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Quarta-feira, Junho 16, 2021

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Movimento proTEJO rejeita mais açudes e barragens e apela ao governo ‘Por um Tejo Livre’

O movimento proTEJO reiterou a rejeição à construção de mais açudes e barragens no rio Tejo, defendidos no Projeto Tejo, e anunciou que vai entregar esta quarta-feira, dia 9 de junho, um memorando à ministra da Agricultura onde aponta os seus impactos negativos ecológicos e económicos e apresenta propostas e alternativas ‘Por um Tejo Livre’.

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“Vamos entregar o memorando em mãos à ministra da Agricultura devido a ter sido lançado um concurso público para avaliar o potencial hídrico e hidroagrícola do Vale do Tejo e Oeste através do regadio, no valor de 400 mil euros, e que tem sido propalado pelos promotores do Projeto Tejo como veículo de fundamento do seu projeto”, disse Paulo Constantino, porta-voz do movimento ambientalista com sede em Vila Nova da Barquinha.

O dirigente do proTEJO disse que o movimento vai realizar no dia 09 de junho uma “demonstração de cidadãos” que irá consistir na “entrega do memorando ‘Por um Tejo Livre’ à ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, onde se pretende demonstrar a existência de alternativas a mais açudes e barragens do Projeto Tejo, bem como desmistificar os seus mitos”.

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ÁUDIO: PAULO CONSTANTINO, PORTA-VOZ PROTEJO:

Segundo notou Paulo Constantino, esta ação “acontece visto que o Ministério da Agricultura lançou um concurso público para avaliar o potencial hídrico e hidroagrícola do Vale do Tejo e Oeste através do regadio, com a captação, armazenamento, transporte e distribuição de água, com delimitação de regiões potencialmente irrigáveis, e análise dos impactes socioeconómicos e ambientais”, projeto com o qual o movimento diz não concordar em defesa de um rio livre.

“Esta é uma ação de defesa de rios vivos sem poluição e livres de açudes e barragens para assegurar a conservação dos ecossistemas e habitats aquáticos, o usufruto do rio pelas populações ribeirinhas e os fluxos migratórios das espécies piscícolas”, afirmou o dirigente ambientalista, que apontou algumas soluções alternativas ao preconizado pelo Projeto Tejo.

Paulo Constantino, fundador e porta-voz do proTEJO, -Movimento pelo Tejo. Foto: mediotejo.net

Por um lado, defendeu “medidas que visem a recuperação ecológica do rio Tejo e de toda a sua bacia para salvaguardar a continuidade dos ciclos vitais que ditam a sustentabilidade da vida através da conservação e recuperação da sua biodiversidade e do seu património” e, por outro lado, a “integração de caudais ecológicos determinados cientificamente nos Planos de Gestão da Região Hidrográfica do Tejo”.

De acordo com um dos mentores do Projeto Tejo, Jorge Froes, aquele projeto prevê um investimento 4,5 mil milhões de euros para fornecer água a 300 mil hectares das regiões do Ribatejo, Oeste e Setúbal nos próximos 30 anos.

Jorge Froes, engenheiro agrónomo, apresentou e defendeu as mais valias do Projeto Tejo. Foto: mediotejo.net

O objetivo é criar um “espelho de água contínuo através da construção de seis açudes até quatro metros de altura entre Abrantes e Lisboa, com escada passa-peixes, que vão tornar o Tejo navegável, e com estações elevatórias que vão permitir bombar a água para as encostas da Lezíria e também da zona Oeste”, indicou Jorge Froes, para quem esta é “a solução” para resolver o problema da falta de água.

O movimento ambientalista, por sua vez, defende a “realização de uma Avaliação Ambiental Estratégica (AAE) pelo Ministério do Ambiente que integre o desenvolvimento de estudos de projetos alternativos com base nas metas da Estratégia para a Biodiversidade 2030 e das Diretivas Quadro da Água, Aves e Habitats”, salientando que os mesmos devem ter em conta “todas as alternativas, ambiental, financeira e tecnologicamente mais eficazes”, a par de uma “politica de recuperação de custos dos serviços da água e o uso adequado do erário público considerando o custo de oportunidade” destes projetos.

“Tendo em conta que a ponderação de projetos alternativos não está a ser assegurada”, o proTEJO manifestou também a sua “preocupação quanto ao rumo que parece estar a ser tomado com a apresentação do Projeto Tejo como única alternativa e solução definitiva para garantir água ao setor agrícola do Baixo Tejo e Oeste”.

O Movimento pelo Tejo alertou para os “graves impactes ambientais negativos que se podem antecipar ao nível da degradação do solo, da qualidade do ar e da água, da conservação dos ecossistemas terrestres e aquáticos, e da preservação alargada a toda a biodiversidade, que virão agravar todos os problemas até hoje identificados no rio Tejo e em toda a sua bacia, e acrescentando, por essa via, mais e maiores pressões sobre a sustentabilidade da vida”.

c/LUSA

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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