Movimento pelo Tejo assinala em outubro Dia Mundial da Migração dos Peixes

Movimento pelo Tejo - proTEJO, realiza a 78ª edição do Vogar contra a indiferença em outubro. Foto arquivo: mediotejo.net

O proTEJO – Movimento pelo Tejo, vai celebrar o Dia Mundial da Migração dos Peixes no próximo 24 de outubro, com as iniciativas previstas para este sábado, dia 16 de maio, a serem adiadas devido às medidas de contenção de propagação do novo coronavírus. A iniciativa vai decorrer em Valada (Cartaxo) com uma concentração ibérica de cidadãos “Por Um Tejo Livre” e a descida de canoa “8º Vogar contra a indiferença”.

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As iniciativas previstas manifestam a posição do movimento ambientalista “contra a construção de açudes e barragens com a finalidade de reter água para consumo na agricultura intensiva”, defendendo o proTEJO “um rio livre e com dinâmica fluvial para assegurar os fluxos migratórios das espécies piscícolas, a conservação dos ecossistemas e habitats aquáticos e o usufruto do rio pelas populações ribeirinhas”.

A Concentração Ibérica “Por Um Tejo Livre” em celebração do Dia Mundial de Migração dos Peixes decorrerá na praia fluvial da Valada com a apresentação do memorando “Por Um Tejo Livre”, sobre a importância de preservação de um rio Tejo livre de açudes e barragens para assegurar os fluxos migratórios das espécies piscícolas, a conservação dos ecossistemas e habitats aquáticos e o usufruto do rio pelas populações ribeirinhas, documento que será apresentado aos Grupos Parlamentares, à Comissão Parlamentar do Ambiente, ao Ministro do Ambiente e Ação Climática e à Ministra da Agricultura, a par da partilha de testemunhos dos cidadãos, das associações e das comunidades presentes.

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O “8º Vogar contra a indiferença” inicia-se na aldeia avieira de Caneiras com a leitura da “Carta Contra a Indiferença” e continua, segundo a organização, com “um percurso fluvial em canoa que pretende facultar uma experiência de comunhão com a beleza do património natural de um rio Tejo livre com dinâmica fluvial e do património cultural do rio Tejo associado à pesca tradicional” no Município do Cartaxo e no Município de Santarém, em especial, as aldeias avieiras de Palhota e de Caneiras.

“Este património natural e cultural do Tejo”, defende o proTEJO, “deve ser defendido pela rejeição dos projetos de construção de novos açudes e barragens – Projeto Tejo e a Barragem do Alvito” – e pela “exigência de uma regulamentação daqueles que já existem de modo a garantir um regime fluvial adequado à prática de atividades náuticas e à migração e reprodução das espécies piscícolas, um estabelecimento de verdadeiros caudais ecológicos, e uma continuidade fluvial proporcionada por eficazes passagens para peixes e pequenas embarcações”.

Pretende-se ainda “consciencializar as populações ribeirinhas para a sobre exploração da água do Tejo que se avizinha com a construção de novos açudes e barragens e a que já existe face à gestão economicista das barragens hidroelétricas da Estremadura espanhola”, aos “transvases da água do Tejo para a agricultura intensiva no sul de Espanha e à agressão da poluição agrícola, industrial e nuclear”, realçando ainda a “importância do regresso de modos de vida ligados à água e ao rio que as atividades de educação e turismo de natureza, cultural e ambiental permitirão sustentar”.

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