santarém explicam o que pretendem fazer pela região

Há algumas semanas, pedimos aos partidos concorrentes às eleições legislativas de 4 de outubro pelo círculo de Santarém que explicassem aos leitores do mediotejo.net o que pretendem fazer pela região. Todos aceitaram o desafio mas um dos partidos acabou por não enviar a sua resposta: o MRPP, alegando “motivos de agenda”.

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Aqui ficam as declarações de “compromisso” de 14 dos 15 cabeças de lista, ordenadas pela ordem alfabética dos partidos que representam.

Se pertence a essa imensa minoria que forma o grupo dos “indecisos” – mais de 20%, segundo as últimas sondagens -, talvez aqui consiga esclarecer algumas dúvidas, conhecer os candidatos que se propõem representar a região na Assembleia da República e perceber melhor as diferenças entre cada partido. São esses os nossos votos.

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AGIR (PTP-MAS)

Luis BravoLuís Bravo. Licenciado em Direito, é operador de revisão e venda na CP-Comboios de Portugal e presidente do Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante.

 

 

“Chegados aqui, temos de agir. Já 400 mil portugueses, a chamada geração mais preparada de sempre, foram obrigados a sair do seu país para viver; quase um em cada dois jovens está desempregado – o número de pessoas sem trabalho ultrapassa em muito o milhão; mais de metade dos cidadãos não vota e deixou a democracia nas mãos de muito poucos.

Aos jovens foi roubado o futuro, aos mais velhos os frutos de uma vida de trabalho. Portugal está cheio de listas VIP: todos temos de pagar impostos, excepto os muito ricos; a justiça tem mão pesada para os pequenos crimes e absolve os banqueiros.

Roubar um pão dá prisão, desfalcar um banco, em muitos milhares de milhões de euros, é um pequeno acidente sujeito a salvamento pelos contribuintes. Os lucros são de muito poucos, os prejuízos são sempre nossos. Em Portugal é possível perder uma casa por uma dívida ao fisco de meia dúzia de euros, mas o primeiro-ministro pode-se esquecer de pagar à Segurança Social.

O poder é corrupto, não porque os governantes e os empresários sejam todos maus rapazes, mas porque a lógica do sistema é corrupta. A base deste regime de “portas giratórias”, de grandes favores, de circulação entre política e empresas, de estabelecimento de parcerias público-privadas ruinosas é a imensa e crescente desigualdade entre o 1% que manda e os 99% que trabalham.

Existe um enorme consenso na sociedade portuguesa sobre a necessidade de acabar com a corrupção que mina a democracia; sobre a necessidade de defender os serviços públicos, que permitem uma maior igualdade de oportunidades, como o ensino público e o serviço nacional de saúde; sobre a necessidade de afirmar que são os cidadãos que devem decidir as condições económicas sob as quais vivem e não os negócios que comandam a política; sobre necessidade de acabar com a austeridade que enriquece os do costume; e, finalmente, sobre a necessidade de garantir que a democracia é de todos e não pode estar nas mãos de muito poucos. Sobre tudo isto, há uma ampla maioria social.

É apenas necessário converter esta vontade colectiva em força política. É possível e desejável eleger uma maioria e um governo que concretize esta urgência, mas para isso urge somar gente à democracia. AG!R é esta vontade de somar.

O poder do bloco central dos interesses existe porque nos encontramos divididos. De um lado, estamos muitos que sofremos com a austeridade e que pagamos a crise dos bancos deles; do outro lado, estão aqueles que mandam entre os bancos do poder e os lugares nos bancos. A sua força está na nossa incapacidade de somar gente à democracia. Agir é essa vontade de participar nesta ruptura popular e construir uma verdadeira democracia.

Propomos um programa mínimo que é simultaneamente uma mudança máxima: vamos fazer de Portugal uma democracia de todos e não um negócio para alguns.

É preciso AG!R nas próximas eleições, por isso vamos a votos.

A forma que escolhemos foi a criação de uma candidatura conjunta e aberta. O Partido Trabalhista Português, o Movimento de Alternativa Socialista, o movimento AG!R e vários activistas e movimentos sociais propõem a coligação AGIR aberta a todos e a todas que concordam com estes propósitos. É uma força que pretende todos os dias integrar mais gente. Nos próximos meses estaremos em todo o país para construir esta alternativa, para recolher os contributos e as ideias das pessoas, para somarmos os protagonistas desta mudança.

Nas próximas eleições os portugueses poderão participar e votar numa candidatura plural encabeçada por Joana Amaral Dias. Todos somos necessários para agir. É este o compromisso colectivo que assumimos hoje.”

BLOCO DE ESQUERDA

Carlos Matias BE

Carlos Matias. Formado em engenharia, exerceu diversas funções na Portugal Telecom, foi deputado municipal na Câmara do Entroncamento é hoje vereador pelo Bloco de Esquerda.

