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Sábado, Dezembro 4, 2021
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Médio Tejo | O retrato de uma região em tempo de pandemia

O primeiro ano da pandemia na região do Médio Tejo fica marcado por mais mortes, mais nascimentos e metade dos casamentos. O preço da habitação continuou a aumentar e até a criação de novas empresas suplantou o número de insolvências.  

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Ao analisarmos os dados recentemente publicados pelo Instituto Nacional de Estatística, constatamos que, contrariando a tendência a nível nacional, na nossa região registou-se um aumento do número de nascimentos em 2020.

Segundo o número de nados-vivos por local de residência da mãe, nasceram 1.508 bebés na região do Médio Tejo, mais 116 do que no ano anterior.

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Seja como for, o aumento do número de bebés não preenche o elevado índice de mortalidade, com a saldo natural a continuar a ser negativo. Apesar de em 2020 o fosso entre os dois dados ter reduzido, continua a haver mais do dobro de mortes do que de nascimentos.

Um dado a ter em conta e que está relacionado com o crescimento da população estrangeira na região, é que há um aumento gradual de mães com nacionalidade estrangeira. Só em 2020 foram 130 a ter bebé por cá.

Nascimentos no Médio Tejo

Ano

Nº de bebés

2020

1 508

2019

1 392

2018

1 460

Outro dado interessante revelado pelo INE é que, em ano de pandemia, a taxa de mortalidade infantil na região foi das mais baixa de sempre. Registaram-se apenas dois casos de óbitos fetais em 2020 no Médio Tejo, quando em 2019 foram sete.

No ano passado morreram 3.566 pessoas na nossa região, mais 245 do que em 2019. Este agravamento de 7,4% não é alheio à Covid-19, nomeadamente à sua elevada letalidade entre os idosos.

O próprio INE sublinha que nos dois primeiros meses do ano passado o número de mortes foi inferior ao de 2019. Mas, “a partir de março, mês em que ocorreram os primeiros óbitos por Covid-19, a mortalidade começou a aumentar”, lê-se no documento, que apresenta os meses de abril, julho e dezembro, como aqueles em que a mortalidade atingiu picos.

Mortes no Médio Tejo

Ano

Óbitos

2020

3.566

2019

3.321

A nível nacional, a maioria dos óbitos ocorreu em idades avançadas: 86,2% corresponderam a pessoas com 65 e mais anos de idade e mais de metade (60,4%) a idosos com 80 e mais anos. Entre 2011 e o ano passado, a proporção de óbitos de pessoas com 80 e mais anos aumentou 8,1 pontos percentuais.

Metade dos casamentos

Em 2020 realizaram-se na região do Médio Tejo apenas 372 casamentos, cerca de metade do ano anterior, de acordo com dados do INE. Num ano marcado pela pandemia, o número de casamentos foi o menor de sempre desde que há registos na base de dados do INE, a partir de 1886.

Em 2019, nos 13 concelhos da região do Médio Tejo foram celebrados oficialmente 675 casamentos, número que cai para os 372 no ano seguinte, podendo-se concluir que a crise sanitária afetou grandemente a nupcialidade.

Durante vários períodos, devido aos sucessivos estados de emergência e consequente confinamento, os serviços de registo civil estiveram encerrados e houve menos convívio social, o que levou à diminuição do número de festas e celebrações.

Casamentos no Médio Tejo

Ano

Nº casamentos

2020

372

2019

675

2018

696

Em agosto, que é por excelência o mês em que se celebram mais uniões matrimoniais, a quebra em relação ao ano anterior foi de 76 casamentos no Médio Tejo. Baixou de 121 em 2019 para 45 naquele mês de 2020.

Em abril de 2020, nos 13 concelhos da região, foram celebrados apenas dois casamentos, enquanto no ano anterior foram 32 as uniões. A partir de setembro, os números relativos à nupcialidade começaram a subir para números aproximados aos do ano anterior.

Quanto ao desemprego, apesar da pandemia, os dados do IEFP – Instituto de Emprego e Formação Profissional revelam apenas um ligeiro aumento do número de desempregados. No Centro do Médio Tejo, em março de 2020 estavam inscritos 6.025 desempregados, número que aumentou para 6.291 um ano depois.

No setor da habitação, durante o último ano registou-se um progressivo aumento do preço das casas. No Médio Tejo o valor mediano das vendas por m2 de alojamentos familiares situava-se nos 638 euros /m2, sendo Tomar o concelho onde a habitação é mais cara, seguido de Torres Novas e Entroncamento.

Aliás, em termos de habitação, Tomar é mais cara (730 euros/m2) do que a própria capital de distrito, Santarém (729 euros/m2), segundo dados do INE referentes ao 4º trimestre de 2020.

Referência ainda para o número de escrituras públicas celebradas nos cartórios notariais da região que tem aumentado de ano para ano. No Médio Tejo foram atingidas as 7.362 escrituras notariais em 2020.

Relacionado com este dado, está a constituição de empresas que num ano (de março de 2020 a março de 2021) atingiu as 561, enquanto o número de dissoluções ficou-se pelas 360.

O ano de 2021 começou no Médio Tejo com um recorde de insolvências, 97 em janeiro e 90 em fevereiro, começando a economia a recuperar a partir de março com mais empresas criadas (65) e menos insolvências (20).

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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