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Terça-feira, Agosto 3, 2021

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Ministro afirma em Abrantes que novas acessibilidades só depois de 2020

O ministro do Planeamento disse hoje, em Abrantes, que a conservação e requalificação de estruturas rodo-ferroviárias são prioridade do Governo, mas que novas acessibilidades só após 2020, confrontado com a necessidade de uma nova ponte sobre o Tejo.

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“Neste contexto, em que os constrangimentos de fundos comunitários e as obras incidem mais sobre a rodovia e as poucas obras são de lado da ferrovia e portos, é possível realizar algumas obras de reabilitação e conservação, em particular, em pontes, devendo a execução este ano chegar ao 20 milhões de euros, duplicando o investimento do ano passado”, disse Pedro Marques, na cerimónia que decorreu junto à requalificada da ponte sobre o rio Tejo em Abrantes, no distrito de Santarém, estrutura centenária que tem sido alvo de um processo de requalificação nos últimos dois anos.

O governante disse que “assim será o próximo ano, com prioridade à conservação e melhoria das vias de circulação”, alertado que “só será possível encarar novas obras noutro ciclo de investimentos”, que remeteu para depois de 2020.

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“Esta era uma obra complexa, difícil, mas muito importante e foi feita dentro do tempo certo. Mostrámos que sabemos fazer obra”, disse o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, relativamente ao trabalho desenvolvido naquela travessia, datada de 1870, e com um investimento de 2,9 milhões de euros supervisionado pela Infraestruturas de Portugal.

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O ministro assegurou em Abrantes que novas obras rodoviárias só depois de 2020. Foto: mediotejo.net

Na cerimónia, que serviu para a assinatura do auto de receção provisória da empreitada pela empresa pública e pela empresa que conduziu os trabalhos na ponte, a presidente da Câmara de Abrantes congratulou-se com a reabilitação da travessia, tendo, no entanto, afirmado “não se conformar” com a não construção de uma nova ponte sobre o Tejo, no âmbito do IC9, na região compreendida entre Abrantes e Constância, infraestrutura que considerou “ser determinante” para a competitividade da região do Médio Tejo, onde se inserem aqueles municípios.

“Todas as travessias na região têm mais de 100 anos e têm constrangimentos de circulação”, disse Maria do Céu Albuquerque, referindo as pontes de Constância e Chamusca, e as “grandes limitações” que existem atualmente à circulação das empresas exportadoras da região, tendo lembrado a Caima, a Mitsubishi e o próprio Eco-Parque do Relvão, na Chamusca.

A autarca acrescentou estar “disponível para repensar o perfil do IC9 e a travessia a ele associada, não sendo de autoestrada, mas outro”, tendo defendido que a região e o país “precisam de obras públicas para ser mais competitivos, “senão no Portugal 2020, noutro plano”.

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A presidente da Câmara de Abrantes voltou a colocar na agenda a necessidade de uma nova travessia sobre o Tejo, no âmbito do IC9. Foto: mediotejo.net

Presente na cerimónia, também a autarca de Constância, Júlia Amorim, abordou o ministro sobre as atuais limitações na ponte Praia do Ribatejo – Constância Sul, onde apenas viaturas ligeiras podem circular.

A presidente da Câmara de Constância alertou o ministro para a necessidade de uma nova travessia e para “insistir na necessidade de terminar com as atuais restrições” na ponte sobre o Tejo, em Constância, com a limitação de circulação de altura e a viaturas pesadas na denominada ponte da Praia, que liga Constância Sul a Praia do Ribatejo, em Vila Nova da Barquinha.

“O ministro não se comprometeu e estou preocupada pela não previsão de investimento na ponte de Constância para a reabertura a pesados”, disse a autarca à Lusa.

O projeto do IC9, de ligação Abrantes a Ponte de Sor e que previa a construção de uma nova travessia sobre o Tejo, foi suspenso em 2010 devido à crise económica e financeira, embora se mantivesse no PNR – Plano Rodoviário Nacional, mantendo a categoria de interesse nacional mas não integrando a listagem do documento de infraestruturas de elevado valor acrescentado, que elenca os investimentos prioritários até 2020.

“Tomámos nota mas, grande obras desse tipo, só depois de 2020, e à medida que os constrangimentos orçamentais o permitirem e no sentido de termos mais coesão territorial e crescimento económico”, reiterou o governante, em declarações à Lusa.

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Na noite de 1 de agosto de 2016 foi inaugurada a iluminação inferior do tabuleiro da ponte de Abrantes

Agência de Notícias de Portugal

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2 COMENTÁRIOS

  1. Boa noite, eu não posso acreditar que se faça a recepção desta obra no estado em que os passeios estão. Confesso que tenho vergonha dos candeeiros que estão colocados no passeio, nos rails que se iniciam 3 a 4 metros depois do inicio da ponte e os acessos à mesma. Algo terá que mudar…

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