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Quinta-feira, Agosto 5, 2021

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Movimento proTEJO reelege porta-voz e define prioridades para 2016

O Movimento Pelo Tejo – proTEJO – reelegeu hoje como porta-vozes os ambientalistas Paulo Constantino e Sara Cura para um mandato de dois anos e definiu as prioridades para 2016 na defesa ambiental do rio Tejo e afluentes.

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“Os problemas de poluição no Tejo, a qualidade das águas do rio e seus afluentes, os caudais ecológicos e as alterações climáticas” mantêm-se no topo das prioridade de trabalho do proTEJO, disse à agência Lusa Paulo Constantino, à margem de uma reunião onde foi ainda eleito José Louza (Eco-Cartaxo), como presidente da Mesa do Conselho Deliberativo, e José Moura (Associação Ambiente em Zonas Uraníferas – AZU), e António Costa (Movimento Cívico Ar Puro – Rio Maior) como 1º e 2º secretários, respetivamente.

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Sara Cura e Paulo Constantino foram hoje reeleitos porta-voz do Movimento pelo Tejo – proTEJO

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Paulo Constantino disse à Lusa que o proTEJO vai promover a realização de um seminário subordinado ao tema “A qualidade da água do Tejo” e que quer trabalhar uma carta de compromisso com o poder político, na qual defende medidas para salvaguardar a qualidade do rio, como a criação de um regime de caudais e um projeto de desassoreamento e navegabilidade, tendo repetido que o movimento vai dinamizar uma petição contra a poluição no rio e seus afluentes, a apresentar à Assembleia da República e ao Parlamento Europeu.

“O rio Tejo não é apenas água, é cultura viva, a espinha dorsal das terras e das aldeias por onde passa”, destacou, tendo afirmado que o movimento propõe que seja estabelecido um regime de caudais ambientais diários, semanais e mensais, “refletidos nos planos da Bacia Hidrográfica do Tejo” em Espanha e em Portugal, para assegurar o bom funcionamento dos ecossistemas ligados ao rio.

Paulo Constantino defendeu, em declarações à Lusa, que todos os dados devem estar “disponíveis para utilização pública e em tempo real”, elencando algumas matérias que considerou “fundamentais”, como os indicadores do estado ecológico, caudal sólido e radiológico e as quantidades de caudal em hectómetros cúbicos e metro cúbico por segundo.

“É imperioso ter acesso online e em tempo real a toda a bacia hidrográfica do Tejo e uniformizar as redes de monitorização”, vincou.

A concessão de um projeto de desassoreamento do rio e da sua navegabilidade está entre um conjunto de dez propostas que o movimento defende.

O proTEJO adverte para os riscos da poluição causada por explorações agrícolas e indústrias, frisando que é necessária uma gestão sustentável da Bacia Hidrográfica do Tejo e o cumprimento da diretiva quadro da água.

O movimento quer também um compromisso político para a valorização e promoção da identidade cultural e social das populações ribeirinhas do Tejo tendo Constantino referido que as alegações ao Plano de Gestão da Região Hidrográfica do Tejo foram já entregues, com propostas de medidas que visam contribuir para a resolução dos problemas ambientais do rio.

Fundado em setembro de 2009, o Movimento pelo Tejo – proTEJO é um movimento de cidadania informal que nasceu em Vila Nova da Barquinha, na zona do Médio Tejo, distrito de Santarém, e é composto por mais de mil aderentes nas redes sociais.

Agrega cerca de 40 cidadãos e diversas entidades, entre as quais a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo e os municípios de Abrantes, Chamusca, Golegã, Mação e Vila Nova da Barquinha.

Agência de Notícias de Portugal

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