Médio Tejo | Pandemia fez aumentar desemprego na região mas há exceções

Pandemia fez aumentar o desemprego na região mas há exceções. Foto: Pixabay

Na região do Médio Tejo, que é constituída por 13 municípios, Ferreira do Zêzere foi o único onde o desemprego diminuiu durante a pandemia de covid-19. Segundo os dados do IEFP – Instituto de Emprego e Formação Profissional, em janeiro estavam registados em Ferreira do Zêzere 139 desempregados, mas em abril eram apenas 120. Ou seja, ao contrário do que se verificou nos outros concelhos, naquele concelho foram criados mais postos de trabalho durante a pandemia.

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“Julgo que o aumento do emprego no concelho de Ferreira do Zêzere durante a pandemia se deve ao facto das nossas indústrias fazerem parte dos setores que não foram obrigados a parar. Aqui a Agroindústria tem um peso muito grande, bem como a exploração florestal, setores que não foram atingindo pela pandemia”, explica o Presidente da Câmara.

Jacinto Lopes acrescenta que “a construção civil, que dá emprego a muitos ferreirenses também está a resistir bem a crise”. O autarca salienta ainda que no seu concelho foram poucas as empresas que entraram em layoff.

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Para o Presidente da Câmara ferreirense, “o crescimento do emprego deve-se, sobretudo, aos empresários que, mesmo em tempos de crise, não param, e que procuram sempre crescer”.

Jacinto Lopes, Presidente da Câmara Municipal de Ferreira do Zêzere. Foto: mediotejo.net

Aqui perto, e ainda na zona de abrangência do mediotejo.net, o outro exemplo de diminuição do desemprego acontece na Chamusca, concelho onde a indústria tem um peso significativo, sobretudo pelo funcionamento das unidades no Eco-Parque do Relvão. Também aqui, a maior parte das empresas não suspenderam a sua atividade. Na Chamusca, em janeiro estavam registados 213 desempregados e em abril esse número reduziu para 184.

Nos 13 municípios do Médio Tejo, de janeiro a abril, verifica-se um acréscimo de 1.486 desempregados, ou seja, um aumento de 28 por cento no desemprego, números que registaram um agravamento maior nos meses de março e abril devido à pandemia de covid-19. Aliás, um dado que ressalta das estatísticas do IEFP é que a maior parte dos desempregados estão inscritos há menos de ano.

Tomar, concelho que há mais de ano e meio registava menos de mil desempregados, viu a estatística do desemprego ultrapassar novamente a fasquia dos mil. Eram em abril 1.012, o que traduz um aumento de 25 por cento em relação a janeiro deste ano.

Em termos proporcionais, os concelhos onde o problema do desemprego se agravou mais foram Alcanena (64%) e Ourém (55%), mas é em Abrantes que se verifica maior número de desempregados, 1.793.

A nível nacional, o número de desempregados inscritos no IEFP aumentou 22,1%, em abril, em comparação com o período homólogo, subindo para 392.323 (mais 71.083 pessoas).

Em relação a março, o número de desempregados inscritos também subiu, observando-se um crescimento de 14,1% (mais 48.562 pessoas).

“Para o aumento do desemprego registado, face ao mês homólogo de 2019, contribuíram todos os grupos do ficheiro de desempregados, com destaque para as mulheres, os adultos com idades iguais ou superiores a 25 anos, os inscritos há menos de um ano, os que procuravam novo emprego e os que possuem como habilitação escolar o secundário”, segundo uma nota do IEFP.

A nível regional, segundo o IEFP, no mês de abril, o desemprego registado aumentou na generalidade das regiões, com exceção da Região Autónoma dos Açores.

Dos aumentos homólogos o mais pronunciado deu-se na região do Algarve (com mais 123,9% de desempregados).

Nos Açores, por seu turno, o número de desempregados inscritos recuou 6,2%, sendo a única região do país a verificar uma descida.

Considerando a atividade económica de origem do desemprego, dos 342.484 desempregados que, no final do mês em análise, estavam inscritos como candidatos a novo emprego, nos Serviços de Emprego do Continente, 71,7% tinham trabalhado em atividades do setor dos serviços, com destaque para as atividades imobiliárias, administrativas e dos serviços de apoio (29,4%).

O setor secundário, por seu turno, foi responsável por 22,1% dos desempregados inscritos no IEFP em abril, com especial relevo para a construção (7,2%). Ao setor agrícola pertenciam 4,3% dos desempregados.

C/ Lusa

Nº de desempregados

Região do Médio Tejo

Sit. janeiro 2020 Sit. abril 2020
Abrantes 1 419 1 793
Alcanena 163 267
Constância 123 156
Entroncamento 443 538
Ferreira do Zêzere 139 120
Mação 169 179
Ourém 615 953
Sardoal 133 154
Sertã 431 469
Tomar 812 1 012
Torres Novas 664 898
Vila de Rei 51 78
Vila N. Barquinha 136 167
TOTAL 5 298 6 784

Fonte: IEFP

Nº de desempregados

Outros concelhos

Sit. janeiro 2020 Sit. abril 2020
Chamusca 213 184
Golegã 88 107
Santarém 1208 1 509
Ponte de Sôr 446 574
Gavião 82 92

Fonte: IEFP

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