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Domingo, Outubro 17, 2021

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Médio Tejo | Mais de uma dezena de projetos na corrida ao Orçamento Participativo Portugal

Das 694 propostas do Orçamento Participativo Portugal (OPP) a nível nacional, estão mais de uma dezena da região do Médio Tejo, a maior parte das quais tendo o rio Tejo como pretexto de dinamização.

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Abaixo publicamos alguns desses projetos com uma breve explicação sobre cada um.

A fase de votação nesta 2ª edição do OPP começou a 11 de junho e prolonga-se até ao fim de setembro. As pessoas podem votar num projeto de âmbito regional e num projeto de âmbito nacional, por SMS gratuito, para o número 3838, ou através do website do OPP (https://opp.gov.pt).

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O Orçamento do Estado para 2018 define uma verba de cinco milhões de euros para serem investidos nos projetos que obtiverem mais votos.

Projetos

Dotar Constância e o Médio Tejo com a casa de Camões que Portugal não tem

Apresentado por Manuela Arsénio, da Direção da Casa-Memória de Camões, este projeto apresenta um orçamento de 250 mil euros a investir durante dois anos.

Pretende-se que a organização da Casa-Memória de Camões responda aos interesses e às necessidades de quatro tipos de público: o público escolar; o público local; o público turista; o público especializado.
Contemplando estes diferentes públicos, pretende-se, “de uma forma geral, relevar a dimensão universal da epopeia camoniana e da língua e da cultura portuguesas e, em particular, salientar a ligação do poeta com Constância e os territórios à beira do Tejo”.

Casa-Memória de Camões em Constância:
sonhada e erguida por Manuela de Azevedo, ainda não foi inaugurada por não dispor de condições para abrir ao público como Casa-Memória

Barco de Ciência: Constância – Vila Nova da Barquinha

O projeto apresentado por Máximo Ferreira, diretor do Centro de Ciência Viva em Constância, contempla a “aquisição e equipamento de um barco varino que – a par da evocação de um passado comum de grande parte da população dos dois municípios (Constância – VN Barquinha) numa vida ligada à navegação do Tejo entre as duas localidades e o “mar da palha” (Lisboa) – sirva de ponte de ligação entre a ciência náutica de então e as modernas tecnologias de determinar posições (em terra ou no rio), medir velocidades dos barcos e conhecer caraterísticas dos fundos do leito fluvial”.

O investimento previsto é de 246 mil euros para um prazo de dois anos.

Identidades territoriais e sentidos de pertença na Região do Ribatejo

António Pedro Manique, António Matias Coelho, Aurélio Rosa Lopes, António George Camacho e Perpétua dos Santos Silva, elementos do Fórum Ribatejo, são os proponentes deste projeto.

Apresenta como objetivo geral “conhecer e compreender as diferentes dimensões da identidade territorial do Ribatejo, bem como os sentidos de pertença das suas comunidades, tomando como referência espacial os vários concelhos que histórica e simbolicamente integram esta região, inventariando e evidenciando traços culturais, naturais, económicos, históricos, sociais, religiosos e etnográficos”.

O projeto abrange 24 concelhos dos distritos de Santarém (19), de Lisboa (2) e de Setúbal (3).

O orçamento é de 232 mil euros para um prazo de dois anos.

Rio Tejo
Foto: Joana Santos

“Cruzeiros Culturais do Rio Tejo” – rio acima… rio abaixo… para a outra margem…

É mais um projeto relacionado com o rio Tejo. Este tem como objetivo a realização de “Cruzeiros Culturais ” – Rio acima… Rio abaixo… Para a outra margem… com duas embarcações tradicionais que permitam transportar dois grupos de pessoas num máximo de 6 a 8 pessoas por embarcação. Pretende-se abranger inicialmente dois Distritos (Portalegre) e (Santarém), nomeadamente entre a Barca da Amieira (Concelho de Nisa) e Gavião (Concelho de Gavião) ambos do (Distrito de Portalegre) até Vila Nova da Barquinha envolvendo também os Concelhos de Mação, Abrantes, Constância e Vila Nova da Barquinha, (Distrito de Santarém).

Para um prazo de um ano o investimento previsto é de 200 mil euros.

Vista geral da Praia do Ribatejo e do Rio Tejo
Foto: JF Praia do Ribatejo

A vida, o outono e o vinho: uma exposição conceptual e itinerante

Este projeto apresentado por Luís Filipe Correia Dias e Sónia Pedro consiste numa exposição itinerante de Santos Lopes, escultor nascido em Abrantes e radicado no Brasil há mais de 40 anos, com nacionalidade portuguesa, artista que faz da sua relação semestral com a Terra Natal um hino à vida e a referência das suas criações. Com múltiplos trabalhos em vários países do Mundo, pretende criar exposição, com cariz itinerante, partindo do Vinho como mote, consagrando a Vida e os matizes do Outono.

