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Quarta-feira, Agosto 4, 2021

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Milhares de militares estão a atravessar o Tejo em Tancos por pontes alemãs de última geração

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Começou hoje a fase final do exercício Trident Juncture 2015 na região de Santa Margarida, Tancos e Arripiado, nos concelhos de Constância, Vila Nova da Barquinha e Chamusca, respetivamente, com a fase do ataque a uma ocupação fictícia de um país amigo da NATO por outro de natureza belicista e expansionista.

Mais de 300 viaturas de combate e dois mil militares começaram a atravessar o rio nesta região do Médio Tejo, em operação que vai decorrer até quarta-feira e para a qual foram instaladas 20 viaturas flutuantes M3 alemãs de última geração, além de uma ponte portuguesa, de menor dimensão.

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O preço de mercado de cada M3 é de 3 milhões de euros, tendo as 20 viaturas flutuantes instaladas em Portugal um valor aproximado de 60 milhões de euros. Segundo disse ao mediotejo.net fonte oficial militar, as forças alemãs são as mais bem equipadas a este nível, tendo feito deslocar para Portugal 30 destes veículos. Ao todo, a Companhia de Pontes alemã adquiriu 50 viaturas flutuantes M3.

O Trident Juncture 2015 – o maior exercício NATO desde 2002 – está a decorrer em Constância e Vila Nova da Barquinha, além de outras localidades portuguesas, até 6 de novembro, tendo começado hoje a fase do exercício que envolve o recurso a fogo real, com o “resgaste de uma nação amiga da NATO” da ocupação inimiga, e com a travessia do rio Tejo para se alcançar o ponto que centraliza as operações de libertação.

Em declarações à agência Lusa, o capitão Pedro Coelho, Comandante da Companhia de Pontes portuguesa, disse que, “na fase da ofensiva”, que hoje teve início, “existe um obstáculo natural (rio Tejo) que tem de se transpor, tendo as forças de manobra vários sítios de transposição, sendo que dois deles são assegurados pelas companhias de pontes portuguesas e alemã”.

“Os equipamentos em causa são diferentes e têm capacidades diferentes”, observou, tendo referido que as viaturas anfíbias alemãs, as M3, de última geração, “têm capacidade flutuante para criar pontes até 300 metros de comprimento. As portuguesas, mais antigas, têm capacidade de até 82 metros”.

No caso da ligação de Almourol (em Vila Nova da Barquinha), ao Arripiado, no concelho da Chamusca, a ponte flutuante está a ser assegurada pela companhia de pontes portuguesa. A companhia alemã instalou, a jusante daquele ponto, 20 viaturas flutuantes M3 para criar uma ponte que permita a transposição dos 230 metros que o rio ali mede, em comprimento, ligando as localidades de Tancos e Arripiado.

Em declarações à Lusa, o Major João Pais, Oficial de Operações do Batalhão de Infantaria Mecanizado (BIMEC) disse que o exercício visa “intervir e repor as fronteiras no âmbito da invasão de um país fictício pertencente à Aliança (NATO), sendo que, para tal, é necessário fazer a travessia do Tejo com pontes flutuantes instaladas para o efeito”.

O Batalhão Português esteve hoje de manhã com a missão de assegurar a segurança na ponte da Chamusca, por onde circula a grande maioria das viaturas militares. O exercício contemplou um ataque NBQR (Núclear, Biológico, Químico e Radiológico) à coluna, seguido da respetiva descontaminação.

No âmbito deste exercício internacional, Portugal, como nação hospedeira, está a participar com cerca de três mil militares, entre os quais 940 pertencem à NRF16 (1 Fragata, 200 militares, 1 Batalhão de Infantaria Mecanizado, 600 militares, 6 Aeronaves F16, 140 militares) e cerca de 700 viaturas militares (táticas).

Na totalidade, estima-se que em território português haja cerca de 10 500 militares (nacionais e estrangeiros) envolvidos no Trident Juncture 2015.

“Estamos muito bem [as forças militares portuguesas] perante as capacidades de outras unidades que connosco têm estado a trabalhar no âmbito deste exercício internacional”, disse à Lusa o Tenente-Coronel Pedro Barreiro, que destacou a “capacidade de adaptação e a determinação na execução de tarefas” por parte dos militares portugueses.

“Estamos claramente ao nível do que melhor se faz em termos militares ao nível internacional”, destacou o Comandante do Batalhão de Infantaria Mecanizado (BIMEC).

C/LUSA

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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