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Sábado, Setembro 18, 2021

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“Médio Tejo que Faz!”, por Rui Serrano

Recentemente teve lugar na Start Up de Santarém a iniciativa “ Portugal que Faz”, promovida pelo o Novo Banco com o apoio do suplemento do DN – Dinheiro Vivo e TSF, que percorreu Portugal de norte a sul. Esta iniciativa no modelo de conferências contou com representantes do tecido empresarial e as associações empresariais das respectivas regiões para debater os desafios que as empresas de cada região enfrentam no contexto atual e abordar ideias e encontrar soluções nesta conjuntura difícil de pandemia que vivemos.

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Esta iniciativa “Portugal que Faz” na nossa região teve o apoio do NERSANT – Associação Empresarial do Distrito de Santarém e contou com a presença do recente presidente Domingos Chambel, que fez uma radiografia dos desafios estruturais para a nossa região ao nível da dinâmica económica e empresarial, dizendo que “a região perdeu protagonismo político nos últimos anos e as entidades ainda não se aperceberam de que precisam de coesão e de criar um pacto regional para atrair investimento”.

Também a participação de Antonio Ramalho – CEO do Novo Banco, conhecedor deste território, ao ter assumido em tempos a gestão da empresa pública Infraestruturas de Portugal, teve uma intervenção focada numa análise do território, destacando o contributo desta região para o PIB de Portugal em 3,7%, com a representação das exportações nacionais em 3%, e onde a formação no ensino superior é três vezes abaixo da média nacional. Mas a intervenção sobre o estado da arte da região do CEO do Novo Banco fixou-me a atenção com a afirmação “Santarém devia estar para Lisboa como Braga está para o Porto”.

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Mais que Santarém, tenho a convicção que a região do Médio Tejo e Lezíria necessita de ser alavancada e exponenciada, pois a percepção de quem está de fora corresponde em muito à observação do CEO do Novo Banco, o que ainda não é entendida ou assimilado o seu alcance e a sua visão por muitos dos agentes políticos regionais e locais.

Recordo que a região do Médio Tejo e da Lezíria estão atualmente inseridas no sistema territorial da região de Lisboa e Vale do Tejo juntamente com as regiões do Oeste e da Área Metropolitana de Lisboa com o objetivo de integrarem estratégias de desenvolvimento a vários níveis numa rede de cooperação, incentivando o desenvolvimento de estratégias regionais, sub-regionais, municipais e locais, mas que na prática e no terreno a realidade é outra.

No caso concreto da região do Médio Tejo, agrega um potencial de valorização que importa explorar, conferindo sequência dos investimentos realizados nos últimos anos. Aqui, no centro de Portugal, às portas de Lisboa, na transição entre o litoral e o interior e o norte e o sul, numa localização única de oportunidades transfronteiriças e na confluência de eixos viários estruturantes (A1-A23-A13-IC8), onde coexistem realidades urbanas e rurais, valias ambientais, patrimoniais e histórico-culturais e atividades primárias e industriais sustentadas por um tecido produtivo dinâmico, embora condicionado atualmente pela conjuntura que todos nós atravessamos da pandemia.

O Médio Tejo é um ecossistema fértil que tem demonstrado iniciativa e que enfrenta hoje desafios de reconversão e adaptação aos novos dinamismos nacionais e internacionais, tendo como trunfo a abertura, a disponibilidade e a capacidade dos agentes económicos e sociais que atuam no território, para colocar a sua diversidade ao serviço de um desenvolvimento territorial competitivo, sustentável, coeso e capacitado para fazer face às transformações estratégicas que se sucedem neste futuro de incerteza.

Necessitamos de um Médio Tejo que Faz!

Vive em Tomar, tem 47 anos e é arquitecto e sócio da Modo Associados, com sede no Sardoal, tendo trabalhado uma década na Associação de Desenvolvimento Local Tagus - Ribatejo Interior. Exerceu o cargo de Vice-Presidente da Câmara Municipal de Abrantes entre 2009 a 2013, e de Vice-Presidente e Vereador da Câmara Municipal de Tomar entre 2013 a 2016. Pelo o caminho fez um curso de especialização em Recuperação e Valorização de Conjuntos e Edifícios Históricos no FUNDEC e frequentou o Mestrado em Desenho Urbano no ISCTE, tendo concluído o MBA em Regeneração, Requalificação e Reabilitação Urbana na ESAI em 2014. Atualmente é Doutorando no doutoramento em Arquitectura dos Territórios Metropolitanos Contemporâneos, no ISCTE-IUL, e Vogal do Conselho Directivo Nacional da Ordem dos Arquitectos. Escreve quinzenalmente, às sextas-feiras, no mediotejo.net

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