 

“Candidato-me com o compromisso de me bater, na Assembleia da República, por vinte propostas essenciais para o nosso distrito:

  1. Acabar com os cortes nas reformas, nos salários da Função Pública e com a sobretaxa no IRS. Repor subsídios e concessões.
  2. Adotar as 35 horas semanais de trabalho para todos os trabalhadores.
  3. Atribuir crédito bonificado ao investimento em micro, pequenas e médias empresas.
  4. Cobrir integralmente o distrito com médicos de família, reforçando o número de enfermeiros. Apoiar o exercício da medicina geral e familiar em zonas de baixa densidade demográfica
  5. Recuperar as valências perdidas nos hospitais distritais e recusar novas centralizações hospitalares. Criar Centros de Vida Independente.
  6. Rever a “Convenção de Albufeira”, com a garantia de caudais mínimos permanentes, no rio Tejo. Combater os focos de poluição na bacia hidrográfica
  7. Criar duas centrais de recolha/embalagem dos produtos da agricultura familiar a fim de garantir o seu escoamento, uma no Médio Tejo, outra na Lezíria do Tejo,
  8. Criar programa que reconheça, proteja e valorize o usufruto dos baldios.
  9. Concretizar um plano de apoio e desenvolvimento das Zonas de Intervenção Florestal (ZIF)
  10. Combater a liberalização do plantio do eucalipto.
  11. Avançar com a regionalização, com base em órgãos eleitos democraticamente pelos eleitores, agregando na mesma região concelhos marcados pela proximidade do rio Tejo.
  12. Restaurar freguesias extintas, desde que seja essa a vontade das populações.
  13. Manter na esfera pública a distribuição de água e a recolha e tratamento de resíduos.
  14. Defender um novo mapa judiciário que assegure proximidade territorial na administração da Justiça.
  15. Construir infraestruturas em falta, como troços do IC3 e do IC9. Criar alternativas à EN118. Fim das portagens na A23 e nos troços sem alternativa da A10. Não à concessão do troço da A23 entre Torres Novas-Abrantes.
  16. Reabrir a linha ferroviária Setil- Vendas Novas ao transporte de passageiros. Alargar o passe social, na ferrovia, até ao Entroncamento e a Coruche.
  17. Cobrir integralmente o distrito por uma rede de creches públicas.
  18. Reduzir a 20 do número de alunos por turma do pré-escolar e primeiro ciclo, 22 para os demais. Reforçar os quadros das escolas com profissionais em número adequado e com contratos estáveis. Impedir a municipalização do ensino
  19. Promover um programa de apoio técnico e financeiro a grupos e associações desportivas, culturais e de ensino artístico. Assegurar o IVA a taxa reduzida para conteúdos culturais, partituras, instrumentos musicais, espetáculos, obras de conservação e restauro
  20. Apoiar a criação de programas turísticos e culturais integrados, no rio Tejo, na Serra de Aire e nas zonas florestais, assegurando retorno local e a fruição do património ambiental, histórico-cultural e religioso.”

CDU

CDU_António Filipe 2014

António Filipe. Membro do PCP, deputado e Vice-Presidente da Assembleia da República. Doutor em Direito Constitucional pela Universidade de Leiden. Professor da Universidade Europeia.

 

 

 

“Para a CDU, o desenvolvimento sustentado e sustentável da região tem de assentar em políticas públicas de valorização do potencial humano, das excecionais condições do território e das potencialidades dos solos, dos recursos hídricos e geológicos, das bacias hidrográficas, da Cultura, das artes, da História, do Património, da gastronomia e do turismo, do ambiente a da qualidade de vida.

O futuro da região exige a defesa e o desenvolvimento da indústria, da agricultura, do pequeno comércio e serviços, valorizando o trabalho como motor do progresso e respeitando os trabalhadores e os seus direitos.

Rejeitamos a fusão do Hospital de Santarém com os três hospitais do CHMT e defendemos a reabertura das valências que foram encerradas. O que se impõe é o reforço da rede de cuidados de saúde primários de modo a garantir que ninguém fique privado de médico e enfermeiro de família no Serviço Nacional de Saúde.

É nosso compromisso promover a Educação e o Ensino Público, universal, gratuito e de qualidade em todos os graus de ensino.

Continuaremos a lutar contra o encerramento ou a privatização de serviços públicos e defendemos a reposição dos prejuízos causados às populações com o mapa judiciário, garantindo a existência de um tribunal de competência genérica em todos os concelhos.

É nosso compromisso continuar a lutar pela abolição das portagens na A23 e no troço da A13 entre o Entroncamento e Tomar, pela conclusão do troço do IC3 entre o Entroncamento e Almeirim com nova travessia do Tejo e pela garantia de transportes públicos que quebrem o isolamento das populações.

