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Sexta-feira, Outubro 22, 2021

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Médio Tejo | Projetos da região integram Orçamento Participativo Portugal 2018

O aumento do número de propostas do Orçamento Participativo Portugal (OPP) a nível nacional este ano, cerca de 30%, é também notório na região do Médio Tejo. Se em 2017, o número de projetos, nacionais e regionais, a concurso foi de 599, este ano, esse número aumentou para 691, sendo 118 da região Centro. Num levantamento efetuado pelo mediotejo.net, registámos 25 projetos com aplicação nos concelhos abrangidos pelo nosso jornal.

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Trata-se da segunda edição deste mecanismo de democracia participativa que obteve um aumento da verba inscrita no Orçamento do Estado para 2018, subindo de três para cinco milhões de euros.

A fase de votação nesta segunda edição do OPP começou a 11 de junho e prolonga-se até ao fim deste mês de setembro. Quem quiser pode votar num projeto de âmbito regional e num projeto de âmbito nacional, por SMS gratuito, para o número 3838, ou através do website do OPP (https://opp.gov.pt).

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Na edição do ano passado registaram-se cerca de 80 mil votos, sendo contemplados 38 projetos.

Projetos do Orçamento Participativo Portugal na nossa região

Barco de Ciência: Constância – Vila Nova da Barquinha

O projeto apresentado por Máximo Ferreira, diretor do Centro de Ciência Viva em Constância, contempla a “aquisição e equipamento de um barco varino que – a par da evocação de um passado comum de grande parte da população dos dois municípios (Constância – VN Barquinha) numa vida ligada à navegação do Tejo entre as duas localidades e o “mar da palha” (Lisboa) – sirva de ponte de ligação entre a ciência náutica de então e as modernas tecnologias de determinar posições (em terra ou no rio), medir velocidades dos barcos e conhecer caraterísticas dos fundos do leito fluvial”.

O investimento previsto é de 246 mil euros para um prazo de dois anos.

Dotar Constância e o Médio Tejo com a casa de Camões que Portugal não tem

Apresentado por Manuela Arsénio, da Direção da Casa-Memória de Camões, este projeto apresenta um orçamento de 250 mil euros a investir durante dois anos.

Pretende-se que a organização da Casa-Memória de Camões responda aos interesses e às necessidades de quatro tipos de público: o público escolar; o público local; o público turista; o público especializado.
Contemplando estes diferentes públicos, pretende-se, “de uma forma geral, relevar a dimensão universal da epopeia camoniana e da língua e da cultura portuguesas e, em particular, salientar a ligação do poeta com Constância e os territórios à beira do Tejo”.

Casa-Memória de Camões (Constância). Foto: mediotejo.net

Identidades territoriais e sentidos de pertença na Região do Ribatejo

António Pedro Manique, António Matias Coelho, Aurélio Rosa Lopes, António George Camacho e Perpétua dos Santos Silva, elementos do Fórum Ribatejo, são os proponentes deste projeto.

Apresenta como objetivo geral “conhecer e compreender as diferentes dimensões da identidade territorial do Ribatejo, bem como os sentidos de pertença das suas comunidades, tomando como referência espacial os vários concelhos que histórica e simbolicamente integram esta região, inventariando e evidenciando traços culturais, naturais, económicos, históricos, sociais, religiosos e etnográficos”.

O projeto abrange 24 concelhos dos distritos de Santarém (19), de Lisboa (2) e de Setúbal (3). O orçamento é de 232 mil euros para um prazo de dois anos.

“Cruzeiros Culturais do Rio Tejo” – rio acima… rio abaixo… para a outra margem…

É mais um projeto relacionado com o rio Tejo. Este tem como objetivo a realização de “Cruzeiros Culturais ” – Rio acima… Rio abaixo… Para a outra margem… com duas embarcações tradicionais que permitam transportar dois grupos de pessoas num máximo de 6 a 8 pessoas por embarcação.

Pretende-se abranger inicialmente dois Distritos (Portalegre) e (Santarém), nomeadamente entre a Barca da Amieira (Concelho de Nisa) e Gavião (Concelho de Gavião) ambos do (Distrito de Portalegre) até Vila Nova da Barquinha envolvendo também os Concelhos de Mação, Abrantes, Constância e Vila Nova da Barquinha, (Distrito de Santarém).

Para um prazo de um ano o investimento previsto é de 200 mil euros.