Numa parceria com o Município de Abrantes, com a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo e com a Comissão Vitivinícola Regional do Tejo (CVR Tejo), homenageia os vinhos desta região, através de textos, imagens, algumas esculturas e montagens conceptuais de incidência regional.

Partindo do percurso 4 da Rota dos Vinhos do Tejo, esta exposição criada em Abrantes cruzará trimestralmente os Municípios da CVR Tejo que se associem, adquirindo as singularidades vitivinícolas de cada percurso. Terminará com uma exposição em São Paulo, em articulação com o Consulado Português e com a Embaixada do Brasil, que promoverá uma das mais antigas regiões produtoras de vinho do nosso país, o escultor e promotor da Lusofonia.

O orçamento é de 200 mil euros para um prazo de 24 meses.

foto DR (site oficial do escultor)

Roteiro de Fontes e Nascentes – Reabilitação e Recuperação Paisagística (Concelhos de Abrantes, Sardoal e Mação)

A proposta de António Manuel da Silva Louro abrange as antigas fontes e nascentes situadas nas envolventes ribeirinhas das Ribeiras da Arcês, Rio Frio e um troço do Rio Tejo com cerca de 6 kms situado entre a foz das duas ribeiras.

O objetivo era recuperar o património cultural e etnográfico daquela zona que circunda os três cursos de água, nomeadamente na freguesia de Mouriscas. Aponta-se para um investimento de 100 mil euros.

Fonte tradicional (Foto: DR)

Bateiras – barcos tradicionais de pescadores do Tejo (sua divulgação e seu contributo para a promoção do rio)

Propõe-se com este projeto reavivar a vertente náutica tradicional, fomentando a reabilitação de embarcações tradicionais (bateiras a remo e à vela), algumas que se encontram dispersas por diversas aldeias ribeirinhas do Tejo.

Rodrigo Dentinho é o proponente, apontando para um orçamento de 200 mil euros.

Bateiras (Foto: DR)

Entre margens a olhar o rio e as suas embarcações

Maria Alina Ribeiro é a proponentes do projeto de construção de um cais no concelho de Mação, freguesia de Ortiga, e na requalificação de outro já existente no concelho de Abrantes, freguesia de Alvega, com o objetivo de unir as duas margens e os dois concelhos. Outro objetivo é também recuperar a tradição da barca ali existente que durante muitos anos serviu os interesses de ambos os concelhos, tendo em conta a ligação ferroviária Estação de Alvega-Ortiga e a ligação rodoviária ao concelho de Mação, servida com esta passagem fluvial, no rio Tejo.

100 mil euros é o orçamento previsto.

Foto: mediotejo.net

Serra de Aire e Candeeiros – Agricultura em modo de produção biológica e silvo-pastorícia como estratégia de equilíbrio ambiental e manutenção da população e da economia local

A iniciativa apresenta como objetivo obter e transferir conhecimento para criar valor e contrariar o abandono agrícola nas zonas da rede natura do maciço calcário estremenho (Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros) e zonas envolventes dos concelhos de Porto de Mós, Batalha e Alcanena.

A proposta da autoria de António Lopes e Nuno Dinis Salgueiro tem um orçamento de 175 mil euros.

Polje de Mira d’Aire. Foto: DR

Aldeias Vivas no Pinhal Interior – Vergão e outras

Para um investimento previsto de 150 mil euros, João Paulo Marrocano e Maria Edite Fernandes propõem o apoio à criação de um rebanho comunitário de pequenos ruminantes com vista a uma melhor proteção contra incêndios da aldeia de Vergão e aldeias vizinhas dos concelhos de Mação, Vila de Rei e Sertã, reduzindo assim os custos de manutenção das faixas de proteção e gestão de combustível.

No projeto referem como um dos argumentos que no Pinhal Interior Sul há diversas aldeias ricas em património rural construído, paisagístico, ambiental e cultural que estão em vias de desertificação humana e agro-rural.

Por este rio acima

O projeto de Rui Silva Pires, “por este rio acima” quer ir ao encontro das nascentes que chegam ao Tejo, voltar a trazer a civilização e a cultura das gentes que partiram e se fixaram a jusante.

Serão selecionadas pequenas localidades (entre 6 e 10) com claros indicadores de despovoamento e levar-lhes teatro, música, poesia, dança, artes plásticas e outras formas de expressão. A animação virá da foz do rio (povoações ribeirinhas dos distritos de Lisboa e de Setúbal) de preferência com a colaboração ou participação de artistas com raízes ou ligações a esses territórios.

A calendarização proposta é de novembro de 2018 a outubro de 2020, para um investimento previsto de 300 mil euros.

Ribeira de Alcolobre. foto: CM Constância

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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