Defendemos a valorização do ramal de Tomar e a aposta na ferrovia, potenciando as oficinas da EMEF no Entroncamento. A CDU continuará a lutar pela reposição das concessões de transporte gratuito aos trabalhadores ferroviários e aos seus familiares.

Continuaremos a lutar pela reposição das freguesias extintas onde for essa a vontade das populações.”

Livre/TdA

Cartaxo, 24/08/2015 - Pedro Mendonca fotografado na Quinta das Pratas, Cartaxo Vitor Neno / Neno Photo )

Pedro Mendonça. Natural do Cartaxo, 42 anos, licenciado em Relações Internacionais, membro da Amnistia Internacional, A.M.I., DECO e do LIVRE. É Republicano, Laico, Socialista, Europeísta e Ecologista.

 

 

“Candidato-me a deputado nas listas do movimento Livre/Tempo de Avançar porque quero viver num país mais Livre, Ecológico, Europeísta e que recuse a mercantilização das pessoas, trabalho e natureza. Considero a ação estatal crucial na criação de uma melhor economia mista, com convívio entre privado, público e associativo/cooperativo.

Como em todo o país, no distrito de Santarém a precariedade, os baixos salários, as falências e o desemprego são o papão dos cidadãos. Trabalhar fora da sua terra é ter um custo enorme, além do dispendioso carro, os transportes públicos são cada vez em menor número e a preços mais altos. É tempo de se estudar, pensar e agir para a criação de passes ou outro sistema de pagamento, nos transportes ferroviários e rodoviários que permita a mobilidade a preços sustentáveis para todos.

A maioria dos municípios ribatejanos estão abaixo da média nacional ao nível de médicos e de enfermeiros por habitante. É já impossível esconder a falta de profissionais de saúde. No distrito, cerca de metade dos doentes referenciados morre sem acesso a cuidados paliativos devido à falta de equipas. É uma realidade silenciosa com doentes fragilizados e familiares em luto antecipado e impotente. É necessário o direito à dignidade nestas situações.

A educação alinha com o país: implosão dos programas de educação e de formação de adultos; aumento das desigualdades sociais por via de um ensino dual prematuro e da seleção dos alunos para as turmas em função dos seus desempenhos académicos; desinvestimento nas medidas compensatórias; lideranças escolares escolhidas por critérios cujo mérito é questionável.

Comprometo-me a nunca esquecer quem sou e de onde venho, sou e venho do Ribatejo e darei principal atenção aos temas que já acima descrevi, acrescentando-lhes a luta por políticas ativas e que proporcionem dignidade à vida dos mais velhos, a luta por um rio Tejo livre de poluição e do perigo nuclear, que existe devido ao estado em que se encontra a central nuclear espanhola Almaraz e claro a luta pela dignidade de todo um povo.

Candidato-me porque acredito que os cidadãos devem tomar a política nas suas mãos para que haja uma verdadeira mudança.”

Coligação Portugal à Frente

TeresaLealCoelhoTeresa Leal Coelho. Licenciada em Direito, professora e deputada da Assembleia da República. Integra as comissões parlamentares dos assuntos constitucionais, direitos, liberdades e garantias; assuntos europeus e defesa nacional.

 

“Os candidatos da Coligação PORTUGAL À FRENTE, pelo distrito de Santarém, assumiram desde a primeira hora um compromisso de proximidade com os cidadãos, as empresas e as instituições do distrito, para a legislatura 2015/2019.

É nosso propósito, e será nossa responsabilidade depois de eleitos, trabalhar para continuar a criar as condições para a mudança iniciada na encruzilhada de 2011. Colocar Portugal no rumo certo foi tarefa desencadeada na legislatura que ora termina. Aprofundar a coesão social e territorial é a prioridade para a legislatura que vai começar dentro de dias.

A fertilidade do Ribatejo passa pelas pessoas, pelas empresas, pela natureza e pela cultura e pelo que umas e outras ambicionam para o distrito. É essa ambição que nos comprometemos interpretar.

Comprometemo-nos a disputar medidas que garantam, a breve trecho, um médico família para cada cidadão sediado no distrito. Comprometemos também na defesa das condições de captação de cada vez mais profissionais de saúde, designadamente médicos para o distrito.

A criação de emprego e o crescimento das nossas empresas são pilares fundamentais do desenvolvimento do Ribatejo. A maior articulação entre o tecido empresarial e o ensino superior. A aposta na valorização das pessoas, e o investimento no conhecimento, na inovação e na criatividade ao serviço das pessoas e das empresas serão prioridades para o próximo mandato.

