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Quinta-feira, Janeiro 20, 2022
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“Nos 100 anos de Champalimaud”, por Adelino Correia-Pires

Em Outubro de 2010, no dia de inauguração do “Centro de Investigação para o Desconhecido”, escrevi então um pequeno texto, que hoje recupero:

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“Quem diria há uns anos atrás que, uma das figuras mais polémicas da nossa história recente, acusado de por ser milionário, só ver a côr do dinheiro, de lutar contra a própria família (no caso da herança Sommer), de ser obrigado após Abril de 74 a emigrar para outra paragens, quem diria (digo eu), que hoje, dia 5 de Outubro, fosse Senhor de uma das maiores “bofetadas de luva branca” de que há memória.

Com a inauguração do “Centro de Investigação para o Desconhecido”, da Fundação Champalimaud, liderado por outra figura mal-amada dos nossos dias (Leonor Beleza), António Champalimaud (lá, onde estiver), passará a contribuir decisivamente para “tratar da saúde” a muitos de nós, mesmo dos seus inúmeros detractores.”

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Desde então, se dúvidas houvesse, o tempo, qual juiz e mestre de todas as coisas, lá vai peneirando, joeirando e, porque nem todos os fins justificam os meios, também nem todos os meios têm o mesmo fim.

Para alguns, em Portugal, terra de sol e de mar, o po(l)vo é quem mais ordena. Se antes fôra o Estado a controlar o povo, agora é a vez do po(l)vo controlar o Estado.

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Mas para António Champalimaud, pese embora algum cinzentismo do seu passado, algo iluminou o seu futuro. E, ao contrário daqueles que usaram e abusaram de fortunas amealhadas, Champalimaud soube retribuir a dívida de gratidão que Portugal merecia.

Agora, que passam 100 anos sobre o seu nascimento, saibamos perceber a diferença entre o ter e o ser. Porque se pode ter muito e muito partilhar. Ou porque se pode ter muito e ser-se muito pouco.

Há quem fique na história pelo que fez. E quem nela fique pelo que não devia ter feito.

António Champalimaud, acertando contas com o passado, soube perceber o futuro.

E o futuro jamais o esquecerá.

Nasceu em Portalegre, em 1956, em dia de solstício de verão. Cresceu no Tramagal e viveu numa mão cheia de lugares. Estudou, inspirou, transpirou e fez acontecer meia dúzia de coisas ao longo do tempo. Mais monge que missionário, é alfarrabista no centro histórico de Torres Novas. Vai escrevinhando por aí, nomeadamente no blogue "o tom da escrita" e é seu o livro “Crónicas Com Preguiça”. E continua a pensar que “não pode um país estar melhor se a sua gente está pior e apenas lhe resta ir colhendo a flor da dúvida, bem me quer, mal me quer...”

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