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Quarta-feira, Setembro 22, 2021

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“O choro de uma criança”, por Vasco Damas

Por mais graves e sérios que sejam os nossos problemas, eles ganham uma dimensão secundária perante o choro de uma criança, sendo horrível o sentimento de impotência provocado pelo seu pranto sofrido quando por vezes não o conseguimos calar apenas com um envolvente abraço apertado carregado de amor e carinho.

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É que o choro de uma criança nem sempre tem motivo palpável ou visível e quando ele é provocado por dores que vêm algures lá de dentro, o sentimento de impotência ganha uma dimensão maior.

Partilho as minhas dores causadas por este sentimento de impotência aproveitando para colocar as coisas em perspetiva, para confessar a minha ignorância ao não entender todos aqueles que de forma consciente são causadores de outros choros de outras crianças.

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Refiro-me àqueles que infligem torturas físicas próprias de bárbaros desprovidos de humanidade mas sem esquecer todos aqueles que permitem que outras crianças também sofram devido ao egoísmo dos adultos.

A violência física não tem justificação e por isso não pode ter perdão mas a outra violência que vai retirando um sopro de vida a cada dia que passa tem ainda menos perdão.

Bem sei que estamos em dezembro e que devemos focar-nos no brilho da época, mas talvez fosse importante que aqueles que podem fazer a diferença se deixassem contagiar pelo espírito da época e decidissem terminar com o choro de todas as crianças.

Bem vistas as coisas, todos podemos, de uma forma ou de outra, fazer alguma diferença mas certamente concordarão, não é a essa diferença que me refiro. Refiro-me àquela que gere prioridades e que decide salvar bancos em vez de salvar de vidas, a mesma que decide investir na indústria de armamento em vez resolver o problema da fome no Iémen e na República Democrática do Congo ou da guerra que continua a destruir a Síria.

Continuamos em dezembro mas as crianças do Iémen, da República Democrática do Congo e da Síria não sabem. Muitas delas fecharão os olhos para sempre antes de chegar o próximo Natal e as que lá chegarem com vida continuarão sem saber o que é o Natal, porque Natal é o contrário de guerra, destruição, morte, sofrimento e fome.

A insensibilidade que temos observado nesta matéria nas ações da comunidade internacional não pode deixar indiferentes aqueles que têm sentimentos. Infelizmente este sentimento de revolta é tão impotente quanto aquilo que podemos fazer perante as dores desconhecidas que provocam o choro das nossas crianças, e isso, como dá para perceber e sentir, é no mínimo desesperante!

É gestor e trabalhar com pessoas, contribuir para o seu crescimento e levá-las a ultrapassar os limites que pensavam que tinham é a sua maior satisfação profissional. Gosta do equilíbrio entre a família como porto de abrigo e das “tempestades” saudáveis provocadas pelos convívios entre amigos. Adora o mar, principalmente no Inverno, que utiliza, sempre que possível, como profilaxia natural. Nos tempos livres gosta de “viajar” à boleia de um bom livro ou de um bom filme. Em síntese, adora desfrutar dos pequenos prazeres da vida.

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