Reforçar a posição de Santarém, como ponto de excelência no ensino agrícola nacional e dinamizar a Estação Zootécnica Nacional. Sem esquecer a concretização de projetos estruturantes que terão forte impacto na Região, como são a modernização das linhas ferroviárias do Norte e da Beira Baixa, a finalização do nó do IP1/A1 com o IC9 e principalmente a abertura da ponte de Constância ao trânsito de veículos pesados.

Os candidatos da Coligação PORTUGAL À FRENTE de Santarém comprometem-se ainda a prosseguir os esforços na defesa das principais questões ambientais do distrito, em particular na defesa da sustentabilidade e das potencialidades do rio Tejo.

É importante a criação de dinâmicas consistentes que tornem o distrito mais competitivo em termos turísticos. É essencial fortalecer a competitividade dos territórios de baixa densidade, fomentando o desenvolvimento sustentável alicerçado na preservação dos elementos históricos e culturais existentes, aliados à promoção da região e seus produtos tradicionais, potenciando a sua atratividade e crescimento económico.

A Coligação PORTUGAL À FRENTE, no distrito de Santarém, tem as pessoas como justificação da sua ação. Colocar as pessoas primeiro é nossa matriz e marcará seguramente a forma como enfrentaremos os desafios e as nossas responsabilidades neste tempo de continuação da mudança. Com a Coligação PORTUGAL À FRENTE o distrito de Santarém Pode Mais.”

MPT – Partido da Terra

francisco rocha

Francisco Rocha. Residente em Abrantes, foi oficial Superior do Exército, onde desempenhou vários cargos de chefia, de comando e de direcção, em organismos militares nacionais e internacionais.

“No dia 04 de Outubro os Portugueses vão a votos. Enquanto Cabeça de Lista pelo Círculo Eleitoral de Santarém, aquilo que me proponho a realizar em termos de ação política, com base na matriz do Partido da Terra – MPT e em nome do eleitorado escalabitano, é o seguinte:

No campo ambiental e ecológico, promoção de ações que apontem à sustentabilidade energética e desenvolvimento regional; combate à desertificação do interior, desenvolvendo a melhoria das condições de vida das pessoas e do seu agregado familiar; florestação de espécies autóctones e erradicação de espécies invasoras, no intuito de rentabilizar os solos e originar uma melhor qualidade de vida; combate à poluição existente nas Barragens – e que tudo fazer para denunciar os gravíssimos problemas relacionados com a poluição.

No campo social, regulação das tarifas de água, saneamento e resíduos sólidos para que não se verifiquem aumentos brutais que só desequilibram os orçamentos familiares; combate à obesidade infantil e juvenil, para que tenhamos gerações futuras mais saudáveis e a acreditarem no seu valor e no seu potencial; promoção do Índice de Felicidade Bruta de cada cidadão através de ações que criem condições de Bem-Estar aos cidadãos, como a criação de mais creches e medidas de apoio incondicional a famílias que tenham familiares com necessidades especiais e/ou problemas de saúde graves.

No campo económico, promoção de pactos de regime com todos os partidos políticos para que a governação económica nacional mude de paradigma e, tenha em conta toda uma dinâmica económico-social em que o ser humano é a peça mais valiosa da sociedade. A eliminação do IMI.

No campo da Educação, Desporto e Cultura, revisão do Acordo Ortográfico, dado que a Língua Portuguesa enquanto identidade de um Povo, jamais pode ser tratada como um artigo qualquer subjugada a interesses economicistas e internacionais; abertura de escolas – fechadas até há pouco tempo por motivos financeiros e incentivo à prática desportiva.

Estas são as propostas que vos apresento e que tudo farei para realizar, com o apoio da equipa que me secunda, assim me concedam o vosso voto.

Neste contexto, no dia 04 de Outubro VOTEM Partido da Terra – MPT – para em conjunto MUDARMOS PORTUGAL e construirmos uma ESTRADA DIFERENTE que nos conduza ao Bem-Estar e à Felicidade de todos os Portugueses.”

Nós Cidadãos
PNC_Foto com cavalo minhaArmando Rebelo. Nasceu em Tomar em 1945. Jornalista reformado, colaborou com diversos órgãos de comunicação social regionais e nacionais, onde foi repórter, redator gráfico, bem como locutor e realizador de TV no Canadá.

 

“O Ribatejo é uma província com inúmeros problemas, de certa forma esquecida e dividida pelos sucessivos governos que aglutinaram uma parte substancial do chamado vale do Tejo à cidade de Lisboa. O resto da província foi pura e simplesmente quase esquecido. Assim graves problemas foram aumentando ao longo dos tempos transformando a conjuntura, bem nossa, deveras difícil para o bem-estar e a qualidade de vida deste heroico povo do Ribatejo.

