“O melhor de nós!”, por Vânia Grácio

Já aqui partilhamos por diversas vezes os desafios da maternidade. As expectativas antes de se engravidar são umas, a gravidez cria outras e após o parto tudo muda. É fácil dar opiniões, ninguém está livre de o fazer e de as receber. Umas vezes estamos mais tolerantes do que outras, dependendo da fase e do momento em que as recebemos.

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Por mais que se estude, há muitas coisas que não vêm nos livros e por mais que nos digam que “são teorias” o que é certo é que ajudam imenso. Educar uma criança não é tarefa fácil e é por isso que se diz que “é precisa toda uma aldeia”. As mães precisam de ajuda desde o primeiro dia, mais do que digam como se faz, ajudem noutras tarefas para que mãe e bebé possam conhecer-se, dedicar tempo a si, e possam aproveitar todos os segundos que passam muito rápido.

Quando damos por isso, já estão a entrar na universidade (ou não). As mães de primeira viagem, julgo que sentem muito mais a pressão social, as opiniões, a intrusão dos que a mães de segunda ou terceira viagem. Às de quarta, então, julgo que já ninguém se arrisca a opinar o que quer que seja.

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Existem atualmente várias correntes sobre tudo, desde a concepção da criança até à maioridade. Desde a alimentação da grávida, ao parto, ao local onde ocorre o mesmo, a quem acompanha, a amamentação, as chuchas e tetinas, os estímulos, os cuidados de higiene, os brinquedos, a forma de transportar os bebés, enfim. É todo um novo mundo, que maravilha a uns e que causa estranheza a outros.

Aderi recentemente às fraldas de pano. Tentei usar na minha primeira filha, mas não consegui convencer o pai, sim porque isto tem de ser uma coisa a dois. Agora com o segundo pimpolho, adotamos inicialmente a utilização de fraldas biodegradáveis, mas finalmente consegui convencê-lo a experimentarmos as fraldas de pano (as mulheres são muito persistentes). Entre risadas e narizes franzidos, a coisa tem corrido… bem, na minha opinião.

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Continuo a ouvir, da família e amigos, que isto é um retrocesso. Tanto que se evoluiu para agora se voltarem a lavar fraldas e a por ao sol a “corar”. É verdade, foi assim comigo, foi assim com o pai dos meus filhos, porque não pode ser assim com os meus rebentos? Não há nada que lavado e colocado ao sol, não fique ótimo para voltar a usar.

Não pensem que vou aqui tentar convencer alguém das vantagens ou desvantagens das fraldas de pano versus as descartáveis. Basta uma pesquisa rápida na internet para se ter acesso a imensa informação sobre o tema. Mas onde é que quero chegar com isto?

Certamente que nada têm a ver como mudo os xixis e cocós cá em casa, a mensagem que quero passar é que mesmo contra a “corrente” e a pressão para não usar as fraldas de pano, fiz aquilo que acredito ser o melhor para o meu filho e para o ambiente. O ambiente que lhe quero deixar a ele e à irmã com a menor pegada possível.

Por mais que opinem, são os pais que têm de decidir que caminho querem seguir, que descobertas, que passos em frente e passos atrás dar. É essa a mensagem que quero deixar também aos meus filhos. Independentemente das teorias, daquilo que não vem nos livros, daquilo que os outros dizem, eu tento dar-lhes o melhor, o melhor do mundo, o melhor de mim.

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Vânia Grácio é Assistente Social e Mediadora Familiar e de Conflitos. Licenciada em Serviço Social pelo Instituto Superior Bissaya Barreto e Mestre em Serviço Social pelo Instituto Superior Miguel Torga. Pós Graduada em Proteção de Menores pelo Centro de Direito da Família da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e em Gestão de Instituições de Ação Social pelo ISLA. Especializou-se na área da Mediação de Conflitos pelo Instituto Português de Mediação Familiar e de Conflitos. Trabalha na área da Proteção dos Direitos da Criança e da Promoção da Parentalidade Positiva. Coloca um pouco de si em tudo o que faz e acredita que ainda é possível ver o mundo com “lentes cor-de-rosa”. Gosta de viajar e de partilhar momentos com a família e com os amigos (as). Escreve no mediotejo.net ao sábado.

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