Médio Tejo | Utentes queixam-se do atendimento telefónico nos centros de saúde (c/áudio)

Os utentes da região do Médio Tejo chamam a atenção para os “grandes problemas nas telecomunicações e de apoio telefónico” aos utentes a partir dos centros de saúde, um problema que consideram “grave” perante a pandemia de covid-19 e que “prejudica os utentes e gera falta confiança no sistema”.

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“Constatámos e transmitimos à diretora executiva do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo a nossa preocupação com os grandes problemas que existem ao nível das telecomunicações e de apoio telefónico aos utentes: ou não atendem as chamadas ou o telefone dá sinal de chamar quando está ocupado”, lamentou Manuel Soares, porta-voz da Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo (CUSMT).

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Marcar uma consulta médica ou pedir renovação de uma receita nos Centros de Saúde tem sido cada vez mais difícil para os utentes nos últimos meses. A Entidade Reguladora da Saúde recebeu desde o início do ano mais de 1.200 queixas de constrangimentos no atendimento telefónico, num problema transversal a todas as regiões do país.

A CUSMT critica a falta “acordos temporários” com as operadoras durante a pandemia, no sentido de disponibilizar um conjunto de meios que resolveria o problema.

“Qualquer empresa de telecomunicações consegue em 48 horas ativar, por exemplo, 50 telemóveis ou telefones fixos. Não percebemos como é que passado este tempo todo esta situação não foi resolvida. É impensável culpar o trabalhador. Hoje temos equipamentos e meios tecnológicos” para encontrar uma solução, notou.

“Em situações de emergência e em tempo de pandemia entendemos que este tipo de problemas não deveria suceder, e, muitas vezes, o problema não está nos profissionais que não querem ou não podem atender, mas sim nas centrais telefónicas desatualizadas”, disse.

Manuel Soares disse ainda que, “num período em que era necessária uma solução para atender ao aumento de consultas não presenciais e de consultas telefónicas, esta não foi implementada”.

O problema, sustentou, “é de organização e é transversal ao Serviço Nacional de Saúde e a outras regiões do país” e a CUSMT apresentou uma proposta de solução, que passaria pela contratualização temporária de alguns milhares de telemóveis.

O ACES Médio Tejo abrange 11 municípios com cerca de 225 mil utentes/frequentadores, sendo composto pelos municípios de Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha.

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Mário Rui Fonseca
A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.
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