Rio Tejo em Ortiga.
Foto: Joana Santos

Estaleiro-Museu de Barcos Tradicionais do Médio Tejo

Com esta proposta, José Prates, Ana Ferreira, Aureliano Beirão D’Almeida e Filomena Martinho, autores do projeto, pretendem “dinamizar um espaço oficina-estaleiro (Museu) de barcos de madeira tradicionais do Rio Tejo – Picaretos, Varinos, Barcos de Água Acima, etc. –, valorizando histórica e pedagogicamente as embarcações que transportavam mercadorias ao longo do rio e aportavam ao cais do Rossio ao Sul do Tejo”. O projeto prevê um centro interpretativo do barco tradicional do Médio Tejo, incluindo a caracterização da atividade náutica e portuária no Rossio e na região (arte naval, marinhagem, atividade comercial, vida comunitária, etc.).

Com este projeto, os proponente acreditam que se conseguirá “preservar as artes tradicionais de construção e reparação de barcos de madeira do Médio Tejo que alguns velhos mestres ainda possuem, interessar jovens por estas artes navais, manter e valorizar a memória dos portugueses relativamente às embarcações tradicionais do Médio Tejo e seus portos fluviais, reforçar a oferta cultural das rotas e percursos turísticos que cruzam o Médio Tejo, incluindo a importantíssima Rota da EN2, e dar uma nova vida ao Rossio ao Sul do Tejo”.

O orçamento é de 300 mil euros, a aplicar durante 24 meses nos Municípios de Abrantes, Constância, Mação e Vila Nova da Barquinha.

Ações de Sensibilização à recuperação das áreas ardidas – Escolas do 1º Ciclo da Região Centro

A proposta de João Miguel Carneiro consiste na apresentação de pequenas dramatizações seguidas de debate que estimulem a preservação da fauna e flora em todas as escolas do 1º Ciclo da Região Centro. Pretende “ser um auxiliar importante na formação das nossas crianças tornando-as mais conscientes, logo mais ativas na defesa da Terra enquanto património único e pertença de todos”.

Seria aplicado durante um ano em toda a região Centro incluindo nos 13 municípios da região do Médio Tejo, num total de 73.176 alunos e cerca de 3.659 sessões. O orçamento é de 280 mil euros.

Estudo económico para construção de um polígono industrial

José Manuel Veiga propõe “um estudo de viabilidade económica para a criação de um parque industrial de grandes dimensões, vocacionado para as indústrias exportadoras”. A localização será no espaço adjacente à linha férrea do norte, entre Pampilhosa e Souzelas, único em todo o trajeto da via férrea entre Lisboa e Porto, pelo facto de não se encontrar explorado, e tem acesso por via terrestre pelas auto-estradas A1, A13 e A14, que por sua vez estão ligadas aos Portos da Figueira da Foz, Aveiro e Leixões, por rodovia e ferrovia.

Entre dezenas de Municípios abrangidos estão Sertã, Vila de Rei, Ferreira do Zêzere, Mação e Sardoal. O orçamento é de 100 mil euros e o prazo de 18 meses.

Santos Lopes. Foto: Santos Lopes

A vida, o outono e o vinho: uma exposição conceptual e itinerante

Este projeto apresentado por Luís Filipe Correia Dias e Sónia Pedro consiste numa exposição itinerante de Santos Lopes, escultor nascido em Abrantes e radicado no Brasil há mais de 40 anos, com nacionalidade portuguesa, artista que faz da sua relação semestral com a Terra Natal um hino à vida e a referência das suas criações. Com múltiplos trabalhos em vários países do Mundo, pretende criar exposição, com cariz itinerante, partindo do Vinho como mote, consagrando a Vida e os matizes do Outono.

Numa parceria com o Município de Abrantes, com a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo e com a Comissão Vitivinícola Regional do Tejo (CVR Tejo), homenageia os vinhos desta região, através de textos, imagens, algumas esculturas e montagens conceptuais de incidência regional.

Partindo do percurso 4 da Rota dos Vinhos do Tejo, esta exposição criada em Abrantes cruzará trimestralmente os Municípios da CVR Tejo que se associem, adquirindo as singularidades vitivinícolas de cada percurso. Terminará com uma exposição em São Paulo, em articulação com o Consulado Português e com a Embaixada do Brasil, que promoverá uma das mais antigas regiões produtoras de vinho do nosso país, o escultor e promotor da Lusofonia.

O orçamento é de 200 mil euros para um prazo de 24 meses.

Roteiro de Fontes e Nascentes – Reabilitação e Recuperação Paisagística (Concelhos de Abrantes, Sardoal e Mação)

A proposta de António Manuel da Silva Louro abrange as antigas fontes e nascentes situadas nas envolventes ribeirinhas das Ribeiras da Arcês, Rio Frio e um troço do Rio Tejo com cerca de 6 kms situado entre a foz das duas ribeiras.