Problemas tão graves como a desertificação, a poluição crescente dos nossos rios, ressalvando o esquecimento de todos os problemas conjunturais do Tejo, citando entre eles, a navegabilidade. A extrema falta de caudal, que os espanhóis controlam a seu belo prazer, deste maior rio que foi a fronteira em tempos medievais do que é hoje Portugal, mas outros problemas também nos afetam a exemplo da poluição ambiental, os cuidados primários de saúde. Há muitos Ribatejanos sem médico de família o desemprego que é altíssimo, a agricultura descontrolada, em campos que são os mais produtivos do País, a educação com o encerramento de escolas, obrigando as famílias a esforços deveras consideráveis. Estes alguns de muitos outros problemas que enferma o Ribatejo. Não quero ainda esquecer os esforços que tem sido feitos no sentido de manter bem viva uma raiz cultural popular de cuja identidade nos orgulhamos. A terminar este preâmbulo afirmo perentoriamente que hoje no Ribatejo há uma orgulhosa pobreza disfarçada, culpas? Naturalmente e salvo honrosas exceções de todos os políticos nacionais e até autárquicos que se governaram e nos desgovernaram.

O Movimento-Partido Nós Cidadãos é um novo partido de gente de bem, e eu aqui no Ribatejo como cabeça de lista desta província empregarei todos os meus esforços e forças, se for eleito Deputado na defesa dos nossos interesses acima citados a par obviamente do bem comum e das mais intrínsecas raízes históricas ou culturais desta Província e das suas gentes as quais eu amo.

O Nós Cidadãos tem no seu programa político quatro pontos cardeais que formam a nossa roda dos ventos e definem o horizonte dos caminhos e das medidas que iremos propor e defender na Assembleia da República numa perspetiva reformista.

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1º Promoção do emprego, resgate do sobre endividamento. 2º Combate à corrupção. 3º Reforma do sistema político e eleitoral. 4º Nova estratégia Nacional.

Como cabeça de lista do Nós Cidadãos defenderei em pleno as mais ancestrais tradições deste povo: como sejam a festa dos toiros, o folclore, as coletividades filarmónicas, desportivas e de interesse cultural. Igualmente defenderei a preservação dum Património histórico inigualável, nalguns casos em completa degradação, bem como dos parques naturais existentes e ainda duma valorização profunda do importantíssimo sector do nosso turismo.”

PAN – Pessoas Animais Natureza

PAN_RAQUEL FERREIRARaquel Ferreira. Tem 28 anos, é natural de Alcanena e licenciada em Direito. Actualmente exerce a função de jurista e faz voluntariado com animais.

 

 

 

As prioridades nacionais do PAN centram-se na possibilidade de pais e mães terem mais tempo com os seus filhos, na defesa de um rendimento básico incondicional, no reconhecimento de direitos à Natureza, na criação do estatuto jurídico do Animal, no fim dos canis de abate, no apoio à agricultura biológica, local e sazonal e na tributação da produção agroquímica e pecuária intensiva.
A nível distrital, as principais ‘bandeiras’ da candidatura são promover uma alimentação sustentável, recuperar e investir nas linhas ferroviárias, combater a poluição que está a afectar os rios do distrito, melhorar a acessibilidade a pessoas com mobilidade reduzida, especialmente em serviços públicos, permitir que todos os utentes tenham um médico de família e uma maior protecção animal. Considera também prioritário encontrar soluções para resolver o problema do abandono dos animais e criar mecanismos de esterilização e tratamento dos mesmos com valores reduzidos.”

Partido Cidadania e Democracia Cristã

PVP2_CDCSérgio Bregieira. Natural de Fátima, 42 anos, sócio-gerente de uma agência de viagens e turismo. É membro do Conselho Pastoral Diocesano Leiria-Fátima, por representação da Vigararia de Fátima e membro da Comissão Diocesana Justiça e Paz de Leiria-Fátima.

 

“O Papa Francisco frisou muito recentemente que os cristãos não podem fazer de Pilatos lavando da política as suas mãos: «Devemos implicar-nos na política, porque a política é uma das formas mais elevadas da caridade, visto que procura o bem comum». O envolvimento na política, é pois, uma obrigação de todos os cristãos.

O partido Cidadania e Democracia Cristã (PPV/CDC), anteriormente conhecido por Portugal Provida, defende a causa da Vida e os valores da Família, conforme são entendidos pela Doutrina Social da Igreja e pelas generalidade das correntes europeias de “Democracia Cristã”, sustentados num programa claro e exequível.

Propomos à sociedade Portuguesa, Europeia e Lusófona uma solução de governo que reconheça e recompense o esforço das famílias que asseguram com sacrifício próprio um futuro comum para Portugal, para a Europa, para a Humanidade.

O MEU COMPROMISSO PARA A REGIÃO:

Somos uma força política descomprometida com os interesses instalados e que valoriza o cidadão!

-Redução do IMI em função do nº de filhos e dependentes (idosos).

