Quinta-feira, Março 4, 2021
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“Não vai correr mal, está a correr mal”, por Duarte Marques

Começou oficialmente a campanha de ilusão em relação ao Orçamento de Estado para 2017. Segundo as primeiras informações, este OE aumentará a carga fiscal sobre a globalidade dos portugueses, através de impostos indiretos, e o Governo vem dizer que a carga fiscal vai baixar. Os serviços públicos estão no limite e o Governo vem dizer que tudo será melhor neste OE. O modelo económico falhou mas o Governo insiste no mesmo modelo e diz que desta vez é que é, desta vez é que vai dar resultado.

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Convém não esquecer que, há pouco mais de um ano, António Costa comprometia-se com os portugueses com um crescimento económico de 2,4% em 2016. Hoje as previsões mais otimistas não passam o 1,2% do PIB. E para 2017 António Costa comprometia-se com um crescimento de 3,1% para 2017. Se não fosse tão grave, até dava vontade de sorrir.

Não há uma entidade independente, portuguesa ou estrangeira, que não duvide das contas do governo, que não considere as opções políticas do Governo arriscadas ou preocupantes. Será que estão todos errados? Será que todos têm preconceitos com este governo? Não me parece.

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O Governo deveria estar preocupado em encontrar soluções para os problemas estruturais que criou em apenas 10 meses na área da Saúde, da educação, dos serviços públicos em geral. Mas perante a degradação dos serviços públicos o Governo insiste no aumento de impostos com que tem vindo a carregar as famílias e a economia portuguesa que não resolvem mas sim dificultam e bloqueiam o projeto de desenvolvimento e progresso económico e social que Portugal deveria estar a traçar.

O maior inimigo do Estado Social, o maior obstáculo à sustentabilidade do Estado é a estagnação económica. Num país tão carente de investimento não se assustam os investidores, num país tão ávido de investimento estrangeiro não se cria instabilidade ou dúvida fiscal, num país que tanto precisa de investimento privado não se distingue entre essencial ou menos essencial, todo o investimento, desde que legítimo, é super essencial.

Este governo matou a trajectória de recuperação do país e quem paga essa factura são os contribuintes portugueses.  Novos impostos, sobretudo sobre áreas que estão em alto crescimento é um caminho errado, que trará ainda maiores problemas à nossa economia.

Temos um governo que não é politicamente sério, que anuncia investimento e medidas repetidamente sem concretizar practicamente nenhuma além das reversões e das exigências do Bloco e do PCP.  Temos um governo que promete tudo a todos…mas só a partir de 2018. Temos um governo, salvo raras excepções, que manipula a informação, que engana os portugueses e que omite a realidade. Um governo que comunica por meias palavras e por meias verdades.

Deslumbrados com o poder que alcançaram, os dirigentes do BE seguem a sua agenda soviética, seguem a receita dos radicais do Podemos ou de Chavez Venezuela com os resultados que já todos conhecemos. Dirigentes que têm raiva a quem produz riqueza e cria emprego, dirigentes que sobrepõem a ideologia à realidade, não podem ter um papel tão decisivo na gestão do governo. O problema é que, qual síndrome de Estocolmo, o “sequestrado” Partido Socialista, parece estar a gostar e a concordar com grande parte das loucuras do BE e afins. É isso, precisamente, que espelha o OE para o próximo ano.

Duarte Marques, 39 anos, é natural de Mação. Fez o liceu em Castelo Branco e tirou Relações Internacionais no Instituto de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa, com especialização em Estratégia Internacional de Empresa. É fellow do German Marshall Fund desde 2013. Trabalhou com Nuno Morais Sarmento no Governo de Durão Barroso ao longo de dois anos. Esteve seis anos em Bruxelas na chefia do gabinete português do PPE no Parlamento Europeu, onde trabalhou com Vasco Graça Moura, José Silva Peneda, João de Deus Pinheiro, Assunção Esteves, Graça Carvalho, Carlos Coelho, Paulo Rangel, entre outros.
Foi Presidente da JSD e deputado na última legislatura, onde desempenhou as funções Vice Coordenador do PSD na Comissão de Educação, Ciência e Cultura e integrou a Comissão de Inquérito ao caso BES, a Comissão de Assuntos Europeus e a Comissão de Negócios Estrangeiros e Cooperação. O Deputado Duarte Marques, eleito nas listas do PSD pelo círculo de Santarém, foi eleito em janeiro de 2016 um dos novos representantes portugueses na Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, com sede em Estrasburgo. É ainda membro da Assembleia Municipal de Mação.
Sócio de uma empresa de criatividade e publicidade com sede em Lisboa, é também administrador do Instituto Francisco Sá Carneiro, director Adjunto da Universidade de Verão do PSD, cronista do Expresso online, do Médio Tejo digital e membro do painel permanente do programa Frente a Frente da SIC Notícias.

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