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Quinta-feira, Outubro 21, 2021

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“O escutismo e o ambiente”, por João Morgado

Em setembro não escrevi pois foi o meu primeiro mês na universidade e não consegui elaborar uma crónica. Este mês venho falar de algo que faz parte de mim desde sempre, o escutismo.

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O movimento escutista foi fundado em Inglaterra no ano de 1907 por Baden Powell, um tenente do exército britânico. Ele afirmava que “o escutismo é uma escola de cidadania através da destreza e habilidade na natureza”. Chega a Portugal em 1911 como Associação de Escoteiros de Portugal e mais tarde, em 1923 aparece o Corpo Nacional de Escutas movimento pertencente à igreja católica. Falo sobre o C.N.E., movimento do qual faço parte oficialmente desde 2006. Estreei como lobito e lá fiquei desde os meus seis até aos dez anos, depois passei para os exploradores, secção onde fiquei até aos 15; dos 16 até aos 18 fui pioneiro e agora sou caminheiro.

Este mês de outubro participei no meu primeiro acampamento como caminheiro, o Jamboree On The Air, Jamboree On The Internet (Jota-Joti) que pela primeira vez reuniu os seis agrupamentos do conselho de Abrantes: 172 de Abrantes, 273 Tramagal, 1053 Alferrarede, 1093 Chainça, 193 Mouriscas e o 697 de Rossio ao Sul do Tejo. O acampamento teve lugar no Parque Tejo e, ao mesmo tempo que comunicávamos com escuteiros de todo o país e do mundo por rádio e pela internet, foi-nos lançado um desafio: assumirmos um compromisso individual que nos leve a contribuir a reduzir o aquecimento global. Além de nós também os cidadãos da cidade se comprometeram a ajudar-nos. Por exemplo, alguns abrantinos comprometeram-se a deixar de fumar, outros a fazer a reciclagem do lixo em casa, outros a reduzir com recurso a uma garrafa de 1,5L o depósito do autoclismo. Medidas básicas que fazem muita diferença.

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Consciencializar para a importância da adoção de novos hábitos de consumo e para o que é realmente o Aquecimento Global é bastante complicado, sobretudo quando estamos convencidos de que o que fazemos é o suficiente. Há sempre mais algo a fazer, como por exemplo utilizar transportes públicos (e aqui deixo o desafio às entidades competentes para que adaptem os horários dos transportes aos horários dos trabalhadores, e que renovem a frota por veículos que consumam menos e sejam mais cómodos); ou então consumir menos produtos de origem animal, é certo e sabido que as criações intensivas de gado são as principais causadoras do aumento dos índices de metano na atmosfera e também as grandes consumidoras de água, recurso escasso e essencial à nossa vida. Opte sempre por comprar produtos biológicos e com certificação europeia cujo símbolo aparece em produtos biológicos é uma bandeira verde com estrelas em forma de folha e garante-lhe que o produto foi produzido de forma biológica e cumprindo as regras da União Europeia, que a nível internacional são das mais rigorosas. Faça a separação do lixo e não se esqueça de reaproveitar ao máximo. É importante, o planeta agradece e todos nós também.

Nasceu no ano de 2000 na cidade de Abrantes. Arreigado, com muito orgulho, em Rossio ao Sul do Tejo, mas com uma enorme vontade de conhecer o Mundo. Estuda Ciência Política e Relações Internacionais na Universidade da Beira Interior e ainda não sabe bem o que quer fazer da vida. Inspira-se muito na célebre frase de Sócrates (o filósofo), “Só sei que nada sei”, como mote para aprender sempre mais.

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