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Sábado, Outubro 16, 2021

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Médio Tejo | Sindicato denuncia falta de proteção para trabalhadoras de refeitórios hospitalares do CHMT

O Sindicato dos trabalhadores dos restaurantes acusou hoje a empresa ITAU de violar o plano de contingência da covid-19 e colocar em risco as trabalhadoras dos refeitórios e bares dos hospitais de Abrantes, Tomar e Torres Novas ao não fornecer Equipamento de Proteção Individual (EPI).

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Os trabalhadores queixam-se que falta Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) designadamente máscaras, luvas, aventais recicláveis, fardas, álcool ou gel “para poderem prestar o serviço em segurança, para si, para os utentes e para os profissionais de saúde” com quem contactam diariamente no fornecimento de refeições.

O Sindicato dos Trabalhadores na Industria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Sul acusou hoje, em comunicado, a empresa concessionária ITAU – Instituto Técnico de Alimentação Humana, SA, que presta o serviço de refeições (em refeitórios e bares, a doentes e profissionais da saúde) no Centro Hospitalar do Médio Tejo (abrange os Hospitais de Abrantes, de Tomar e de Torres Novas, num total aproximado de 100 trabalhadores nas três unidades) de violar “gravemente o plano de contingência e coloca em risco todos os trabalhadores ao serviço da empresa”.

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Fernando Pinto, dirigente sindical responsável pelo distrito de Santarém, do Sindicato da Hotelaria do Sul, disse ao jornal mediotejo.net que “as trabalhadoras estão com uma grande ansiedade, depressão e o receio de todos os dias virem para estes locais de trabalho, sem condições, sabendo que ao final da sua jornada de trabalho, aquando do regresso a casa, no contacto com os filhos, pais e cônjuges, estão na ignorância de estarem ou não como portadoras do vírus” que provoca a doença Covid-19.

O Sindicato assegura que tem acompanhado a questão relativa ao surto epidémico da Covid-19 e tem procurado acompanhar o conjunto de medidas anunciadas, no sentido de que as mesmas sejam implementadas, tendo como objetivo central a defesa da saúde dos trabalhadores e dos cidadãos.

“Foi com estes princípios, no inicio deste mês de março, que as trabalhadoras destas unidades solicitaram às chefias diretas, oralmente, no cumprimento das primeiras medidas emanadas pela Direção Geral da Saúde de procedimentos de prevenção, controlo e vigilância em empresas, a entrega de EPI’s”, indica o comunicado.

“A resposta da responsável da unidade aos trabalhadores, a orientação vinda da sede da empresa, é que era prematuro e o uso de máscaras ou luvas alarmava a população hospitalar e utentes sem necessidade”, explica Fernando Pinto.

Aquando da declaração de Estado de Emergência, consubstanciado na situação de calamidade pública, “as trabalhadoras insistiram para que fossem entregues respetivos EPI’s e pasme-se, a resposta dada foi que não tinham produtos (EPI’s) para distribuir”, acrescenta.

O Sindicato refere ter sido ainda “proposto que fossem solicitados ao hospital os EPI’s, uma vez que estavam a exercer a atividade num serviço de apoio essencial num hospital, apesar de estas trabalhadoras exercerem funções, mas não serem consideradas como serviço essencial, foram informados, à posterior, que a resposta fora negativa”.

Contactada pelo mediotejo.net, a administração do CHMT optou por não comentar a situação, justificando com a “falta de relação contratual” com a empresa ITAU. O CHMT contratou com o SUCH – Serviço de Utilização Comum dos Hospitais, uma associação privada sem fins lucrativos, tutelada pelos Ministérios da Saúde e das Finanças. No entanto, garante que as trabalhadoras da cantina usam máscaras e luvas no período laboral.

Recorda-se que, a mudança de concessionária da Eurest para o SUCH ocorreu no passado dia 17 de janeiro de 2020, tendo o SUCH contratado a ITAU.

O Sindicato considera o comportamento da empresa “irresponsável”, e diz que “com tal violação do plano de contingência, a ser replicada por outras empresas, esta pandemia não será eliminada”. O Sindicato diz ter realizado um levantamento na área geográfica de Santarém em meio hospitalar e constatou que esta situação é transversal a todas as unidades de saúde hospitalar. Recordou também que idêntica situação ocorreu nos Hospitais de Portalegre e Elvas.

Face ao apurado, no passado dia 27 de março, ao final do dia, o Sindicato “solicitou ao delegado de saúde, com competências em cada uma destas unidades hospitalares (CHMT), a urgente intervenção” para a resolução do problema, nomeadamente “a obrigatoriedade de a ITAU fornecer os EPI’s em falta a cada uma das trabalhadoras ao serviço diariamente. Aguarda resposta”, indica Fernando Pinto.

Mais informa que a ITAU no passado dia 25 de março, decidiu recorrer ao lay-off simplificado, informando os representantes do trabalhadores de outros estabelecimentos (escolas publicas, escolas privadas, unidades fabris etc) que irão estar envolvidos no processo lay-off, “recusando fornecer aos Sindicatos/representantes dos trabalhadores a lista nominativa com o número total de trabalhadores abrangidos, assim como, a declaração certificada do TOC, afim de apurar com toda a transparência e rigor todo o processo”.

O mediotejo.net tentou contactar a ITAU mas sem sucesso até ao momento.

Portugal regista hoje 140 mortes associadas à covid-19, mais 21 do que no domingo, e 6.408 infetados (mais 446), segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

O relatório da situação epidemiológica em Portugal, com dados atualizados até às 24:00 de domingo, indica que a região Norte é a que regista o maior número de mortes (74), seguida da região Centro (34), da região de Lisboa e Vale do Tejo, com 30 óbitos, e do Algarve, que hoje regista dois mortos.

Relativamente a domingo, em que se registavam 119 mortes, hoje observou-se um aumento de 17,6% (mais 21).

De acordo com dados da DGS, há 6.408 casos confirmados, mais 446 (um aumento de 7,48%), face a domingo.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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