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Domingo, Julho 25, 2021

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“Mestres da propaganda e da manipulação”, por Duarte Marques

Esta semana fica marcada pelo início do ano lectivo e pelas loucuras que o Governo permite ao Bloco de Esquerda. Mas se esta geringonça tem sucesso, em termos mediáticos, deve-o ao PCP que tem consegue domesticar os seus sindicatos. Aliás só assim se percebe que estejam tão calados perante situações que noutro contexto dariam greves e gritos de indignação.

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Mas vamos por partes.

As escolas começaram com a tranquilidade que conheceram no ano lectivo passado onde já não existiram problemas com a colocação de professores. No entanto, começaram ainda com menos funcionários por via da reversão das 35 horas que o governo não compensou com mais dinheiro ou mais funcionários. Há, no nosso distrito, como em todo o país, escolas em risco de fechar por causa falta do pessoal não docente.

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Em pelo menos três escolas do Médio Tejo basta faltarem dois assistentes operacionais, no mesmo dia, para as escolas não poderem abrir. Além disso, o governo começou o ano lectivo uma semana mais cedo o que impediu o planeamento atempado que se exige por parte dos professores. Mais embaraçoso ainda são as dívidas que o Ministério da Educação tem para com alunos, professores e empresas porque desde que tomou posse que não paga um cêntimo do POCH às escolas que tem ensino profissional. Assim é fácil ter boa execução orçamental.

Se o Bloco de Esquerda arranja problemas e embaraços ao governo, o PCP consegue o milagre de manter tudo de bico calado. Veja-se o caso dos transportes públicos que não conhecem qualquer investimento de manutenção há meses, estão-se a “canibalizar” comboios, tirando peças de uns para os outros, para manter alguns em movimento e sobre isso nem uma palavra das “comissões de utentes” ou dos sindicatos afectos ao PCP. Já para não falar nos hospitais que aumentaram as suas dívidas a fornecedores porque o governo simplesmente não lhes transfere verbas. Assim é fácil apresentar uma boa execução orçamental.

Por fim, temos a discussão sobre a estratégia financeira do governo que já os próprios reconheceram que falhou. O país que em austeridade crescia a 1,5% cresce hoje pouco acima dos 0,5%. O desemprego cai mais devagar e o emprego sobe mais lentamente. Como tudo isto corre mal, o governo precisa de ir buscar mais receita e  cobrar mais impostos. Mas o que faz para convencer os portugueses dessa necessidade? Batota, o governo faz batota.

Para demonstrar que a esquerda é mais sensível do que a direita, dizem que estão a aumentar menos os impostos que o governo de Passos Coelho, que antes se pediram mais sacrifícios e que agora há um outro caminho. Qual o truque? Querer comparar realidades diferentes e esquecer que o governo anterior encontrou o país na bancarrota, com um programa de ajustamento negociado por José Sócrates, com um défice de 11%, em recessão há pelo menos dois anos e com a credibilidade estilhaçada em todo o mundo.

É comparável com o país que este governo recebeu nos braços? Obviamente que não. O governo quer aumentar impostos porque só fez disparates, minou a capacidade de atrair investimento e desbaratou o sacrifício dos portugueses. Voltámos a andar para trás.

A terminar uma palavra para as propostas loucas do BE. A ideia de taxar os imóveis acima de 1 milhão de euros não é um disparate, porque não temos de ter pena de que os tem, aliás esses imóveis já são taxados acima dos outros por uma decisão do governo PSD/CDS, trata-se sim de um disparate político que dá um sinal errado aos investidores estrangeiros e nacionais que têm apostado na reabilitação e na aquisição de imóveis em Portugal. Só Catarina Martins é que acha que o imobiliário não cria um posto de trabalho porque, apesar de não ser católica,  deve pensar que as casas caem do céu.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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