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Quarta-feira, Julho 28, 2021

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Médio Tejo | Unidade móvel inicia em Torres Novas rastreios auditivos e visuais a crianças

Sabia que uma das causas da retenção escolar no 1º ciclo do ensino básico são problemas de visão e auditivos não diagnosticados? No objetivo de contrariar o abandono escolar precoce, a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT), o Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo e a Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo uniram esforços para criar um projeto de rastreios auditivos e visuais em crianças de 5 anos. A unidade móvel adquirida para o efeito começa o seu percurso pelos jardins de infância do Médio Tejo na segunda-feira, dia 21 de novembro.

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A entrega do veículo realizou-se na manhã de 15 de novembro, terça-feira, em Torres Novas, na presença de representantes da ARS, ACES, CIMT e Câmara de Torres Novas, em cujo município se vai iniciar a ronda pelos jardins de infância do Médio Tejo, que decorre até junho. A iniciativa foi concretizada “em parceria”, conforme sublinhou por diversas vezes Rosa de Matos, presidente do conselho diretivo da ARS de Lisboa e Vale do Tejo, “uma junção de vontades” entre o ACES Médio Tejo, em particular na pessoa de Rui Calado, delegado de saúde, e as autarquias.

Veículo custou cerca de 20 mil euros e recebeu uma recuperação para o efeito. FOTO: mediotejo.net
Veículo custou cerca de 20 mil euros e recebeu uma recuperação para o efeito. FOTO: mediotejo.net

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“O investimento das autarquias, da sociedade civil, da Igreja”, entre outras entidades, “é muito importante”, sublinhou a responsável ao mediotejo.net, destacando como o trabalho coletivo conseguiu fazer nascer este projeto, único neste modelo de colaboração conjunta na região, recuperando-se um velho veículo para o efeito. A unidade móvel de rastreio custou cerca de 20 mil euros.

“Temos um consultor que nos identificou que uma das causas das retenções no 2º ano do 1º ciclo deve-se a problemas de audição e visão não reconhecidos”, explicou ao mediotejo.net Miguel Pombeiro, representante da CIMT. “Vamos atacar essa percentagem de meninos, que quando entrarem no 1º ciclo já terão o seu problema identificado e resolvido”. Após o diagnóstico, explicou, a criança continuará a ser seguida pelos meios médicos da região, por forma a entrar na vida escolar sem essas limitações.

“O que é inovador aqui? Os rastreios sempre se fizeram, mas este passa a ser um rastreio universal, sistemático e com enfoque na resolução” do problema, frisou Miguel Pombeiro. A unidade móvel visitará as escolas de 15 em 15 dias, às segundas e terças-feiras, percorrendo todos os jardins de infância da região. O rastreio prevê um aviso prévio aos pais para respetivo consentimento.

A unidade móvel quer chegar a 1600 crianças por ano. Segundo as estatísticas, cerca de 1/3 dos mais pequenos serão diagnosticados com algum tipo de problema de visão ou audição. FOTO: mediotejo.net
A unidade móvel quer chegar a 1600 crianças por ano. Segundo as estatísticas, cerca de 1/3 dos mais pequenos serão diagnosticados com algum tipo de problema de visão ou audição. FOTO: mediotejo.net

Já Sofia Theriaga, diretora executiva do ACES Médio Tejo, esclareceu ao nosso jornal que o objetivo desta unidade móvel é atender 1600 crianças por ano, num total de 108 jardim-de-infância. Segundo as estatísticas, esclareceu, há a probabilidade de 160 crianças virem a ser diagnosticadas com problemas de visão e 400 com problemas de audição, o que representa cerca de 1/3 das crianças observadas. Também será dada formação aos médicos de família para que sejam mais sensíveis a este tipo de problemas.

Ao falar-se em problemas de audição não estamos a falar de surdez, alertaram os especialistas presentes. Tratam-se apenas de problemas de fácil resolução, como as otites, mas que têm como consequência défices de atenção da parte da criança, entre outras problemáticas.

Ou seja, o jovem aluno não tem qualquer tipo de problema cognitivo que justifique uma retenção no 1º ciclo, apenas possui problemas de visão ou de audição de fácil resolução que, rastreados e resolvidos com a devida antecedência, podem melhorar significativamente o seu desempenho escolar.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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