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Domingo, Novembro 28, 2021

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Médio Tejo | Urgências hospitalares registam dezenas de quedas na apanha de azeitona (C/ÁUDIO)

Os serviços de urgências nos hospitais do Médio Tejo têm registado um aumento significativo de afluência devido aos problemas decorrentes do agudizar de determinadas doenças, com os constrangimentos na rapidez no atendimento a aumentarem devido a dezenas de quedas de pessoas na apanha da azeitona, com problemas na coluna e fraturas ao nível dos membros.

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“As quedas das pessoas na apanha da azeitona contribuiu um pouco para isto com microrroturas da coluna, fraturas do colo do fémur, e portanto tínhamos há pouco tempo 30 doentes em Ortopedia, não só por causa disso, mas também do acidente [acidente de viação que aconteceu em Bemposta em meados do mês], inclusivamente, estávamos numa fase de recuperação das listas de Ortopedia, com um trabalho extraordinário, e isto veio avolumar um pouco mais esta resposta e, claro, colocar dificuldades”, disse ao mediotejo.net Casimiro Ramos.

O presidente do Conselho de Administração do CHMT estimou em cerca de 30 as quedas de pessoas na apanha da azeitona até meados deste mês de novembro e que tiveram de recorrer à Urgência, algumas delas com necessidade de internamento devido às fraturas ou microrroturas na coluna.

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ÁUDIO | CASIMIRO RAMOS, PRESIDENTE CA DO CHMT:

Mas o problema nas Urgências, não sendo exclusivo do CHMT, também o não é devido às quedas das pessoas das oliveiras, no processo de apanha da azeitona, notou o responsável.

“A questão das Urgências, como é de conhecimento público, há uma afluência generalizada por todo o país, com constrangimentos na rapidez do atendimento, nós não estamos a fugir a essa exceção, temos bastante afluência à Urgência, que resulta sobretudo da necessidade das pessoas de procurarem os cuidados de saúde que, durante a pandemia, foram sendo adiados”, disse Casimiro Ramos, problemas que se agudizaram com as pessoas a recorrerem ao hospital.

“Muitas das pessoas passaram a ter, além das complicações que tinham, complicações acrescidas, que já não são resolvidas somente com uma consulta. Então, por outro lado também, a necessidade dos centros de saúde em continuarem o processo de vacinação e tudo o mais, faz com que, por necessidade, as pessoas vão às Urgências”, afirmou, sendo a apanha da azeitona uma época do ano em que se registam dezenas de acidentes, como tem sucedido.

“Neste período as urgências estão com uma afluência bastante significativa, temos conseguido dar a resposta possível, mas enquanto se mantiver este nível [de afluência devido à covid] conseguimos, mas não estamos livres de uma situação bastante pontual, e nomeadamente passamos agora o período em que é época de apanha da azeitona e, portanto, houve várias quedas de pessoas nesta atividade, e, digo eu, em circunstâncias de um pico qualquer podemos ter mais constrangimentos” nas Urgências do que o que atualmente já se verifica.

“Já sabemos dos tempos de espera e que as pessoas têm dificuldades, mas resulta de uma circunstância que está a ocorrer a nível nacional, mas tentamos com um trabalho extraordinário da equipa de Urgência ter equipas permanentemente a dar resposta, mas claro que os meios não são infinitos e às vezes a resposta não é tão rápida como queríamos”, notou.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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