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Domingo, Julho 25, 2021

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“Nova Augusta” lança novo número com enfoque nos grandes conflitos locais

Do Entroncamento a Ourém, a revista cultural de Torres Novas, “Nova Augusta”, lança este domingo, dia 13, um novo número, com vários estudos sobre os grandes conflitos nos concelhos adjacentes. A apresentação desta edição insere-se nos 30 anos da elevação de Torres Novas a cidade.

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“Esta abrangência regional da revista justifica-se pela ligação histórica de Torres Novas com os seus concelhos limítrofes (até pela pertença de territórios do termo desses concelhos que já fizeram parte integrante do concelho de Torres Novas)”, informou ao mediotejo.net o Gabinete de Estudos e Planeamento Editorial do Município de Torres Novas. “Ao secretariado da revista convida os colaboradores mais antigos e novos investigadores que vão publicando estudos de natureza local (através da rede de investigadores locais ou através dos media) e endereça-lhes o convite para publicarem os seus artigos na revista. Outras vezes, o que acontece com alguma frequência, são os próprios investigadores que conhecem a revista e se oferecem para nela publicarem os seus artigos”.

A edição de 2015 tem assim a particularidade de englobar um conjunto de estudos sobre vários conflitos locais nos concelhos da região de Torres Novas, do Entroncamento até Ourém, não esquecendo Alcanena. Maria da Conceição Geada e António Carlos Geada falam sobre o conflito aberto entre as comunidades de Alqueidão e Pedrógão, na sequência da passagem da sede de freguesia, em 1876, para esta aldeia,” uma perda irreparável para a histórica e secular freguesia de Santa Maria de Alqueidão”, refere comunicado da autarquia. Manuel Poitout aborda a ação de grupos de guerrilha durante as Invasões Francesas na região, dando “conta da coragem de pequenos grupos de combatentes furtivos contra o colossal exército de ocupação”.

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Já António Mário Santos escreve sobre o republicanismo em Torres Novas e Francisco Canais Rocha (texto póstumo) apresenta uma dissertação sobre Humberto Delgado e as eleições de 1958. De novo nos temas revolucionários, Gabriel Feitor “aborda os solavancos do PREC em Alcanena, enquanto Carlos Trincão Marques recorda as movimentações associativas em Torres Novas, imediatamente anteriores à revolução de abril”.

Do Entroncamento a revista traz um dossier “sobre aspetos históricos e sociais do complexo ferroviário da cidade vizinha, com contribuições de Henrique Leal, Carlos Barbosa Ferreira, Manuela Poitout e Luís Filipe Lopes”. Noutras áreas de estudos, “Vasco Rosa da Silva fixa a transcrição paleográfica anotada da Memória Paroquial de Ourém, de 1758, e Luís Batista escreve sobre o clero da igreja da Atalaia desde 1544, enquanto Marco António Andrade aborda, na secção de arqueologia, as placas votivas da necrópole neolítica de Lapas”.

A “Nova Augusta” faz ainda uma homenagem a Joaquim Rodrigues Bicho, com um texto póstumo sobre a produção literária local nas últimas décadas. O autor foi durante décadas um grande entusiasta da revista “antevendo com enorme lucidez e grande antecedência, a importância que a revista poderia vir a ter como pólo dinamizador da investigação local e regional”. Morreu em abril deste ano.

Um revista com meio século de história

A revista “Nova Augusta” nasceu em 1962, com uma primeira série de apenas dois números. Tornaria a ser publicada de 1981 a 1984. Em 1991 a publicação ganha novo fôlego, tendo-se mantido a sua edição anual quase de forma ininterrupta. Para o Gabinete de Estudos e Planeamento Editorial do Município de Torres Novas “esta revista é o elemento âncora das publicações municipais”. “À volta da sua edição gera-se um debate na área dos estudos locais entre investigadores e leitores e futuros investigadores. Cria-se, muitas vezes, a partir daqui, o impulso para a produção de obras de maior fôlego”, sublinha.

A mesma informação refere que a revista se tem tornado cada vez mais “científica”, dada a regularidade da sua publicação. “Embora não feche portas a investigadores autodidatas de reconhecido mérito, a verdade é que atualmente a maior parte dos seus colaboradores ou são eles próprios investigadores em universidades ou possuem, pelo menos, as ferramentas académicas de produção científica de trabalhos nas áreas mencionadas”.

Questionados sobre se a revista é um estimulo à preservação da memória, o Gabinete destaca que “todos os estudos locais são registos de memória, mesmo que provenham de diferentes áreas dentro do enorme campo das ciências sociais e humanas. E a memória não é apenas uma questão de identidade, não desmerecendo a importância da identidade. A memória é também uma forma de produção de conhecimento de grande importância e centralidade”.

A próxima edição começa a ser preparada em março.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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