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Sexta-feira, Maio 14, 2021

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Mouriscas | Aldeia debate transferência de oliveira milenar para Londres (C/VÍDEO)

A aldeia de Mouriscas, em Abrantes, tem centenas de oliveiras milenares, entre elas a mais antiga registada em Portugal, com 3.350 anos, tendo despertado a atenção de um autarca luso-britânico, que quer levar um exemplar de uma oliveira com mil anos para Lambeth, Londres.

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António Louro, coordenador do Grupo Rota das Oliveiras Milenares de Mouriscas, a par de Aristides Lopes e João Abreu, disse que ideia partiu do autarca, que propôs que a oliveira a exportar seja chamada a “árvore da aliança”, em memória do centenário Tratado de Windsor, entre Portugal e Inglaterra.

“O autarca é natural de uma cidade aqui perto, de Tomar, soube do nosso imenso património em termos de árvores seculares, inclusive com a oliveira mais antiga datada cientificamente em Portugal, a oliveira do Mouchão, com 3.350 anos, e veio fazer uma visita, tendo-nos proposto que uma destas oliveiras milenares fosse transferida para Londres para assinalar o Tratado de Windsor, assinado em 1373 entre os nossos dois países, e como símbolo de paz”, contou.

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Segundo António Louro, a sugestão de que uma oliveira de Mouriscas (distrito de Santarém) pudesse ser a “árvore da aliança” deixou “orgulhosos” os membros do grupo, que decidiram, entretanto, promover um questionário à população.

O objetivo é perguntar à comunidade se “concorda com a transferência para Londres de uma oliveira milenar de Mouriscas, junto à qual se fará menção à oliveira mais antiga de Portugal (Mouchão – Mouriscas/Abrantes), com a bonita idade de 3.350 anos”.

O questionário, que continua a circular, “tem merecido discussão, com opiniões diversas e algumas negativas, defendendo que as oliveiras estão no seu habitat natural, mas o ‘sim’ vai à frente com larga vantagem”, disse António Louro.

A confirmar-se a transferência, “esta oliveira será replantada numa praça/jardim londrino, onde terá todos os cuidados para não vir a morrer”.

O dirigente associativo acredita que a ideia do vereador de Londres poderá contribuir para dar maior visibilidade ao olival milenar de Mouriscas, ajudando na preservação das oliveiras da freguesia, outrora conhecida como Mata Real de Alfanzira.

António Louro disse já ter dois proprietários de oliveiras milenares “disponíveis para ceder um exemplar” para seguir para Inglaterra.

O Grupo Rota das Oliveiras Milenares tem “identificadas no terreno cerca de duas dezenas de belíssimos exemplares com mais de dois mil anos e, certamente, centenas de oliveiras milenares [com pelo menos mil anos]”.

Questionado pela Lusa sobre a possibilidade de transferência de uma oliveira milenar Londres, Domingos Patacho, da associação ambientalista Quercus, disse que, apesar de não haver informação sobre qual o exemplar a transferir, o processo “fragiliza sempre a árvore”.

“A questão principal é se devemos manter o nosso património biológico e cultural mais relevante na nossa terra ou aliená-lo”, considerou.

António Louro assegurou que a oliveira do Mouchão “é o mais valioso património biológico e cultural de Mouriscas” e que a árvore “não sai da terra, com toda a certeza”.

C/LUSA

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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