-Proteção fiscal temporária às famílias com mais de 2 filhos no seu agregado familiar.

-Responsabilização criminal e civil dos dirigentes dos organismos públicos por práticas lesivas contra o Estado e contra todos os contribuintes.

-Terminar com as PPP’s (Parcerias Público Privadas) lesivas para o Estado aproveitando os juros baixos.

-Abolir o pagamento da licença de maternidade à mulher que aborta voluntariamente.

PDR – Partido Democrático Republicano

pedrobarrosoPedro Barroso. Tem 64 anos, é músico, autor e compositor. Reside em Riachos, concelho de Torres Nova. Nunca exerceu até hoje cargos políticos e nunca integrou nenhum partido. Apresenta-se como cabeça de lista independente pelo Partido Democrático Republicano ao distrito de Santarém.

 

 

“Sempre me considerei um independente de esquerda sem partido, decidindo em consciência as grandes causas da Cultura e da Sociedade. Fui membro das Comissões de Honra das candidaturas presidenciais de Maria de Lurdes Pintasilgo, Manuel Alegre, Mário Soares e Jorge Sampaio. Mas nunca integrei eleições partidárias. Achei contudo, que após uma vida sem o ter feito, desta vez o consenso “Democracia, Republica, Liberdade, Solidariedade, Justiça” e a luta por um Abril nunca esquecido, eram plataforma suficiente para dar a cara e avançar. Tive um convite pessoal do Presidente do Partido e apos um tempo de reflexão anui. Como Independente. Estamos todos tão fartos dos mesmos protagonistas que puseram o país de chapéu na mão, que há que ter essa coragem e tentar dar uma varridela imensa nas cadeiras já bafientas da AR.

Vejo com revolta muitos candidatos propostos, sobretudo nos grandes partidos do poder, serem quase aleatórios, sem conhecerem sequer o círculo pelo qual concorrem. O cabeça de lista do PS anteriormente, foi candidato por Setúbal. A cabeça de lista do PSD/CDS foi-o antes no Porto, é vereadora por Lisboa, agora “é” Ribatejana!

Eu sou daqui. Aqui fui menino. Aqui tenho os amigos de infância. A escola de Riachos tem o nome de meu pai. Habito uma casa que, com a minha neta, entra já em 5ª geração. Conheço o Ribatejo palmo a palmo, e as pessoas conhecem-me. Daqui saí para actuar em todo o Mundo e aqui sempre regressei. Só assim entendo ser-se representativo de uma região; e só assim deveria ser para todos.

Compromisso: Sim, tenho um conhecimento profundo da minha região e comprometo-me a defendê-la na AR. É-me até difícil referir algumas ideias sem falar doutras.

Aqui, o Ribatejo padece de um afogamento pela vizinha região de Lisboa e em muitos casos sofre dessa dependência. A melhoria da rede de transportes e os polos universitários serão sempre factores de estímulo ao crescimento e fixação demográfica.

Há necessidade também de uma verdadeira política de protecção florestal com outra qualidade e organização na protecção e combate aos fogos.

É urgente desenvolver o Enoturismo com colaboração dos empresários vitivinícolas e cooperativas; e o Turismo equestre com regulamentação, iniciativas e colaboração das coudelarias. Há um mundo imenso de iniciativa turística que pode ligar-se à protecção à Natureza, rotas de castelos e que além de investimento económico e criação de emprego seria determinante na recuperação e denúncia de Património abandonado.

É urgente imperioso e fulcral um combate intensivo à poluição industrial crescente do ar e dos rios, o combate aos erros urbanísticos, e socorro aos cascos históricos abandonados. Há que abolir urgentemente os 23% de IVA da restauração, dar auxílio e simplificação burocrática ao pequeno e médio empresário. A existência das grandes superfícies, centrais distribuidoras e logísticas e grandes firmas aqui instaladas tem de potenciar real de oferta de emprego sustentado (e não precário) e converter-se em aproveitamento para um mecenato cultural real e regulamentado.

Como deputado comprometo-me a ser um defensor e difusor da multiculturalidade do Ribatejo e a combater pelo restauro do seu nome como região administrativa. Também a defesa do seu património folclórico, gastronómico e linguístico (Piação de Minde) serão prioridades para mim. O Ribatejo tem uma das idiossincrasias mais fortes do país e nunca poderá perde-la com mimetismos com a cidade grande que a nada o levam, nem potenciam ou identificam.”

PNR

Carlos-Teles_PNRCarlos Alberto Teles.Tem 64 anos, é de Santarém, profissional de artes gráficas e tem como hobbies a fruticultura e a viti-vinicultura.

