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Quinta-feira, Janeiro 20, 2022
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Médio Tejo | Mais de 1100 crianças realizaram rastreios visuais e audiológicos

Mais de 1100 crianças do Médio Tejo realizaram no último ano rastreios visuais e audiológicos, no âmbito do projeto “Promoção do Sucesso Escolar no Médio Tejo: A Correção de Problemas de Acuidade Visual e Auditiva”, promovido pela Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), em parceria com a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo.

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Os rastreios destinam-se a todos os alunos com 5 anos de idade que frequentam o último
ano do ensino pré-escolar, nos Jardins de Infância Públicos dos 13 concelhos da área
geográfica do Médio Tejo: Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do
Zêzere, Mação, Ourém, Sertã, Sardoal, Tomar, Torres Novas, Vila de Rei e Vila Nova da
Barquinha.

O projeto arrancou no início do ano letivo 2016/2017 e tem uma duração prevista de três
anos, sendo o resultado de uma parceria de excelência entre a Comunidade
Intermunicipal do Médio Tejo, a Unidade de Saúde Pública do Médio Tejo, o Agrupamento
de Centros de Saúde do Médio Tejo, o Centro Hospitalar do Médio Tejo, a Universidade da
Beira Interior e a Unidade Local de Saúde de Castelo Branco.

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Este projeto surge integrado num conjunto de iniciativas no domínio do combate ao insucesso e abandono escolar e promoção do sucesso educativo que fazem parte da Estratégia Integrada de Desenvolvimento Territorial Médio Tejo 2020.

No seu primeiro ano foram feitos 1137 rastreios em 106 estabelecimentos de ensino
pertencentes aos 18 Agrupamentos de Escolas da região do Médio Tejo. Todas as crianças
com alterações nos exames foram encaminhadas para tratamento e/ou reabilitação.
“As questões relacionadas com a saúde são determinantes para o sucesso escolar. É
fundamental a existência de uma visão e audição normais para um adequado
funcionamento cognitivo, comportamental e emocional da criança”, explica o Delegado de
Saúde Coordenador do Médio Tejo, Rui Calado.

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O médico da ARSLVT destaca também que “este projeto permite que os problemas de visão e audição sejam detetados antes do início da escolaridade obrigatória, para uma intervenção precoce”.

No caso dos rastreios visuais, foram referenciadas para avaliação em consultório 100
crianças com problemas (8,8% das crianças rastreadas). Foram também entregues 100
vouchers, no valor de 100 euros cada, para que as crianças referenciadas pelos técnicos
optometristas pudessem adquirir os óculos de que necessitam.

Já os rastreios auditivos permitiram referenciar 127 crianças com alterações audiológicas
(11,2% das crianças rastreadas), que foram encaminhadas para o médico de família ou, em casos mais graves, para o hospital de referência (Centro Hospitalar do Médio Tejo).

O Delegado de Saúde Coordenador do Médio Tejo sublinha que a “enorme adesão aos
rastreios foi possível com as sinergias criadas entre várias entidades envolvidas, que
permitiram que os exames fossem feitos nos espaços da escola. É utilizada uma Unidade
Móvel da Unidade de Saúde Pública, devidamente equipada para esse efeito,
simplificando a vida aos professores, alunos e famílias”.

Esta metodologia já era, aliás, seguida pela equipa de Saúde Oral do Agrupamento de Centros de Saúde do Médio Tejo, que também tem vindo a aplicar vernizes de flúor nas crianças destes Jardins de Infância.

Jornalista profissional há mais de 30 anos, passou por vários jornais diários nacionais, nomeadamente pelo 'Diário de Lisboa', 'Diário de Notícias' e 'A Capital'. Apaixonada pela profissão desde a adolescência, abraçou o jornalismo nas suas diversas áreas, desde o Desporto às Artes e Espetáculos, passando pela Política e pelos temas Internacionais. O jornalismo de proximidade surge agora no seu percurso.

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