“Na primeira pessoa”, por Vasco Damas

Foto: DR

“O mundo pode ser tecnologicamente muito pequeno mas é imenso na sua mesquinhez”. Aproprio-me desta frase do malogrado Luis Miguel Rocha porque entendo que ela encerra o que de mais verdadeiro se assiste nos dias de hoje… o conflito gritante entre o avanço tecnológico e o atraso das mentalidades… ou pior, a maldade das mentalidades que, provavelmente, está na origem do pensamento de Arturo Perez Reverte quando este afirma que “o mundo é um sítio perigoso, cheio de filhos da puta”.

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A autoestima e o equilíbrio emocional são a base essencial para vivermos a nossa vida e não termos necessidade de invejarmos ou querermos viver a vida dos outros porque, quando estamos bem, a felicidade alheia contagia-nos e não nos incomoda.

Sou quem sou, sei quem sou e ao longo da vida tenho tido os meus sucessos sem deixar de reconhecer que também tive de passar pelos meus fracassos. Tenho a minha personalidade e as minhas características individuais, umas mais vincadas, outras menos e são elas que fazem com que algumas pessoas se identifiquem comigo e também serão elas as responsáveis para que outras se afastem, porque, em síntese, sou naturalmente tão humano como qualquer um de nós… com as minhas qualidades e os meus defeitos.

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Sou extrovertido, expansivo mesmo e, apesar de achar que sou emocional sem deixar de ser racional, tenho normalmente o coração perto da boca e, ao longo dos anos, esta forma espontânea e transparente de ser e de estar, tem sido alvo de chamadas de atenção por parte de diversos interlocutores no sentido de me aconselharem a diminuir o meu nível de exposição.

Certamente que eles não terão estado todos errados sendo eu o único que sempre estive certo, mas mesmo tendo consciência desta realidade, desde que não entre no domínio do ridículo ou que não cruze as minhas linhas vermelhas, em momento algum mudarei a minha genuinidade porque esse processo obrigar-me-ia a uma artificialidade que acabaria por me transformar numa pessoa diferente e com a qual deixaria de me identificar.

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Sou quem sou, sei quem sou e sinto-me confortável comigo e com as minhas imensas imperfeições. Acima de tudo gosto de viver e gosto ainda mais de conviver. Sou genuíno na vivência e ainda mais genuíno na convivência… e, mesmo quando a vida parece conspirar contra mim tento não me focar em demasia no problema para não me distrair da solução.

Mas que fique claro. A vida tem sido muito generosa comigo e aquilo que tenho para agradecer é incomparavelmente maior que aquilo que tenho a lamentar. Talvez por isso, nesta matéria, a minha única prioridade seja continuar a viver a minha vida… somente a minha vida!

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