 

 

“ASSEGURAR AOS RIBATEJANOS O DIREITO AO EMPREGO NA SUA TERRA. Promovendo a criação de empresas e de postos de trabalho no nosso distrito, através da aposta em medidas sérias de fomento à produção nacional, e aproveitando os nossos produtos de excelência, que cá quase não valorizamos, mas que em nichos de mercado estrangeiros atingem preços muito altos (por exemplo, o azeite de azeitona galega).

VALORIZAR OS PRODUTOS AGRÍCOLAS E A CORTIÇA. Defendendo políticas em que os pequenos e médios produtores recebam a justa compensação pelo seu árduo trabalho. Não basta que o Governo diga “invistam”: há que criar as condições para que esse investimento seja feito, por exemplo através de um apoio técnico efectivo aos produtores, por intermédio do Ministério da Agricultura, bem como da criação de regiões demarcadas para vários produtos e de um sector cooperativo bem gerido, que permitam exportações com que todos saiam a ganhar.

PROMOVER A FIXAÇÃO DE MAIS POPULAÇÃO. A criação de mais emprego levará à fixação de mais pessoas e a menos encerramentos de escolas, hospitais e centros de saúde, bem como a menos assaltos, salvaguardando-se assim a segurança, designadamente da população mais idosa. Para tal, é também necessário que sejam dados mais meios às autoridades no combate ao crime.

PROTEGER A CRIAÇÃO DE GADO. Esta actividade sempre foi uma mais-valia para o Ribatejo. Urge dinamizá-la perante uma economia globalizada, nomeadamente através da protecção e da promoção da exportação de espécies como o cavalo puro-sangue lusitano.

DINAMIZAR O TURISMO. Com paisagens e monumentos diversificados e de grande beleza, o Ribatejo deve ser promovido como destino atractivo para turistas com forte poder económico que procurem actividades de lazer e de cariz cultural.

DEFENDER OS ESTABELECIMENTOS DE ENSINO SUPERIOR. O Ensino Superior é vital para a economia de algumas cidades ribatejanas. Investindo-se em cursos com real aplicação na vida prática e na economia do distrito, acredito na sua viabilidade.

Candidato-me pelo PNR porque este partido defende a soberania nacional contra os (des)governos submissos a potências estrangeiras, que têm levado o País à ruína e a um endividamento quase impagavél, que nos obriga a vender as nossas melhores empresas, ao mesmo tempo que a pesada carga fiscal estrangula a nossa economia, empobrecendo os Portugueses e protegendo os interesses estrangeiros. Acredito no Nacionalismo como forma de garantirmos o futuro do nosso povo e daquilo que é nosso.”

Partido Popular Monárquico

PPMGonçalo Silva. Natural de Santarém, tem 22 anos e é empresário agrícola e estudante de gestão de Recursos Humanos. É Presidente da Juventude Monárquica do PPM de Santarém.

 

“O Partido Popular Monárquico considera que Santarém constitui um Distrito com imenso potencial e que reúne um conjunto equilibrado e diversificado de recursos que devem ser aproveitados da melhor maneira.

O meu compromisso para a Região do Ribatejo passa por uma intervenção em quatro temas que no nosso entender são urgentes para o nosso distrito, nomeadamente:

– Desertificação, para combater esta problemática é importante garantir algumas medidas para reverter esta situação, desde logo o abaixamento do imposto em sede de IRC para empresas que se fixem ou desloquem para o nosso distrito, revalorização do sector agrícola na região do Ribatejo através da compra de terras por parte do Estado e da distribuição por jovens agricultores incentivando assim o êxodo urbano e a fixação dos jovens estudantes agrícolas no nosso distrito.

– Saúde, é muito elevado o número de pessoas sem médico de família, por exemplo, Salvaterra de Magos 12 mil pessoas não tem médico de família, Rio Maior 9 mil também não tem médico, Almeirim, Chamusca ou Alpiarça são outros exemplos, estes números são preocupantes e é necessário garantir que todos tenham o seu médico de família, sendo absolutamente necessário reconhecer e dignificar os profissionais do SNS, sem saúde não podemos ser um país desenvolvido.

– Ambiente, este assunto é um dos pilares do PPM, sendo o mais antigo Partido Ecologista da Península ibérica. Estamos bastante preocupados com a intensidade de ocorrências de poluição nos Rios, desde o Rio Nabão, Ribeira da Boa Água que posteriormente desagua no Rio Almonda, a Barragem dos Patudos e a barragem de Magos até ao símbolo do Ribatejo que tal como o nome indica, o Rio Tejo, é catastrófica esta situação, urge portanto tomar medidas para reverter estas situações e potenciar estes nossos bens naturais e toda a cultura que nele advém, falo da cultura avieira, esquecida por muitos, sendo necessário actuar nestes casos e assegurar o melhor aproveitamento nomeadamente turístico.

