Apoie o jornalismo que fazemos,
junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

Quinta-feira, Agosto 5, 2021

Apoie o jornalismo que fazemos, junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

“Moody´s “bate palmas” à Comissão Europeia, esquerda faz coro ou tem falta de decoro?”, por Duarte Marques

Ficámos hoje a saber que a Moody´s, umas principais agências de rating, elogiou as alterações feitas ao Orçamento de Estado para 2016, destacando a inversão da estratégia prevista entre a proposta de orçamento inicial, muito criticada pela Comissão Europeia, e a versão remendada quatro vezes que foi já aprovada na generalidade pelo Parlamento português.

- Publicidade -

Curiosamente, os partidos de esquerda que suportam o governo que tanto apuparam as correções feitas por Bruxelas, que criticaram as exigências feitas pela Comissão Europeia, os que ignoraram os avisos feitos pelos mais destacados economistas portugueses e estrangeiros, e que se indignaram com as críticas do PSD e do CDS, são os mesmo que pululam de contentamento porque esta agência elogiou as alterações e a mudança de rumo deste novo orçamento. São também os mesmos que sempre diabolizaram as agências de rating, os mesmos que agora as endeusam.

Onde está a coerência? Se isto não fosse grave, dava vontade de rir.

- Publicidade -

Mas será mesmo descaramento ou será apenas incompetência? Penso que seja a segunda, pois terão acreditado que a “inversão de rumo” elogiada pela Moody´s se referia ao “tempo novo”, ao tempo do populismo e do despesismo. Acreditaram que a mudança de rumo elogiada era mesmo a reposição acelerada de rendimentos, a reposição dos feriados, a reversão dos transportes, as 35 horas ou mesmo a semi-nacionalização da TAP.

Mas não, se tivessem lido tudo teriam percebido que o elogio da Moody´s se referia às alterações que o governo foi obrigado a fazer, à maior redução do défice do que o previsto inicialmente, mas sobretudo ao maior realismo colocado nas previsões macroeconómicas.

Esta reação inusitada revela-nos bem a forma como este governo e os partidos que o apoiam interpretam a governação pública. Ontem falou-se de um acordo histórico, espero sinceramente que o resultado deste orçamento não nos traga uma recordação histórica pelas piores razões.

Duarte Marques, 39 anos, é natural de Mação. Fez o liceu em Castelo Branco e tirou Relações Internacionais no Instituto de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa, com especialização em Estratégia Internacional de Empresa. É fellow do German Marshall Fund desde 2013. Trabalhou com Nuno Morais Sarmento no Governo de Durão Barroso ao longo de dois anos. Esteve seis anos em Bruxelas na chefia do gabinete português do PPE no Parlamento Europeu, onde trabalhou com Vasco Graça Moura, José Silva Peneda, João de Deus Pinheiro, Assunção Esteves, Graça Carvalho, Carlos Coelho, Paulo Rangel, entre outros.
Foi Presidente da JSD e deputado na última legislatura, onde desempenhou as funções Vice Coordenador do PSD na Comissão de Educação, Ciência e Cultura e integrou a Comissão de Inquérito ao caso BES, a Comissão de Assuntos Europeus e a Comissão de Negócios Estrangeiros e Cooperação. O Deputado Duarte Marques, eleito nas listas do PSD pelo círculo de Santarém, foi eleito em janeiro de 2016 um dos novos representantes portugueses na Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, com sede em Estrasburgo. É ainda membro da Assembleia Municipal de Mação.
Sócio de uma empresa de criatividade e publicidade com sede em Lisboa, é também administrador do Instituto Francisco Sá Carneiro, director Adjunto da Universidade de Verão do PSD, cronista do Expresso online, do Médio Tejo digital e membro do painel permanente do programa Frente a Frente da SIC Notícias.

- Publicidade -
- Publicidade -

DEIXE UMA RESPOSTA

Faça o seu comentário, por favor!
O seu nome