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Sexta-feira, Julho 30, 2021

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O brilho dos artistas e o trabalho invisível dos construtores de espetáculos (C/VIDEO)

Na altura do verão, a grande maioria das localidades de Portugal veste-se de cor e alegria organizando os seus festejos anuais, proporcionando espetáculos com os melhores artistas regionais e nacionais, quando possível com os de maior sucesso na rádio e na tv.

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Por detrás dos concertos cheios de luz e cor, estão equipas técnicas que carregam com as aparelhagens e colunas, fazem a montagem do som, das luzes e de toda uma parafernália de instrumentos técnicos, garantindo que nada falte aos artistas que vão brilhar em palco.

É esse trabalho, tão invisível quanto desgastante, que o mediotejo.net quis acompanhar, em parte, entrevistando o artista Emanuel, 25 anos de carreira, e a equipa de produção de espetáculos da empresa Cor do Som, que corre o país de norte a sul, com um camião às costas carregado de material, produzindo centenas de concertos e eventos ao longo do ano.

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Uma vida desgastante, numa corrida feita por gosto.

“É um trabalho invisível e muito desgastante porque quando um artista chega à localidade onde vai atuar tem de estar tudo pronto para o receber e para os seus músicos ensaiarem, fazerem o teste de som e luzes para o espetáculo que só acontece à noite. A preparação de um espetáculo começa logo pela manhã e só termina já quase de dia, altura em que temos de desmontar tudo, carregar no camião e seguir para outro ponto do país para voltar a montar tudo novamente. São muitas horas, muitos quilómetros, e muitas vezes sem dormir”, disse ao mediotejo.net o empresário e produtor de espetáculos Ricardo Casimiro, da agência de espetáculos Cor do Som, fundada em 2003, em Arreciadas, Abrantes.

Ricardo Casimiro destacou a importância de ter uma boa equipa de trabalho, coesa, resistente e com capacidade de sofrimento e espírito de entreajuda, e o gosto desde pequeno pela música, as luzes, as mesas de mistura e tudo o que tenha a ver com sonoridades e relação com as pessoas e com o mundo da comunicação. “Tinha 4 anos quando construíram uma rádio dentro de minha casa, em Arreciadas, e desde sempre me habituei a gostar desta vida”, disse Ricardo Casimiro, lembrando os primórdios da fundação de uma das pioneiras das rádios locais, a RAL, fundada pelo seu pai, Sousa Casimiro.

A Cor do Som, conta com uma equipa de 6 a 8 técnicos na estrada, com centenas de espetáculos e milhares de quilómetros percorridos, essencialmente entre os meses de maio a setembro.

“É preciso ter estofo e gostar bastante daquilo que se faz”, contou Carlos Costa, um dos técnicos da equipa da Cor do Som. “Somos os primeiros a chegar e os últimos a sair da festa”, destacou.

Alguns dos membros da equipa da 'Cor do Som'
Ricardo, Vera, Carlos e Miguel, alguns dos membros da equipa da ‘Cor do Som’

“Na verdade o público não se apercebe porque foca a atenção no artista principal mas metade dos espetáculos está em gente que ninguém vê”, disse, por sua vez, o artista Emanuel, com 25 amos de carreira. “Um trabalho muito desgastante mas a vantagem é que é também muito apaixonante”, lembrou.

Ricardo Casimiro faz de tudo um pouco na equipa, desde motorista a coordenador da equipa de montagem de aparelhagem, de técnicos de luz e som, para além de negoaciar e pagar os cachets aos artistas, de servir de ‘ponte’ entre as entidades que contratam os espetáculos através da sua agência e os próprios artistas e toda a logística, assegurando o alojamento sugerido ou solicitado, as refeições, o serviço de catering e as mais variados pedidos, muitos deles de última hora.

“É um trabalho em full time, num mundo muito competitivo e em que as relações familiares precisam de assentar numa compreensão muito grande para o que é esta vida”, confidenciou Ricardo, tendo destacado a razão do sucesso da sua empresa: “ganhamos os serviços e fidelizamos os clientes devido à qualidade e profissionalismo de toda a equipa. É cansativo mas é uma coisa que faço por gosto, que está enraízado em mim. Daqui nunca mais vou sair”, destacou o capitão da equipa.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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