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Quarta-feira, Outubro 20, 2021

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“Muros e pontes”, por Vasco Damas

É antiga a metáfora que utiliza muros e pontes mas ela tem vindo a recuperar a sua atualidade por causa das voltas e dos caminhos que têm sido seguidos por este novo mundo.

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Muros e pontes. Fechar e abrir. Negativo e positivo. Regresso e progresso.

Sou positivo por natureza, pelo que dentro da mesma lógica, acredito em pontes, em aberturas e no progresso.

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Mas também acredito na realidade e por mais positivo que seja, não acredito que palavras bonitas possam maquilhar realidades feias.

Poder até podem, mas não as alteram na sua essência… apenas alteram a forma como olhamos para elas ou como querem que olhemos para elas, mas como escrevi por aqui há algumas semanas, a realidade continua sempre a ser única.

E depois há ainda o conflito entre a palavra e a ação… e quando a palavra bonita não é coerente com a ação e ainda por cima ajuda a esconder ou a camuflar a realidade feia, isso não passa de demagogia que apenas serve os interesses de uns e que por isso fica longe de defender os interesses que deviam ser de todos.

Deixem-me agora baralhar os conceitos do segundo parágrafo. Ser-se positivo fechando-se numa realidade idealizada é estar a criar as condições básicas para a construção de muros que nos impedirão de olhar para o progresso e não deixará que a realidade idealizada algum dia chegue a ser a “realidade real”!

A vida dar-nos-á de volta aquilo que lhe dermos a ela e certamente não se alinhará para resolver problemas que teimamos ignorar.

Justificar o que não devemos aceitar com a ordem natural e a inevitabilidade das coisas, afasta-nos da solução e torna-nos cúmplices do problema.

A crítica vazia e sem fundamento constrói um “muro” que se fecha numa negatividade sem regresso. A crítica que identifica o problema e que argumenta de forma transparente e positiva transforma-se na ponte que abre a mente positivamente em direção ao progresso.

Os dados estão lançados, os ventos continuam a soprar e as ameaças vão sendo construídas. Pará-las só será possível se houver consciência, reflexão, diálogo e posterior ação. Caso contrário é só treta e como bem sabemos, com “muros ou pontes”, palavras leva-as o vento!

É gestor e trabalhar com pessoas, contribuir para o seu crescimento e levá-las a ultrapassar os limites que pensavam que tinham é a sua maior satisfação profissional. Gosta do equilíbrio entre a família como porto de abrigo e das “tempestades” saudáveis provocadas pelos convívios entre amigos. Adora o mar, principalmente no Inverno, que utiliza, sempre que possível, como profilaxia natural. Nos tempos livres gosta de “viajar” à boleia de um bom livro ou de um bom filme. Em síntese, adora desfrutar dos pequenos prazeres da vida.

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