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Mouriscas/Abrantes | Está suspensa a hipótese de transferir oliveira milenar para Londres

Os responsáveis do grupo que pretende criar uma Rota de Oliveiras Milenares em Mouriscas, e que até colocou à discussão a hipótese de transferir um exemplar de oliveira milenar, de entre os muitos olivais daquela freguesia, para Londres, acabou por suspender essa hipótese, bem como a discussão/votação sobre o assunto. Ao mediotejo.net, António Louro, afirmou que “foi um processo stressante”, referindo que “apenas poderíamos dar o apoio à ideia apresentada pelo Guilherme Rosa. Faltavam garantias do sucesso da replantação”.

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Justificando esta tomada de posição, António Louro disse que optaram por não apoiar a ideia apresentada pelo vereador londrino relativamente à replantação de uma oliveira com idade próxima dos mil anos, “por não haver garantias de sobrevivência da mesma”. 

Ainda assim, o responsável fez notar que o apoio desta proposta de Guilherme Rosa “esteve sempre pendente de pareceres técnico-científicos da UTAD e Universidade de Évora”, fazendo ainda referência à “confusão lançada na imprensa”, algo que considerou que “não ajudou nada e acabou por faltar serenidade para encontrar alternativas. Talvez se deva partir para uma solução de enxertia a partir de uma oliveira milenar e não uma replantação. Mas isso será o vereador que terá que ponderar”, acautelou.

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António Louro, um dos membros e administrador do grupo temático no Facebook, deixou um comunicado após uma reunião que aconteceu este domingo, referindo que essa discussão se tornou uma “questão fraturante no seio do grupo”, bem como originou uma série de controvérsias por informação mal veiculada em órgãos de comunicação social locais e nacionais que induzira a comunidade a considerar a transferência e replantação da Oliveira do Mouchão, a árvore mais antiga de Portugal com 3350 anos e classificada como Arvoredo de Interesse Público pelo ICNF.

Segundo se pode ler numa das publicações de António Louro, mourisquense envolvido neste iniciativa comunitária em torno da preservação e identificação de oliveiras milenares em Mouriscas, os administradores reuniram neste domingo para averiguar a pertinência da extinção do grupo “Rota das Oliveiras Milenares de Mouriscas”.

Como razões para tal, referiu-se o responsável “à onda de mentiras que estão a ser transmitidas em muitos órgãos de informação nacional, e também aqui neste grupo através de alguns membros”.

Esta segunda-feira, dia 27, foi publicado um comunicado que refere a intenção de manter ativo o grupo, bem como o prosseguimento dos trabalhos de criação da Rota das Oliveiras Milenares de Mouriscas, ainda que se assuma certo “desalento” sentido por alguns dos membros da iniciativa.

A par desta decisão, entenderam os membros que se deveria “suspender de imediato a intenção de um hipotético apoio à transferência de uma oliveira centenária/milenar para Londres, que estava dependente de pareceres técnico – científicos de duas universidades portuguesas”, lê-se.

“Tratou-se de uma questão fraturante no seio do grupo, tendo a mesma acabado por aparecer de forma distorcida junto de muita imprensa escrita regional e até nacional, a qual associou esta replantação à própria oliveira milenar do Mouchão, a mais antiga de Portugal”.

Desta feita, foi pedido a todos os membros do grupo no Facebook “que terminem de imediato com os comentários sobre a situação acima descrita, sob pena dos mesmos virem a ser apagados e os seus autores bloqueados”, uma estratégia preventiva e de defesa como explicou António Louro. “Atuaremos desta forma numa óptica de defesa da imagem do grupo e dos seus administradores, perante o uso de linguagem/argumentação exagerada por parte de alguns membros”, acrescenta o mesmo comunicado.

Neste momento a aceitação de novos membros no grupo também se encontra suspensa, havendo filtragem por parte dos seus administradores que apenas irão admitir cidadãos mourisquenses que se identifiquem com a causa.

Recorde-se que em causa estaria uma proposta de um autarca luso-britânico, Guilherme Rosa, natural de Tomar, que colocou à discussão a transferência de um exemplar de uma oliveira com mil anos para Lambeth, Londres, como “árvore da aliança”, em memória do centenário Tratado de Windsor, entre Portugal e Inglaterra.

O grupo no Facebook, já conta mais de um milhar de membros, foi criado por António Louro, que em conjunto com Aristides Lopes e João Abreu seguiram com esta iniciativa em prol dos olivais milenares mourisquenses e como homenagem e reconhecimento à árvore mais antiga do país, situada na freguesia de Mouriscas, mais propriamente em Cascalhos: a Oliveira do Mouchão, de 3350 anos.

Esta, pode mesmo dizer-se, que dali não sai. E dali… ninguém a tira. Não fosse o exemplar classificado como património nacional.

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres: o conhecimento e o saber, a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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