“Muito mais que igualdade”, por Hugo Costa

Foto: geralt, Pixabay

Em boa hora, a concelhia do Partido Socialista de Tomar organizou na última quinta-feira, 14 de junho, um debate sobre Igualdade. A convidada da sessão foi a deputada Catarina Marcelino. A razão da sua escolha foi simples: o trabalho que a mesma ajudou a dinamizar no município de Tomar a favor das minorias étnicas.

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E como estamos de igualdade? A igualdade é um conceito amplo e, mais de quarenta e quatro anos depois do 25 de abril, ainda há muito caminho para desbravar, entre os princípios claros da igualdade de oportunidades, da não discriminação ou do simples direito ao respeito pela individualidade e o seu direito à felicidade.

Na nossa sociedade continua a existir uma diferença de oportunidades entre litoral/interior, cidade/campo e entre as crianças nascidas nas diversas categorias sociais. Será justo? Certamente que não. E esta é uma das principais obrigações que temos como sociedade: garantir essa igualdade.

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Outro contexto que muito tem sido trabalhado, com inúmeros ganhos em democracia, é a igualdade de género. Mas ainda devemos continuar a fomentar a participação feminina na política, garantir mais direitos laborais que protejam a maternidade e – de uma vez por todas –  acabar com os fossos salariais, entre homens e mulheres nas mesmas funções. É uma questão simples de justiça.

Também no contexto da igualdade de género, quando vemos todos a colocar o desafio demográfico como essencial para o futuro, não devemos permitir que as mulheres em Portugal continuem a ser discriminadas no trabalho e no acesso ao mesmo por questões de maternidade.

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Outras dimensões temos da não discriminação. O combate ao racismo e xenofobia é crucial. Devemos garantir a todos as mesmas oportunidades, sem discriminações mesmo que subtis. Em relação à discriminação por orientação sexual ou por questões de identidade de género, o que está em causa é somente o direito de cada um a ser feliz.

Vivemos hoje num país mais igual. A democracia, nomeadamente em governos PS sempre colocou este ponto como central das políticas públicas, lembrando aquela que é a declaração de princípios do partido. Mas ainda existe um longo caminho a percorrer. Saibamos caminhar todos juntos sempre pela defesa da igualdade e, por sequência, da felicidade de cada um.

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