O objetivo era recuperar o património cultural e etnográfico daquela zona que circunda os três cursos de água, nomeadamente na freguesia de Mouriscas. Aponta-se para um investimento de 100 mil euros.

Bateiras – barcos tradicionais de pescadores do Tejo (sua divulgação e seu contributo para a promoção do rio)

Propõe-se com este projeto reavivar a vertente náutica tradicional, fomentando a reabilitação de embarcações tradicionais (bateiras a remo e à vela), algumas que se encontram dispersas por diversas aldeias ribeirinhas do Tejo.

Rodrigo Dentinho é o proponente que aponta para um orçamento de 200 mil euros.

Protocolo para a Qualidade de Vida

Luís Gonçalves defende que “o Ministério da Saúde deveria estabelecer protocolos com municípios que possuem piscinas públicas para a utilização por maiores de 55 anos, garantindo uma comparticipação das mensalidades a quem aufere baixos rendimentos ou pensões.

Neste projetos seriam investidos 100 mil euros ao longo de 24 meses em vários Municípios entre os quais Constância e Sardoal.

Código Memória

Apresentado como um projeto artístico inédito em Portugal, o Código Memória associa a escrita, som e os meios digitais móveis (telemóvel e tablets), para reunir narrativas ficcionadas a partir das memórias das pessoas onde o projeto se vai implantar.
Os proponentes do projeto, orçado em 30 mil euros ao longo de 18 meses, são Helder Wasterlain, João Fong, Adérito Araújo, Maria Manuel Almeida e Henrique Patrício.

Torres Novas seria um dos Municípios abrangidos.

Duas vezes mais Matemática

Este projeto convida a sociedade em geral, e os estudantes em particular, a envolverem-se num conjunto de ações, dinamizadas por especialistas da área, que visam divulgar a Matemática, conhecer a sua história e evolução até à atualidade, perceber a sua importância ao longo dos tempos, de modo a promover o interesse por esta disciplina.
Através destas ações pretende-se mostrar que estudar Matemática é uma aventura muito divertida e empolgante.

Para este projeto, Margarida Maria Camarinha, Joana Margarida Costa, Maria João Ferreira, Daniel Peralta Pinto e Maria Francisca Cabo propõem um orçamento de 59 mil euros.

Seria aplicado ao longo de 18 meses em todos os Municípios da região Centro, incluindo o Médio Tejo.

No Interior d/as Oportunidades

Ana Ferreira e José Nascimento, casal residente em Vale de Zebrinho, Abrantes, apresenta uma proposta que “consiste na realização de uma série televisiva composta por 3 episódios, denominada “No Interior d/as Oportunidades”, com o duplo significado de que existem boas oportunidades no Interior de Portugal e de que a série entra dentro dessas oportunidades e descreve-as de uma forma sedutora”.

O objetivo desta série é “mostrar aos portugueses e aos estrangeiros as fantásticas oportunidades que existem em Portugal, associadas a excelentes infraestruturas e condições de vida e de trabalho, motivando-os a transferirem-se (pessoas e empresas) para os territórios mostrados”.

“Inverter o abandono e decadência do interior de Portugal, atraindo população e atividades” é o objetivo geral da série, que tem um orçamento de 300 mil euros, âmbito nacional, e 18 meses de prazo.

Rio Tejo. Foto: DR

Unidade de Pré e Pós Parto

Sertã é um dos Municípios a aplicar este projeto que tem como finalidade promover a aprendizagem e preparação tanto para o momento do parto como para o período posterior que é a parentalidade.

A ideia de Sílvia Cruz e Cátia Monteiro era “implementar uma unidade que contempla vários serviços, como psicologia, terapia de casal, sexologia, psiquiatria, hipnose, nutrição, massagista, fisioterapia, enfermagem entre outras áreas que se verificarem muito importantes para os futuros papás”.

O orçamento é de 150 mil euros e o prazo de 24 meses.

Baldios um exemplo de floresta portuguesa

“Incentivar a reflorestação de baldios em zonas ardidas como exemplo de modelo de floresta sustentável para as comunidades locais” é o objetivo do projeto apresentado por Ana Sofia Fonseca Lopes.

Propõe-se a reflorestação dos baldios co-geridos pelo ICNF com Castanheiros, Azinheiras, Medronheiros, Alfarrobeiras, Carvalhos, Choupos, Pinheiros mansos e Sobreiros.

