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Domingo, Novembro 28, 2021

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“O jogo das cadeiras da DGS”, por Massimo Esposito

5 cadeiras para 6 pessoas se sentarem. Correm para elas e um fica de pé. Eliminado!

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4 cadeiras para 5 pessoas se sentarem. Correm as voltas e um fica de pé. Eliminado!

3 cadeiras para 4 pessoas se sentarem. Correm as voltas e um fica de pé. Eliminado!

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Conhecemos bem este jogo, penso que todos participaram nele. A Direção Geral da Saúde é promotora nacional deste jogo. Não sabiam? É certo que não sei o que ganham com isto, mas com certeza os artistas perdem imenso.

Vou explicar. Depois do fim do lockdown em que ficámos dois meses fechados em casa, começámos, por lei, a ter regras para recomeçar os nossos trabalhos e tarefas. No caso dos artistas de arte visual, neste caso e mais especificamente, nas regras e modalidades enviadas às galerias municipais e privadas para realizar exposições e eventos artísticos, penso que quem se sentou à mesa a “regulamentar” era um ativo adepto do jogo das cadeiras.

No sábado fui com um meu amigo Italiano ver uma exposição dum notável pintor do Médio Tejo (não o vou nomear só para fazer entender que isto toca a TODOS). Chegado à frente da porta da galeria, a responsável do espaço afastou-nos rispidamente dizendo que só dois podiam entrar simultaneamente para ver as obras.

O pobre artista saiu como um Dom Quixote com lança em riste para nos defender e explicar esta atitude (que nesta responsável não é muito estranha). Ele disse que, na inauguração, quando chegava o vereador de turno e mais alguma pessoa, a sua própria esposa teria de sair!

A lei determina que só DUAS (2) pessoas possam ficar no espaço expositivo. Agora penso eu:

1-Como pode o artista comunicar a intenção e valores da sua exposição se só há duas ou quatro pessoas, no máximo?

2- Como pode o artista acompanhar um casal a ver a exposição para evidenciar os toques artístico e explicar o que o moveu a pintar esta obra?

3- Como pode a imprensa seguir a inauguração?

4- Como o artista consegue divulgar a sua arte a duas pessoas de cada vez? E com certeza há mais duvidas a esclarecer e perguntas a colocar. Eu já recusei realizar uma exposição em Aveiro até durar este “jogo”. Não dá para poder realizar o que é necessário fazer numa exposição: divulgar a própria arte e…vende-la.

Neste momento é ainda mais impreterível e importante encontrar novas modalidades para expor, mostrar e divulgar as obras dos artistas que já tanto sofrem desta sociedade das telenovelas e cegueira intelectual, não só do publico mas ainda mais dos que teriam de os defender, apoiá-los e incentivá-los a crescer e ter um espaço confortável neste” jardim a beira mar plantado”.

Pintor Italiano, licenciado em Arte e com bacharelato em Artes Gráficas em Urbino (Itália), vive em Portugal desde 1986. Em 1996 iniciou um protejo de ensino alternativo de desenho e pintura nas autarquias do Médio Tejo que, após 20 anos, ainda continua ativo. Neste projeto estão incluídas exposições coletivas e pessoais, eventos culturais, dias de pintura ao ar livre, body painting, pintura com vinho ou azeite, e outras colaborações com autarquias e instituições. Neste momento dirige quatro laboratórios: Abrantes, Entroncamento, Santarém e Torres Novas.

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