Apoie o jornalismo que fazemos,
junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

Trincanela

Domingo, Julho 25, 2021

Apoie o jornalismo que fazemos, junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

Médio Tejo: Só há uma família de acolhimento em todo o distrito de Santarém

Num ano em que aumentaram os casos de intervenção da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Ourém, um número sobressaiu na reunião de quarta-feira, dia 27 de janeiro: não há famílias de acolhimento em Ourém ou na região, apenas uma em todo o distrito de Santarém. A falta de conhecimento da parte da população deste mecanismo social, assim como de divulgação das entidades competentes, leva a que os jovens em risco sejam quase de imediato colocados numa instituição de acolhimento.

- Publicidade -

O tema foi levantado quando um dos membros da CPCJ, Nuno Prazeres, questionou porque em certos casos, onde as mães não têm capacidades de gerir as suas vidas e continuam a ter filhos, não há uma intervenção mais ativa das autoridades. O presidente da Câmara, Paulo Fonseca, reconheceu que estas situações são complicadas, mas que a par dos casos de crianças em risco há pessoas “com sentimentos” cuja vontade não pode ser desrespeitada. “É um problema delicado” que vai muita além de uma simples intervenção social e que envolve “uma dimensão humana” que a sociedade não pode esquecer.

A este respeito, Ana Alves, outro membro da CPCJ e chefe da divisão da Educação e Assuntos Sociais no município, referiu que apenas os casos mais graves são acolhidos em instituições, até porque não existem praticamente famílias de acolhimento em Portugal (cerca de 4% em relação ao número de crianças). A responsável lembrou o caso da Austrália, onde o número de crianças colocadas em famílias de acolhimento atinge os 90%.

- Publicidade -

Questionada pelo mediotejo.net, Ana Alves referiu que esta situação deve-se sobretudo ao desconhecimento da população, que não sabe da existência do mecanismo, mas também da necessidade de se realizar um maior trabalho de divulgação a nível nacional pela Segurança Social. Estas famílias recebem uma pequena prestação para ficarem com as crianças, oferecendo assim um ambiente mais familiar ao jovem enquanto aguarda por uma solução para o seu caso.

A legislação que regula as famílias de acolhimento está definida juntamente com a dos lares profissionais. Pode ser requerida por pessoa singular ou casal, junto há pelo menos dois anos, desde que preencham determinados critérios para o efeito. Essa família não pode ter mais que quatro crianças a seu encargo, a menos que reúna condições.

Pela serviço prestado são pagos 176,89 euros mensais (ou 353,79 euros se a criança ou jovem for portador de deficiência). Para manutenção da criança ou jovem são pagos, mensalmente, 153,40 euros.

De recordar que a família natural tem sempre direito a acompanhar o desenvolvimento da criança ou jovem, a menos que tenha sido a isso proibida pelo Tribunal.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

- Publicidade -
- Publicidade -

1 COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

- Publicidade -