Seria aplicado ao longo de 24 meses em todos os Municípios da região Centro, incluindo o Médio Tejo. 300 mil euros é o orçamento previsto.

Foto: mediotejo.net

Entre margens a olhar o rio e as suas embarcações

Maria Alina Ribeiro é a proponente do projeto de construção de um cais no concelho de Mação, freguesia de Ortiga, e na requalificação de outro já existente no concelho de Abrantes, freguesia de Alvega, com o objetivo de unir as duas margens e os dois concelhos.

Outro objetivo é também recuperar a tradição da barca ali existente que durante muitos anos serviu os interesses de ambos os concelhos, tendo em conta a ligação ferroviária Estação de Alvega-Ortiga e a ligação rodoviária ao concelho de Mação, servida com esta passagem fluvial, no rio Tejo.

100 mil euros é o orçamento previsto.

Foto: mediotejo.net

Os Avieiros do Tejo

A proposta de Helena Paula Romão visa “valorizar a cultura avieira, através da criação de uma equipa multidisciplinar, recuperação do património avieiro e sua divulgação”. Passa pela recuperação das antigas barracas de madeira e criação de um Museu Avieiro na aldeia de Azinhaga e divulgação dos resultados obtidos dos vários lugares da comunidade avieira ao longo do Rio Tejo.

O principal objetivo passa pela preservação da cultura e identidade do povo avieiro que em tempos deixou a Praia da Vieira, para se instalarem nas margens do Rio Tejo à procura de uma vida melhor.

Os Municípios onde aplicar seriam Almeirim, Alpiarça, Chamusca, Golegã, Salvaterra de Magos e Santarém, estando previsto um orçamento de 300 mil euros ao longo de 24 meses

VI Cruzeiro Religioso e Cultural do Tejo. A entrada da imagem da Nossa Senhora dos Avieiros no Tejo em Ortiga, no concelho de Mação

Canais da Lezíria – Conhecer, divulgar e proteger o património hidroagrícola da Lezíria do Tejo

Este projeto consiste na inventariação dos diques, canais, valas e valados que desenharam, ao longo dos séculos, as paisagens da Lezíria do Tejo, assim como o seu correto enquadramento histórico, nas vertentes económica, social e cultural, e a sua divulgação ao cidadão comum.

Entre outros objetivos, pretende-se proteger este património, valorizar a identidade regional e criar novas oportunidades de apropriação e fruição, nomeadamente, as relacionadas com o aproveitamento turístico,

Para este projeto, Rita de Sousa Caetano e Maria João de Sousa Caetano definem um orçamento de 200 mil euros e 18 meses de prazo.

Os Municípios onde aplicar vão de Azambuja, Almeirim, Alpiarça, Benavente, Cartaxo, passando por Chamusca, Coruche, Golegã, Rio Maior, Salvaterra de Magos e Santarém.

Vista aérea de campos de arroz, Azambuja, Ribatejo. Foto: DR

Bateiras – barcos tradicionais de pescadores do Tejo (sua divulgação e seu contributo para a promoção do rio)

Propõe-se com este projeto “reavivar a vertente náutica tradicional, fomentando a reabilitação de embarcações tradicionais (bateiras a remo e à vela), algumas que se encontram dispersas por diversas aldeias ribeirinhas do tejo.

Para o efeito, aponta-se para a requalificação ou mesmo construção de embarcações do tipo tradicional (de preferência em madeira, mas poderia também ser em fibra de vidro) as quais disporiam de remos e vela (em conformidade com indicações de mestres ainda conhecedores dos métodos tradicionais de navegar) e providas de pequeno motor para utilização oportuna”.

O proponente Rodrigo Dentinho define como área de intervenção os mesmos Municípios do projeto anterior. O orçamento é de 200 mil euros e o prazo 24 meses.

Plataforma ” Centro de Recursos para a cultura”

O projeto visa a criação de uma plataforma digital de encontro/”match” entre associações e recursos, espaços e equipamentos técnicos para a cultura no sentido de se dar resposta à falta de espaços, de equipamentos técnicos para associações culturais e recreativas.

Desta forma, os proponentes acreditar que é possível diminuir custos, promovendo desta forma o acesso a públicos mais desfavorecidos.
São proponentes do projeto Zé Lu Martins Pereira, Fátima Mendes, Alexandra Ataíde, André Carmo e Paula Antunes.

Os Municípios abrangidos seriam Sertã, Vila de Rei, Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Tomar, Torres Novas, Vila Nova da Barquinha, entre outros da região Centro.

O orçamento de 100 mil euros seria investido em 18 meses.

