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Quarta-feira, Agosto 4, 2021

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Minde acolhe em 2016 “escola de primavera” com 30 especialistas em línguas ameaçadas

O Centro Interdisciplinar de Documentação Linguística e Social (CIDLeS), com sede em Minde, vai receber, no final de março de 2016, cerca de 30 especialistas em documentação linguística provenientes de vários países de diferentes continentes.

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Vera Ferreira, a linguista que preside ao CIDLeS, disse à Lusa que entre os especialistas provenientes de países como a Namíbia, a Nigéria, os Camarões, o México, a Itália, a Alemanha, a Espanha, o Reino Unido, a França, a Indonésia, a Turquia ou a Federação Russa, entre outros, estarão representantes da comunidade romani de Subotica, na Sérvia.

O contacto com este grupo ocorreu durante uma participação de Vera Ferreira, no final de novembro, num seminário de especialistas em “línguas em risco de extinção e digitalização de materiais pedagógicos para a educação de minorias”, promovido pela comunidade Bunjevaca Matica, de Subotica, com o apoio do Mercator, Centro Europeu de Pesquisa em Multilinguismo e Ensino das Línguas, da Academia Fryske (com sede na Holanda), e do Centro Europeu Bunjevac.

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Vera Ferreira disse à Lusa que em Subotica, uma cidade multiétnica com perto de 100.000 habitantes, que é cidade piloto do programa Cidades Interculturais do Conselho da Europa, coexistem uma dezena de comunidades – húngaros (35,65%), sérvios (27%), croatas (10%), bunjevac (9,67%), jugoslavos (2,8%), romani (2,45%), entre outros – e várias religiões.

O trabalho do CIDLeS na documentação linguística e na preservação de línguas ameaçadas, como o que está a acontecer com o minderico (língua falada em Minde, no concelho de Alcanena, distrito de Santarém), suscitou o interesse da comunidade romani de Subotica, que estará em Minde para iniciar trabalho similar, disse.

A Escola de Primavera, que vai realizar-se de 28 de março a 02 de abril de 2016 em Alcanena, dedicada à formação em documentação linguística, é organizada pelo CIDLeS e pelo programa de documentação de línguas ameaçadas da School of Oriental and African Studies (SOAS), da Universidade de Londres, adiantou.

Vera Ferreira afirmou que o encontro visa dar formação sobre uma disciplina que tem vindo a evoluir ao longo dos últimos 15 anos, reunindo estudantes e investigadores em linguística e assuntos relacionados com documentação linguística, mas também falantes de línguas ameaçadas e ensinantes de línguas locais que querem aprender e colaborar em projetos que os ajudem a desenvolver a sua própria documentação.

Vera Ferreira participou, no passado fim de semana, no colóquio internacional de “Línguas em perigo e tecnologias da informação”, na Universidade Autónoma de Querétaro, no México, onde falou sobre a relação entre a documentação linguística e a revitalização e a importância do uso de dados primários para o objetivo da revitalização.

Agência de Notícias de Portugal

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