Ministro da Saúde traz respostas novas para problemas velhos em Ourém, Tomar e Abrantes (c/áudio)

Numa visita ao Médio Tejo, o Ministro da Saúde, Adalberto Campos, esteve hoje em Ourém, Tomar e Abrantes, tendo levado boas notícias a todos eles, relativamente a respostas há muito desejadas por autarcas e utentes.

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Em Ourém, salientou o esforço do Governo para que se coloque em prática a nova medida que permite ao utente escolher o Hospital onde quer ser tratado (Ourém quer poder optar por Leiria, que está a 20 km de distância, ao invés de referenciar para Abrantes, a 75 km e integrado no CHMT), em Tomar garantiu a Medicina Interna no Hospital de Tomar até outubro, e em Abrantes, elogiou a USF que inaugurou: “terminamos em beleza, e tenho de felicitar a presidente da Câmara  e todos os envolvidos nesta USF porque isto é que é fazer o bem pelo Serviço Nacional de Saúde”, disse, elogiando as instalações e a dinâmica e a mescla de idades da equipa médica e de enfermagem.

Questionado pelo mediotejo.net, em Abrantes, o ministro da Saúde destacou que o dia foi importante porque permitiu “conhecer o terreno, recolher informação e estabelecer alianças locais e estratégicas com os autarcas para que o Médio Tejo, daqui a algum tempo, não muito, deixe de estar nas notícias dos jornais por maus motivos”.

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Ministro da Saúde inaugurou hoje USF de Abrantes

Adalberto Campos disse ainda ter estado a “construir e a identificar soluções para velhos problemas, alguns deles arrastando-se há muitos anos”. Questionado pelo segredo para trazer ao Médio Tejo respostas tão rápidas para problemas tão antigos, o governante destacou a “humildade, cooperação e bom senso. Bom senso gera sempre consenso”, concluiu

Ministro da Saúde levou mensagem de esperança a Ourém, Tomar e Abrantes

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Esta manhã o Ministro da Saúde esteve em Ourém, tendo anunciado uma grande integração de médicos de família nos concursos deste ano. Para Ourém deverão vir dois profissionais, com o presidente da Câmara, Paulo Fonseca, a manifestar esperanças que dois médicos aposentados possam vir suprir as restantes necessidades médicas.

O ministro da Saúde abordou ainda o esforço do Governo para que se coloque em prática a nova medida que permite ao utente escolher o Hospital onde quer ser tratado. Na sessão, o governante frisou que, em julho, o Serviço Nacional de Saúde assistirá à “maior colocação de médicos de família de que há memória” a nível nacional, explicando, no final, em declarações aos jornalistas, que são 338 jovens médicos “mais os aposentados que possam vir e tenham vontade de trabalhar no SNS”.

foto mediotejo.net
Ministro da Saúde levou boas notícias à Câmara de Ourém

Questionado se esta resposta não fica aquém das necessidades, Adalberto Campos Fernandes respondeu: “É o melhor resultado que vamos conseguir e reconstruir ou recuperar a falta de respostas, em seis meses [de Governo], apesar de estarmos ao pé de Fátima, não é fácil”.

Paulo Fonseca frisou na ocasião que as preferências de Ourém são para o Hospital de Leiria, a cerca de 20 quilómetros. Abrantes, hospital de referência deste município, fica a cerca de 70 quilómetros.

O presidente da Câmara de Ourém, Paulo Fonseca, disse que aquele município do Médio Tejo vive um drama ao nível dos cuidados de saúde, problemas que a tutela gostaria de ver resolvidos até 2017.

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Paulo Fonseca adiantou que apesar de anteriores governos terem chegado a anunciar medidas para resolver os constrangimentos em Ourém – onde disse que existem oito mil utentes sem médico de família, o centro de saúde “fecha cedo demais” e não possui as valências necessárias – essas propostas “revelaram-se sempre inconsequentes”, disse.

Na resposta, o ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, lembrou que em maio de 2017 o município de Ourém, ao qual pertence Fátima, deverá receber a visita do papa Francisco, e a tutela gostaria de chegar a esse evento dotando a região “com as respostas que a população deseja”.

“Nós não podemos prometer milagres, apesar de estarmos perto de Fátima, porque não é essa a nossa vocação. Esse é outro perfil de competências, não o do ministro da Saúde”, declarou o ministro, assumindo, no entanto, que as revindicações dos autarcas de região do Médio Tejo respeitam a problemas “concretos”.

“Mas podemos prometer, com seriedade, trabalho e compreensão, para problemas que são legítimos e que não são expostos pelos autarcas como truísmos ou caprichos”, sustentou.

O ministro lembrou que é intenção do Governo levar a que os cidadãos possam vir a escolher, dentro do Serviço Nacional de Saúde, “aquilo que lhes é mais conveniente, em concertação com o seu médico de família”.

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“Possibilitar que os hospitais não sejam definidos na sua malha geográfica como muros, como fortalezas, que violam aquilo que são os direitos de acesso e até a própria relação de humanidade que o sistema tem de ter para com os cidadãos”, frisou Adalberto Campos Fernandes.

Ministro da Saúde garantiu hoje Medicina Interna no Hospital de Tomar até outubro

Em nota de imprensa, a Câmara de Tomar deu já conta que o Ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, reafirmou hoje, numa reunião realizada na Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT), em Tomar, que “a abertura da Medicina Interna no Hospital desta cidade será uma realidade até ao final de outubro” do corrente ano.

“O governante anunciou ainda a aquisição de um equipamento de TAC para a unidade hospitalar de Tomar que será instalado até ao final do primeiro trimestre do próximo ano”, pode ler-se na mesma nota.

CIMT
Adalberto Fernandes esteve em Tomar no âmbito da discussão da estratégia de saúde para a região do Médio Tejo

Adalberto Fernandes esteve em Tomar no âmbito da discussão da estratégia de saúde para a região, na Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, numa iniciativa que contou igualmente com a presença da presidente do Conselho Diretivo da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, do presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo e da diretora executiva do Agrupamento de Centros de Saúde do Médio Tejo.

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Na visita que fez hoje aos distritos de Santarém e Leiria, o governante inaugurou duas novas infraestruturas: a Unidade de Saúde Familiar (USF) D. Francisco de Almeida, em Abrantes, e a Unidade de Cuidados Saúde Personalizados (UCSP) Litoral São Martinho do Porto, no município de Alcobaça.

USF
USF de Abrantes

A USF de Abrantes está a funcionar desde dia 30 de maio num edifício novo, no centro da cidade, e é uma obra da autarquia local, um investimento de 1,2 milhão de euros, construída com recurso a fundos comunitários. Serve mais de 10 mil utentes inscritos e integra seis médicos e seis enfermeiros e cinco administrativos de apoio, funcionando de segunda a sexta-feira entre as 08:00 e as 20:00.

“A mensagem que deixo é a de pôr a esperança à frente da polémica e pôr o trabalho acima das diferenças e das divergências”, disse à despedida de Abrantes o ministro Adalberto Campos, passava já das 14:00.

 c/LUSA

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