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Sábado, Julho 24, 2021

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“Ministro da Educação incompetente”, por Duarte Marques

Tiago Brandão Rodrigues era uma jovem esperança do Partido Socialista para refrescar o governo de António Costa. Tipo simpático, excelente percurso académico, jovem investigador de referência, que queria voltar ao seu país. Costa tê-lo-á convencido que iria ser Ministro na sua equipa após ganhar as eleições. E o Tiago aceitou. Ficou bem na campanha, disse umas coisas inovadoras, demonstrou garra e vontade e ajudou a fazer umas boas notícias sobre o “regresso de um jovem de sucesso”. Mas depois vieram os problemas.

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António Costa perde as eleições, consegue aliar-se ao PCP, Bloco e Verdes para governar mas isso tinha custos. Um deles, talvez o maior, era entregar a Educação ao Ministro sombra Mário Nogueira. O bendito Tiago, que achava que seria Ministro da Ciência teve que ser deslocalizado para outra pasta porque Manuel Heitor tinha mais estatuto, o lobby da ciência estatizada preferia-o a ele e era preciso arranjar uma solução para o Tiago. Vai para a educação. O coitado do Tiago cometeu o primeiro erro da sua história recente que foi aceitar ser Ministro de uma área que desconhecia de todo. Tiago aceitou o cargo errado na altura errada.

Ali chegado, a FENPROF tomou conta do processo, o PCP e o BE trataram de, através do resgate pago pelo PS, aprovar as reversões todas que quiseram na Assembleia da República e o bom do Tiago limitou-se a ser o porta-voz dos disparates que Catarina Matins e Mário Nogueira lhe impuseram.

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Hoje tivemos a primeira confirmação de todos estes disparates. Depois de suspenderem o processo de avaliação de alunos, porque alegadamente tinham uma solução melhor, fizeram tábua rasa do passado já herdado de Maria de Lurdes Rodrigues e prosseguido por Nuno Crato, dizem-nos que afinal não tiveram tempo de apresentar a nova solução. Assim, este ano faz prova de aferição quem quer, é à vontade do freguês e depois para o ano já todos voltam a fazer.

Isto é um enorme desrespeito pelos alunos, pelos professores, por toda a comunidade escolar. É resultado apenas de incapacidade política de um governo, do corporativismo da FENPROF, da falta de realismo do Partido Socialista e sobretudo da mesquinhez da esquerda portuguesa.

Resulta do revanchismo caviar da coligação de governo, para quem,  mais importante do que  ter crianças competentes, é as crianças andarem alegres, como se uma coisa impedisse a outra.

A escola pública precisa de exigência, de qualidade, de medir a sua capacidade para poder evoluir. Uma escola pública pouco exigente prejudica sobretudo os mais pobres, com menos possibilidades. É isso que a esquerda não percebe. O mais ricos têm por si acesso a outras oportunidades, os mais pobres ficam mais pobres se a escola pública não conhecer a mesma exigência das melhores práticas privadas.

 

Duarte Marques, 39 anos, é natural de Mação. Fez o liceu em Castelo Branco e tirou Relações Internacionais no Instituto de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa, com especialização em Estratégia Internacional de Empresa. É fellow do German Marshall Fund desde 2013. Trabalhou com Nuno Morais Sarmento no Governo de Durão Barroso ao longo de dois anos. Esteve seis anos em Bruxelas na chefia do gabinete português do PPE no Parlamento Europeu, onde trabalhou com Vasco Graça Moura, José Silva Peneda, João de Deus Pinheiro, Assunção Esteves, Graça Carvalho, Carlos Coelho, Paulo Rangel, entre outros.
Foi Presidente da JSD e deputado na última legislatura, onde desempenhou as funções Vice Coordenador do PSD na Comissão de Educação, Ciência e Cultura e integrou a Comissão de Inquérito ao caso BES, a Comissão de Assuntos Europeus e a Comissão de Negócios Estrangeiros e Cooperação. O Deputado Duarte Marques, eleito nas listas do PSD pelo círculo de Santarém, foi eleito em janeiro de 2016 um dos novos representantes portugueses na Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, com sede em Estrasburgo. É ainda membro da Assembleia Municipal de Mação.
Sócio de uma empresa de criatividade e publicidade com sede em Lisboa, é também administrador do Instituto Francisco Sá Carneiro, director Adjunto da Universidade de Verão do PSD, cronista do Expresso online, do Médio Tejo digital e membro do painel permanente do programa Frente a Frente da SIC Notícias.

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