(Re) Qualificar para uma Empregar

Pedro Roseiro argumenta que “há uma crescente preocupação entre os as organizações empresariais e as instituições ligadas à formação e ao Ensino com o impacto da transformação digital do trabalho e com a necessidade de existir uma força de trabalho capaz de responder aos novos desafios, nomeadamente os relacionados com a emergência do fabrico aditivo (impressão 3D, moldes e injeção de plástico, desenvolvimento de software, modelação 3D)”.

Abrantes, Ourém, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha estão entre os Municípios abrangidos por este projeto que tem um orçamento de 100 mil euros e um prazo de 24 meses.

Serra de Aire e Candeeiros – Agricultura em modo de produção biológica e silvo-pastorícia como estratégia de equilíbrio ambiental e manutenção da população e da economia local

A iniciativa apresenta como objetivo obter e transferir conhecimento para criar valor e contrariar o abandono agrícola nas zonas da rede natura do maciço calcário estremenho (Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros) e zonas envolventes dos concelhos de Porto de Mós, Batalha e Alcanena.

A proposta da autoria de António Lopes e Nuno Dinis Salgueiro tem um orçamento de 175 mil euros.

Serra de Aire a partir do Polje de Mira-Minde. Foto: D.R.

Aldeias Vivas no Pinhal Interior – Vergão e outras

Para um investimento previsto de 150 mil euros, João Paulo Marrocano e Maria Edite Fernandes propõem o apoio à criação de um rebanho comunitário de pequenos ruminantes com vista a uma melhor proteção contra incêndios da aldeia de Vergão e aldeias vizinhas dos concelhos de Mação, Vila de Rei e Sertã, reduzindo assim os custos de manutenção das faixas de proteção e gestão de combustível.

No projeto referem como um dos argumentos que no Pinhal Interior Sul há diversas aldeias ricas em património rural construído, paisagístico, ambiental e cultural que estão em vias de desertificação humana e agro-rural.

Por este rio acima

O projeto de Rui Silva Pires, “por este rio acima” quer ir ao encontro das nascentes que chegam ao Tejo, voltar a trazer a civilização e a cultura das gentes que partiram e se fixaram a jusante.

Serão selecionadas pequenas localidades (entre 6 e 10) com claros indicadores de despovoamento e levar-lhes teatro, música, poesia, dança, artes plásticas e outras formas de expressão. A animação virá da foz do rio (povoações ribeirinhas dos distritos de Lisboa e de Setúbal) de preferência com a colaboração ou participação de artistas com raízes ou ligações a esses territórios.

A calendarização proposta é de novembro de 2018 a outubro de 2020, para um investimento previsto de 300 mil euros.

À descoberta de produtos naturais para o controlo de nemátodes parasitas de plantas

Esta proposta visa “contribuir para o desenvolvimento de métodos sustentáveis e ecológicos para a gestão de pragas e doenças na agricultura, a fim de reduzir a dependência de agroquímicos e melhorar a produção e a qualidade dos alimentos e do ambiente”.

Através de atividades desenvolvidas em estabelecimentos de ensino da região Centro, este projeto pretende “atrair e envolver os jovens na ciência através da formação de estudantes de graduação (e outros potenciais alunos) em nematologia, bem como nas tecnologias aplicadas ao longo do projeto”.

São proponentes do projeto Isabel Luci da Conceição, Isabel Maria Abrantes, Ivânia Sofia Esteves, Maria Clara Santos, Raquel Varandas e Laura Perpétuo.

Sertã faz parte dos 22 municípios abrangidos por este projeto que tem um orçamento de 50 mil euros e um prazo de 18 meses.

Arquivo da Memória

A proposta é “registar em vídeo, com a criação de filmes/depoimentos, a memória de todos nós”. A ideia começou já há alguns anos com o realizador Frederico Corado que tentou implementar este projeto através da criação de alguns workshops pelo país tentando munir os cidadãos das ferramentas básicas para a criação de pequenos documentários sobre as figuras mais velhas das nossas terras, aquelas que guardam mais memórias e que estão de certo modo mais frágeis correndo um maior risco de desaparecer.

O workshop “Arquivo da Memória” correu algumas cidades tendo produzido registo em locais como Ourém onde a Dª Maria contou as suas memórias sobre a venda do peixe e a ginginha, o Cartaxo onde a professora Zelinda Pêgo recordou as grandes cheias, ou Vila Nova da Barquinha onde o último calafate levou o proponente rio abaixo.

Este projeto é de âmbito nacional e tem um orçamento de 200 mil euros.

Sérgio Silva tem 47 anos e há 27 que é barqueiro (Foto: mediotejo.net)

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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