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Quarta-feira, Agosto 4, 2021

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Médio Tejo: Utentes das A23 e A13 voltam a exigir abolição de portagens

Cerca de meia centena de pessoas respondeu ao apelo do Movimento de Utentes dos Serviços Públicos (MUSP) do distrito de Santarém e concentrou-se esta quarta-feira, dia 4, no nó do Entroncamento da A23 para exigir a abolição de portagens na autoestradas da Beira Interior (A23) e do Pinhal Interior (A13).

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A concentração marcada para o final da tarde desta quarta-feira mobilizou alguma presença policial, ainda que não se tenha verificado qualquer perturbação da circulação rodoviária por parte da meia centena de pessoas que estiveram presentes, incluindo representantes das comissões de utentes do Médio Tejo.

O protesto foi a primeira decisão tomada pelos novos órgãos do Movimento de Utentes dos Serviços Públicos (MUSP) do distrito de Santarém, eleitos no passado dia 23 de abril, e teve como objetivo salientar a falta de alternativas viáveis à A23 e à A13. O facto de num dos casos estarem implicados os valores portajados mais caros do país foi apontado como a causa do deterioramento dos rendimentos das famílias e das empresas e da degradação das vias secundárias onde o trânsito passou a ter maior intensidade.

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(foto: mediotejo.net)
(foto: mediotejo.net)

Na rotunda próxima de um hipermercado do Entroncamento, Manuel José Soares, do Movimento de Utentes dos Serviços Públicos (MUSP) de Santarém, defendeu a utilização da taxa aplicada sobre os combustíveis para reforçar a “renda” recebida pela Infraestruturas de Portugal da fiscalidade para abolir as portagens.

Os “custos incomportáveis” suportados pelos utentes das três unidades hospitalares que servem a população do Médio Tejo (Abrantes, Tomar e Torres Novas), de fácil acessibilidade pela A23, foi uma particularidade apontada.

Augusto Figueiredo, igualmente do MUSP, afirmou tratar-se “uma questão de justiça” que o movimento decidiu colocar antes dos projetos de resolução anunciados sobre esta matéria serem discutidos na Assembleia da República.

Na sua intervenção, o mesmo declarou “Queremos a abolição das portagens e que o Governo se comprometa a não esquecer a A13 e a A23”, considerando uma “mentira” do Governo quando justifica a não abolição das portagens com a falta de dinheiro.

Segundo este representante do MUSP “somos o único pais no mundo que em seis anos pagou quatro bancos, em que 18% do que os portugueses produzem foi para pagar o BPP, o BPN, o BES, o Banif. É muito milhão de euros. Há dinheiro, haja é justiça e capacidade política para o aplicar em quem trabalha e em quem vive nas zonas de baixa densidade populacional e desertificadas”. A falta de alternativas gerada pela construção de alguns troços da A23 e da A13 “sobre o IP6 e o IC3, respetivamente” também foi destacada.

(foto: mediotejo.net)
(foto: mediotejo.net)

O MUSP recusa a redução do valor das portagens, anunciada na semana passada pelo Ministro do Parlamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, e a introdução do pagamento em todos os troços, considerando não ser “justo sacrificar toda uma região para ‘respeitar’ garantias de taxas de lucro” às empresas “entre os 4,5% e os 17%”.

As autoestradas da Beira Interior (A23) e do Pinhal Interior (A13) atravessam oito concelhos do Médio Tejo.

Contactada pelo mediotejo.net, Maria do Céu Albuquerque, presidente da Comunidade Internacional do Médio Tejo (CIM Tejo), considera que cobrança de portagens na A23 se trata de um processo em que “é impossível voltar atrás”.

A autarca de Abrantes refere que, tal como a CIM Tejo e o seu município têm defendido nos últimos quatro anos, a diminuição do valor portajado trará vantagens para a qualidade de vida das populações e a competitividade empresarial.

Com Lusa

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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