– Por fim o turismo, num distrito rico em gastronomia é urgente baixar o IVA da restauração para os 13% em 2016 e a aplicação da taxa mínima de 6% em 2017, acabando com a medida dos 23%, completamente contra produtiva. Importa também dinamizar o turismo equestre e claro a nossa cultura Avieira.

São estes os temas que me comprometo a debater, pelos Ribatejanos e por Portugal.”

Partido Socialista

vieira da silvaJosé Vieira da Silva. Natural da Marinha Grande, viveu em Alcanena, onde foi deputado municipal. É deputado na Assembleia da República e já exerceu os cargos de secretário de Estado das Obras Públicas e da Segurança Social.

 

 

 

“Este é um Distrito marcado pelos efeitos negativos da crise económica e das políticas que o Governo PSD/CDS erradamente levou a cabo. Virar essa página é uma ambição nacional mas também regional. O distrito perdeu habitantes, riqueza e emprego nos últimos quatro anos. Contrariar essa realidade é a primeira das prioridades.

Em segundo lugar valorizar os recursos próprios da região que vão da fileira agroalimentar ao turismo passando por importantes polos industriais de grande potencial competitivo.

Essa valorização inclui a exploração de uma das maiores vantagens potenciais da região que é a sua centralidade única no território nacional, dada a proximidade a Lisboa e a boa articulação com alguns dos principais eixos viários do país e da sua ligação internacional. Em terceiro lugar devo destacar a preocupação ambiental que possui no distrito diferentes necessidades de resposta. Desde os problemas ligados ao Tejo e à sua bacia (baixo caudal, poluição, valorização patrimonial) até à defesa de realidades tão diversas como a Lezíria e a zona da Serra de Aire Candeeiros, sem esquecer o problema não resolvido das encostas de Santarém.

Finalmente a melhoria dos serviços públicos, que é urgente em áreas como a educação, a justiça ou a formação profissional, sendo que é a área da saúde aquela que mais preocupa grande parte dos cidadãos. Melhorar a acessibilidade às respostas hospitalares, estabilizar os centros hospitalares da região e alargar a cobertura dos médicos de família são as preocupações cimeiras. Como se sabe, vivi grande parte da minha juventude no concelho de Alcanena e fiz todos os meus estudos secundários no distrito.

Tenho aqui relações familiares e afetivas e já fui deputado municipal no concelho onde vivi. Este é um distrito que conheço e no qual reconheço potencialidades cujo desenvolvimento tem de ser urgentemente retomado, sob pena de se prosseguir na região um caminho de definhamento, que está a resultar na sangria de população jovem que todos conhecemos.”

PURP – Partido Unido dos Reformados e Pensionistas

PURP_FOTOJosé Monteiro. Natural de Silvares, Fundão, nasceu em 1945 e reside em Lisboa. É filiado no PURP, membro da Associação de Oficiais das Forças Armadas, licenciado pela Academia Militar e frequentou o curso de Sociologia da Universidade Aberta.

 

 

“Para começo, esclareçamos a fraca representatividade dos deputados eleitos no actual sistema eleitoral, dado os eleitores continuarem a votar em listas dos Secretários Gerais dos partidos políticos, em vez de votar no candidato A, B ou C do partido X; Fazendo assim diminuir o poder e a responsabilidade dos eleitos para com os eleitores;

Que papéis para um deputado da região?

Começar pela atenção às condições de que o responsável político-administrativo pela CIM-MT dispõe para um melhor exercício das suas responsabilidades para com a região: administração, economia & finanças –  o Presidente do CI como um presidente de facto da região no seu todo;

Acompanhar o trabalho dos autarcas da CIM-MT, quanto às necessidades mais prementes da região; Idem para no âmbito da aplicação dos fundos comunitários, fazendo pela sua criteriosa aplicação, evitando erros do passado;

Procurar desenvolver na região um dos mecanismos com impacto crescente na economia e finanças do país, o turismo interno e externo, chamando aqui muitos dos estrangeiros que demandam as regiões de Lisboa e de Fátima.

Dada a situação decorrente das medidas tomadas pelo governo central após 2011, contribuir para no conjunto da CIM-MT fazer por racionalizar e operacionalizar convenientemente os meios públicos existentes, sejam da responsabilidade central ou local – saúde e educação, entre outros.

Fazer por aproveitar as estruturas da antiga base aérea em Tancos, ainda funcional, para ali colocar a frota nacional de meios aéreos de combate a incêndios, meio caminho andado para melhorar as condições de presença de aeronaves civis na mesma; quanto ao recente e ali próximo aeródromo de Ponte de Sôr, deve ser equacionada a sua sustentabilidade – trata-se de um dos ‘elefantes brancos’ dos governos do bloco central levados a cabo perante a passividade das oposições na AR, auto dispensadas de fiscalizar as iniciativas do Governo Central e autarquias do interior.”

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