Médio Tejo: municípios vão estudar pontos negros do território para diminuir sinistralidade

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O protocolo foi assinado na sede da CIM do Médio Tejo, em Tomar, entre a presidente da CIM do Médio Tejo, Maria do Céu Albuquerque, e o presidente da ANSR, Jorge Jacob, contando com a homologação do secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes.

“A Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, tal como a Comunidade da Lezíria do Tejo, são das comunidades que apresentam piores indicadores de segurança rodoviária pelo que é para nós uma prioridade começar a  trabalhar em conjunto para inverter esta situação”, referiu Jorge Jacob, presidente da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) antes da assinatura de um protocolo que pretende inverter os indicadores de sinistralidade rodoviária verificados em meio urbano nos 13 municípios do Médio Tejo, entre 2010 e 2014, com 60% das vítimas mortais em estradas municipais e arruamentos e 70 % dos acidentes com vítimas dentro das localidades.

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O protocolo foi assinado na sede da CIM do Médio Tejo, em Tomar, entre a presidente da CIM do Médio Tejo, Maria do Céu Albuquerque, e o presidente da ANSR, Jorge Jacob, contando com a homologação do secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes.

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A presidente da CIM do Médio Tejo, Maria do Céu Albuquerque, e o secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes

“No essencial, vamos dar apoio técnico à CIMT e a todos os municípios do Médio Tejo no desenvolvimento dos seus Planos de Segurança Rodoviária. O objectivo é caracterizar todos os pontos negros de cada concelho para depois seleccionar um e identificar o conjunto de intervenções que é necessário fazer. Teremos é que ver como arranjaremos o financiamento necessário para eliminar todos os pontos negros”, disse Jorge Jacob.

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De acordo com a presidente da CIM do Médio Tejo, Maria do Céu Albuquerque, “este momento é de particular importância” uma vez que “este protocolo vai dar corpo a uma grande preocupação que os autarcas desta região têm” e que passa pela garantia das condições para promover a segurança rodoviária. “Vamos poder estudar um conjunto de situações que são apelidadas como pontos negros dentro do nosso território e que, com isso, possamos garantir a segurança das nossas populações”, afirmou a autarca.

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“Vamos poder estudar um conjunto de situações que são apelidadas como pontos negros dentro do nosso território”, atestou Maria do Céu Albuquerque

Maria do Céu Albuquerque chamou a atenção do Secretário de Estado para o facto da a sinistralidade e a insegurança rodoviária no território do Médio Tejo ter vindo a ser agravada. “O facto de termos aqui um eixo rodoviário de extrema importância como é a A23 e que, a partir do momento em que passaram a ser cobradas portagens aos seus utilizadores,  levou a que os automobilistas saiam deste eixo viário importante para dentro das nossas localidades e apercebemos-nos que existe um aumento da sinistralidade dentro dos meios urbanos, a par da degradação das estradas nacionais e municipais”, sustentou.

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O Secretário Executivo da CIM, Miguel Pombeiro, fez o ponto da situação deu a conhecer os números da sinistralidade nos 13 concelhos do Médio Tejo em meio urbano – uma tendência nacional – salientando que Ourém lidera as estatísticas. Miguel Pombeiro apresentou um Plano que pretende que em cada um dos 13 municípios se proceda ao desenvolvimento de um projecto de intervenção numa das zonas de concentração de sinistralidade.

O trabalho já feito diz respeito à componente da caracterização e conhecimento e, portanto, a esse nível temos identificadas a A1, A13 e A23 e os itinerários complementares como são o IC3, IC8 e IC9 e, depois, temos ainda um conjunto de vias de estradas nacionais e municipais, indicou Miguel Pombeiro, acrescentando que “entre 2010 e 2014 se verificou um aumento de sinistralidade dentro das localidades no Médio Tejo, sendo que o acidente mais frequente é a colisão, seguida de despiste.

O maior número de acidentes ocorre dentro dos arruamentos e também nas estradas municipais, acrescentou. “Apesar de tudo, embora o número significativo de acidentes há uma tendência positiva pois há uma redução no número de acidentes com vítimas mortais, feridos graves e feridos ligeiros”, salientou.

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Miguel Pombeiro apresentou um Plano que pretende que em cada um dos 13 municípios se proceda ao desenvolvimento de um projecto de intervenção numa das zonas de concentração de sinistralidade

O Secretário Executivo da CIMT referiu que, na generalidade dos concelhos, “há uma maior ocorrência de acidentes dentro das localidades” sendo que, analisadas no conjunto da Comunidade Intermunicipal, são “o dobro” das verificadas fora das localidades.

“Ourém tem o maior número de ocorrências, seguido dos municípios de Abrantes, Entroncamento, Tomar e Torres Novas”, indicou. Em relação aos atropelamentos,  ocorrem mais nos arruamentos, sendo de novo o concelho de Ourém o que regista um maior número, seguido de Tomar e Torres Novas, onde o número ultrapassa os 50 atropelamentos.

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Assinatura do protocolo contou com alguma assistência

Miguel Pombeiro deu a conhecer que os municípios estão neste momento a analisar esta caracterização. “Temos previstos com a ANSR uma reunião no próximo dia 27 de abril onde se pretende preparar as reuniões com cada um dos municípios individualmente. Pretendemos chegar ao projecto de intervenção, para já, numa zona considerada como ponto negro em cada concelho. Temos também a expectativa que possa existir apoios comunitários no âmbito do Portugal 2020 o que iria permitir intervir num conjunto mais vasto de pontos negros”, atestou.

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