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“O artista Dario Fo”, por Massimo Esposito

Dario Fo foi um artista italiano que ganho o Nobel da literatura em 1997, fazia teatro, escrevia livros e desenhava. Foi um espírito livre e alegre. Famoso é o seu sorriso com os dentes para fora. Dario gostava de ser chamado GIULLARE (bobo da corte) mas bobo é que ele não era. Personagem intrigante e com uma cultura imensa, levou ao desespero muitas pessoas: críticos, políticos, altas patentes do clero e até quando recebeu o Nobel muitos criticaram a Academia da Suécia pela escolha.

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Principalmente era um dramaturgo com uma energia incrível, que estudou todos os grandes do teatro e inventou uma maneira muito própria de interpretar e comunicar com os espectadores. Através do riso e ironia conseguia transmitir mensagens profundas e socialmente empenhadas e tinha uma particularidade. Conseguia falar todas as línguas mas nada dizia em concreto. Parecia que falasse em alemão ou inglês, com as mesmas pausas e ritmos, todos percebiam o que queria dizer, mas não dizia nenhuma palavra naquela língua. Eram sons e  suspensões…uma maravilha!

Mas aqui queria falar dele como desenhador, como artista. Ele frequentou a faculdade de arquitectura e conhecia bem a história da arte. Desde jovem elaborou uma maneira pessoal e criativa de desenho. Usava fotos, recortes, marcadores, aguarelas. Simplificava as formas humanas e dava um ritmo incrível às suas composições.

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Ilustrava os seus livros com belíssimos desenhos onde esclarecia os conceitos elaborados da sua mente fervilhante. Acho que é um dos melhores ilustradores de livros históricos, um deles sobre a história de Ravenna, desde a sua fundação até os tempos modernos, onde desenha plantas da cidade em evolução, armaduras, animais e festas com uma alegria e despreocupação que o identificava e que seria óptimo buscar e desenvolver.

Sim, ele escrevia e fazia teatro mas nunca deixou de desenhar e pintar. Nunca se imobilizou ao que tinha feito mas evoluía sempre para um patamar superior, com gáudio e sorriso e isto pode e deve ser uma linha a seguir porque desenhar e pintar devem ser  momentos de alegria e criatividade.

Pintor Italiano, licenciado em Arte e com bacharelato em Artes Gráficas em Urbino (Itália), vive em Portugal desde 1986. Em 1996 iniciou um protejo de ensino alternativo de desenho e pintura nas autarquias do Médio Tejo que, após 20 anos, ainda continua ativo. Neste projeto estão incluídas exposições coletivas e pessoais, eventos culturais, dias de pintura ao ar livre, body painting, pintura com vinho ou azeite, e outras colaborações com autarquias e instituições. Neste momento dirige quatro laboratórios: Abrantes, Entroncamento, Santarém e Torres Novas.

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