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Sexta-feira, Outubro 22, 2021

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“Mirtilos”, por Armando Fernandes

As enciclopédias digitais dão-nos informações na hora acerca de tudo e todos. No tocante à fiabilidade o caso muda de figura, no entanto, no respeitante a temas e produtos alimentares reproduzem as apreciações de nutricionistas, médicos e investigadores dessas áreas as análises que não mentem produzindo indicações destinadas ao grande público e aos profissionais da restauração. Onde as figuras mudam muito, mesmo muito, centram-se no levantamento das origens e percursos dos ditos produtos, acrescidos das referências históricas relativamente a experimentações, adequações e transformações ao longo dos séculos. No caso em apreço, os mirtilos. No presente texto salientarem-se as suas virtudes na área da visão é fruto das devidas experimentações e consequente registo nos suportes em uso em cada época. Neste pormenor saliento o fundamental papel dos monges copistas recolhidos nos mosteiros que preservaram conhecimentos, receitas e modos de fazer que, apesar das devastações de todos os bárbaros, todos, chegaram até nós relatos completos e fragmentos a possibilitarem percebermos o progresso científico e técnico ao longo dos milénios. Pensemos nos licores em geral, no de mirtilo em particular.

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A domesticação das plantas é longo e sinuoso processo de indagações e das referidas experimentações com o seu nutrido cortejo de vítimas como são vivaz e mortal exemplo várias espécies de cogumelos. Mirtilos e cogumelos estão associados a práticas mágicas, onde avultam infusões, poções, filtros e as invocações/orações. Um general romano de nome Mirtilo participou na conquista de Faro aquando da ocupação romana, é um pormenor a provar a existência dos mirtilos na Antiguidade vindos da Eurásia, adaptando-se o arbusto sem dificuldades nas terras frias e de solos pobres. Em Portugal proliferam na Serra da Estrela, encostas das margens do rio Vouga e algumas zonas de Trás-os-Montes.

Na culinária tem larga aplicação em sopas frias, saladas, acompanhamentos de carne e peixe e respectivos recheios, na pastelaria é importante na composição de bolos, doces de colher, gelados, sorvetes e chocolates. Estamos no Verão, tentem conceber batidos de mirtilos, por exemplo: leite, amêndoas torradas e mirtilos. Boa experiência!

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Armando Fernandes é um gastrónomo dedicado, estudioso das raízes culturais do que chega à nossa mesa. Já publicou vários livros sobre o tema e o seu "À Mesa em Mação", editado em 2014, ganhou o Prémio Internacional de Literatura Gastronómica ("Prix de la Littérature Gastronomique"), atribuído em Paris.
Escreve no mediotejo.net aos domingos

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