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Sábado, Outubro 23, 2021

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“Novas oportunidades”, por Vasco Damas

Cada dia marca um novo começo, uma nova oportunidade para nos reinventarmos, para nos desafiarmos, para redefinir os nossos objetivos e para testar os nossos limites. Este é um conceito pré-definido, frequentemente utilizado mas, sejamos honestos, raramente observado.

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Seja por falta de coragem, de oportunidade ou de outro argumento qualquer, a verdade é que são poucos aqueles que se predispõem a lutar contra a corrente e a desafiar o destino.

O normal é deixarmo-nos levar ao sabor dessa corrente, aceitando placidamente aquilo que a vida vai decidindo por nós, completamente acomodados às nossas rotinas ou refugiados na falta de ambição que se esconde por trás de um “podia estar pior”.

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E mesmo quando percebemos que quem arrisca, normalmente consegue mudar as variáveis da vida para melhor, isso não altera a nossa atitude porque, invariavelmente, “nós” nunca teríamos a mesma “sorte” que “eles”.

Existe um fundo de injustiça em tudo isto porque quem pode normalmente não faz e quem queria fazer normalmente não tem essa oportunidade. Bem sei que as generalizações são perigosas, porque naturalmente injustas, mas esta é a realidade por mim observada e, por isso, por mim assimilada.

Cada dia marca um novo começo, mas se quisermos ser justos temos que reconhecer que as oportunidades não são iguais para todos porque infelizmente, mesmo com a atitude que normalmente nos falta, há destinos que não se conseguem mudar.

Talvez nem precisemos ir tão longe para observar a desigualdade de oportunidades. Com as devidas distâncias, basta ficar “por cá” e estar atento ao que nos rodeia. Justiça, saúde e educação são, “pequenos grandes” privilégios de uns que estão consagrados na Constituição como direitos de todos.

Mas não percamos a fé. Cada dia continua a marcar um novo começo e cada novo começo trás consigo uma nova oportunidade. Um dia chegará a nossa e voltaremos a viver num país equilibrado e com igualdade de oportunidades no acesso à educação, à cultura, à justiça e a tudo aquilo a que temos direito e que está consagrado na Constituição Portuguesa.

Eu ainda acredito, apesar de estar consciente que, paradoxalmente, esta possibilidade vá tendo menor probabilidade a cada dia que passa. Mas eu sou um otimista. Talvez seja por isso que também acredito que aqueles que me “acompanham” desde Lisboa, o fazem por terem a convicção de que eu posso ser parte da solução e não pelo receio das ondas de choque que eu possa provocar ao sistema instituído.

É gestor e trabalhar com pessoas, contribuir para o seu crescimento e levá-las a ultrapassar os limites que pensavam que tinham é a sua maior satisfação profissional. Gosta do equilíbrio entre a família como porto de abrigo e das “tempestades” saudáveis provocadas pelos convívios entre amigos. Adora o mar, principalmente no Inverno, que utiliza, sempre que possível, como profilaxia natural. Nos tempos livres gosta de “viajar” à boleia de um bom livro ou de um bom filme. Em síntese, adora desfrutar dos pequenos prazeres da vida.

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