Médio Tejo | Turismo Militar com primeiro curso do país e mais entidades envolvidas

João Pinto Coelho, secretário-geral da Associação de Turismo Militar Português. Foto: mediotejo.net

As candidaturas para o primeiro curso de Turismo Militar a ministrar no instituto Politécnico de Tomar, aberto a 20 candidatos, decorrem até esta sexta-feira, 30 de novembro. A afixação dos resultados das candidaturas terá lugar a 3 de dezembro e as matrículas decorrem nos dias 5 e 6 do mesmo mês.

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Francisco Carvalho, diretor da Escola Superior de Gestão do Instituto Politécnico de Tomar, sublinhou que o novo curso de Turismo Militar, composto por 10 sessões com um total de 60 horas, representa um novo paradigma de aprendizagem.

O plano curricular foi estruturado por Luís Mota Figueira, professor, diretor de cursos e coordenador da área de Património Cultural no Instituto Politécnico de Tomar, e apresenta um formato baseado em seminários. As horas de almoço são sinónimo de debate com diversos oradores convidados, esbatendo a relação professor-aluno. Entre os temas contemplados nos três módulos encontram-se a cultura, a História e a vertente técnica, sempre com a finalidade de “potencializar os recursos endógenos”.

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Primeiro curso de turismo militar vai decorrer este ano no IPT. Foto: DR

O Turismo Militar da região entrou numa nova etapa no dia 3 de novembro, com a apresentação da primeira formação curricular associada ao tema e dos 15 novos associados honorários da Associação de Turismo Militar Português, entre os quais se encontram cinco municípios do Médio Tejo. O momento teve lugar no Centro Cultural de Vila Nova da Barquinha, durante o seminário sobre Turismo Militar integrado nas comemorações do 182º aniversário do concelho barquinhense.

A iniciativa, igualmente realizada no âmbito do Ciclo Nacional de Seminários promovidos pela Associação de Turismo Militar Português, juntou esta entidade e a Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha na organização, com o apoio do Instituto Politécnico de Tomar, do Exército Português e da Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal. Foi à autarquia anfitriã que coube a primeira intervenção e o discurso de boas-vindas.

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A vereadora Marina Honório partilhou uma mensagem do presidente da Câmara Municipal, Fernando Freire, em que destacou a presença militar – não apenas no concelho, mas em toda a região –, que pode constituir uma oferta turística concertada e estratégica. A palavra foi passada a Álvaro Covões, presidente da Associação de Turismo Militar Português, e primeiro orador do seminário dedicado às potencialidades e desafios do Turismo Militar para o território nacional.

Álvaro Covões, presidente da Associação de Turismo Militar Português. Foto: mediotejo.net

A presença militar na região foi apontada como um fator que deve ser explorado de forma a criar um produto que atraia visitantes e riqueza para o interior do país, cujas fronteiras são as mais antigas da Europa. Uma particularidade enriquecida, nomeadamente, pelo legado Templário que deve ser dinamizada com o storytelling, ou seja, a criação de histórias que contribuam para a essência do património e cativem as pessoas.

Para tal, acrescentou, é importante o envolvimento das autarquias e naquele sábado foram 12 as oficialmente apresentadas ao público como novos associados honorários. A região do Médio Tejo passa a estar representada pelas câmaras municipais de Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Tomar, onde a Associação de Turismo Militar Português está sediada desde o início deste ano, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha.

A lista é partilhada com os municípios de Golegã, Angra do Heroísmo, Lourinhã, Mealhada, Mortágua, Penacova, Porto de Mós e Santa Maria da Feira. Além das autarquias, também a Comenda de Tomar do Grande Priorado de Portugal, com quem a associação partilha a sede em Tomar, e a Rota Histórica das Linhas de Torres decidiram juntar-se ao “desafio” referido por Ana Miguel Santos após a entrega de lembranças aos novos associados.

Novos associados honorários da Associação de Turismo Militar Português. Foto: mediotejo.net

A vice-presidente da Associação de Turismo Militar Português destacou que todos se podem juntar à caminhada que “está nos primeiros passos”, dados com “espírito de missão” e ponderados para conseguir “ir conquistando território”. Para concluir, salientou o contributo que a associação pretende dar neste sentido, acrescentando “nós queremos unir, não desunir. Nós queremos servir e não sermos servidos”.

O programa do seminário chegou ao momento final com a apresentação da primeira formação curricular em Turismo Militar do país, do Instituto Politécnico de Tomar, resultante de uma parceria entre este estabelecimento de ensino superior, a Associação de Turismo Militar Português, a Câmara Municipal de Tomar e a Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal.

Os representantes das quatro entidades envolvidas na criação do novo curso de curta-duração, com início previsto para o dia 7 de dezembro, estiveram presentes, tendo como elemento comum das suas intervenções a importância do Turismo Militar para o desenvolvimento da região.

João Pinto Coelho, Secretário-Geral da Associação de Turismo Militar Português, foi o primeiro a intervir, associando a nova formação, a par da entrada dos novos associados, como ponto de partida para a segunda fase da associação, após a primeira, de três anos, em que se tentou sensibilizar o território e os seus agentes para esta temática.

Seminário sobre Turismo Militar em Vila Nova da Barquinha. Foto: mediotejo.net

A segunda etapa envolve a criação de sinergias e a terceira já está projetada com o objetivo de criar novos produtos turísticos, estruturar a marca e apostar na afirmação internacional. Por sua vez, Francisco Carvalho, diretor da Escola Superior de Gestão do Instituto Politécnico de Tomar, sublinhou que o novo curso de Turismo Militar, composto por 10 sessões com um total de 60 horas, representa um novo paradigma de aprendizagem.

O plano curricular foi estruturado por Luís Mota Figueira, professor, diretor de cursos e coordenador da área de Património Cultural no Instituto Politécnico de Tomar, e apresenta um formato baseado em seminários. As horas de almoço são sinónimo de debate com diversos oradores convidados, esbatendo a relação professor-aluno. Entre os temas contemplados nos três módulos encontram-se a cultura, a História e a vertente técnica, sempre com a finalidade de “potencializar os recursos endógenos”.

Recursos associados ao património militar da região da qual o concelho de Tomar faz parte e a autarquia esteve representada por Filipa Fernandes. A vereadora destacou que os três anos do Turismo Militar, potenciado pela Associação de Turismo Militar Português são, igualmente, “História do concelho” e sublinhou que compete às entidades locais e nacionais defenderem e honrarem o património deixado pelos que, em tempos, também o honraram e defenderam.

Francisco Carvalho, do Instituto Politécnico de Tomar. Foto: mediotejo.net

Um esforço conjunto realizado numa lógica de trabalho em rede, como um todo, para atrair os turistas que já não procuram apenas “sol, mar e praia” e que querem as histórias criadas pelo storytelling, levando-os a partir à descoberta e na esperança de serem surpreendidos. Os mesmos que, segundo Filomena Pinheiro, podem encontrar o que procuram numa região com características únicas e diferenciadoras e que, no futuro, pode integrar as redes entretanto estabelecidas com entidades espanholas.

A diretora de Operações Turísticas da Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal foi a última oradora do seminário e, na sua intervenção, referiu que o território tem “tudo o que é necessário para atrair turistas de forma “sustentada e articulada”.

A participação dos municípios foi destacada no sentido de “criar raízes” e gerar “sentimento de pertença e partilha” da História militar junto da comunidade pois as pessoas que recebem quem as visita são tão ou mais importantes do que os equipamentos hoteleiros.

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