“Novas oportunidades”, por Vasco Damas

Imagem: DR

Cada dia marca um novo começo, uma nova oportunidade para nos reinventarmos, para nos desafiarmos, para redefinir os nossos objetivos e para testar os nossos limites. Este é um conceito pré-definido, frequentemente utilizado mas, sejamos honestos, raramente observado.

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Seja por falta de coragem, de oportunidade ou de outro argumento qualquer, a verdade é que são poucos aqueles que se predispõem a lutar contra a corrente e a desafiar o destino.

O normal é deixarmo-nos levar ao sabor dessa corrente, aceitando placidamente aquilo que a vida vai decidindo por nós, completamente acomodados às nossas rotinas ou refugiados na falta de ambição que se esconde por trás de um “podia estar pior”.

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E mesmo quando percebemos que quem arrisca, normalmente consegue mudar as variáveis da vida para melhor, isso não altera a nossa atitude porque, invariavelmente, “nós” nunca teríamos a mesma “sorte” que “eles”.

Existe um fundo de injustiça em tudo isto porque quem pode normalmente não faz e quem queria fazer normalmente não tem essa oportunidade. Bem sei que as generalizações são perigosas, porque naturalmente injustas, mas esta é a realidade por mim observada e, por isso, por mim assimilada.

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Cada dia marca um novo começo, mas se quisermos ser justos temos que reconhecer que as oportunidades não são iguais para todos porque infelizmente, mesmo com a atitude que normalmente nos falta, há destinos que não se conseguem mudar.

Talvez nem precisemos ir tão longe para observar a desigualdade de oportunidades. Com as devidas distâncias, basta ficar “por cá” e estar atento ao que nos rodeia. Justiça, saúde e educação são, “pequenos grandes” privilégios de uns que estão consagrados na Constituição como direitos de todos.

Mas não percamos a fé. Cada dia continua a marcar um novo começo e cada novo começo trás consigo uma nova oportunidade. Um dia chegará a nossa e voltaremos a viver num país equilibrado e com igualdade de oportunidades no acesso à educação, à cultura, à justiça e a tudo aquilo a que temos direito e que está consagrado na Constituição Portuguesa.

Eu ainda acredito, apesar de estar consciente que, paradoxalmente, esta possibilidade vá tendo menor probabilidade a cada dia que passa. Mas eu sou um otimista. Talvez seja por isso que também acredito que aqueles que me “acompanham” desde Lisboa, o fazem por terem a convicção de que eu posso ser parte da solução e não pelo receio das ondas de choque que eu possa provocar ao sistema instituído.

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