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Quinta-feira, Maio 13, 2021

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Médio Tejo | Lojas reabriram ao público mas as compras online vieram para ficar

As lojas abriram as suas portas na terceira fase do desconfinamento mas, entretanto, a pandemia criou “um novo normal”, onde se inclui receber encomendas à porta de casa. O nosso jornal falou com duas empresas que viram crescer o volume de negócios devido ao confinamento: os CTT – cuja área de Expresso e Encomendas bateu recordes no quarto trimestre de 2020 –, e a DPD, que entregou 21,5 milhões de encomendas no ano passado.

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Com os confinamentos e com as lojas encerradas a alternativa à compra física, passou a ser online. Os portugueses passaram mais tempo em frente ao computador, ligados à Internet, e desse novo normal beneficiaram as empresas de serviço de envio de encomendas. A DPD, especialista em entregas expresso, é uma dessas empresas com negócio de entrega porta-a-porta, no Médio Tejo, tal como faz no resto do País, negócio que cresceu com a pandemia.

Com 14 centros de distribuição em Portugal e cerca de 3500 clientes – a região do Médio Tejo é servida pela estação de Torres Novas – a DPD reconhece que “o crescimento do comércio online teve um impacto muito significativo no aumento de entregas de encomendas ao domicilio”.

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Em declarações ao nosso jornal, fonte oficial da empresa explica que no caso da DPD “o crescimento no ano passado deste tipo de encomendas (business to consumer) teve um crescimento de 57%, razão pela qual reforçamos o número de pessoas quer nas entregas de encomendas, onde temos mais de 1000 colaboradores, quer na triagem das mesmas”.

A DPD é uma empresa que realiza entregas expresso em todo o País. Créditos: DR

Por seu lado, fonte oficial dos CTT, em declarações ao mediotejo.net, disse acreditar que “o crescimento explosivo do e-commerce, verificado em 2020 e que continuou em alta durante o primeiro trimestre de 2021, veio para ficar. O crescimento do e-commerce irá desacelerar na fase pós-pandemia, mas já em patamar de desenvolvimento sustentável”.

Segundo a informação veiculada, os CTT bateram recordes nos rendimentos da área de Expresso e Encomendas no quarto trimestre de 2020. Os rendimentos atingiram os 61,5 milhões de euros no quarto trimestre de 2020, o que representa um crescimento de 42,2% face ao mesmo período de 2019 e de 26,6% no ano de 2020. Já os rendimentos operacionais atingiram os 193,0 milhões de euros em 2020, mais 26,6% do que em 2019. Em 2020 os rendimentos, em Portugal, situaram-se em 118,0 milhões de euros, 20,2% superiores aos de 2019.

Por seu vez, a empresa DPD reconhece que “o primeiro confinamento trouxe bastantes ensinamentos. Sentimos que, entre janeiro e março [de 2021], quer os lojistas quer os consumidores estiveram melhor preparados. Com isto, as encomendas aumentaram novamente para níveis superiores aos do primeiro confinamento em março e abril do ano passado, apenas superados por pouco pelas semanas do período de maior atividade do ano, em novembro e dezembro”.

Em 2020 a DPD apresentou uma faturação de 78,9 milhões de euros correspondendo a um total de 21,5 milhões de encomendas, um crescimento de 13,6% face a 2019. “Este ano estamos a assistir a um crescimento superior ao de 2020”.

A DPD entrega de segunda a sábado, “e no caso da maioria das lojas Pickup que fazem parte da nossa rede de proximidade para levantamento de encomendas, estamos a falar de sete dias de funcionamento por semana”, explica a mesma fonte, garantindo que na região do Médio Tejo “o aumento das entregas sentiu-se mais ou menos na mesma proporção que o restante País”.

Embora a DPD tenha clientes “de todos os escalões etários” a empresa reconhece que, com a pandemia, também os mais velhos passaram a recorrer ao comércio online. “Efetivamente os mais velhos têm vindo a aderir às compras online por encontrarem segurança na forma como adquirem e recebem as suas encomendas”, referiu.

Compras online (imagem ilustrativa). Créditos: Pixabay

Relativamente à grande mudança a assinalar com a chegada da pandemia, no que diz respeito ao crescimento do negócio, os CTT indicam que “foi também impulsionado pela forte oferta digital” lançada pela empresa em contexto de pandemia, “permitindo que as empresas continuassem a funcionar e que os clientes tivessem acesso a tudo o que necessitam”.

Sendo alguns exemplos: “a nossa ligação às autarquias permitiu identificar necessidades existentes e criar serviços como o CTT Comércio Local, um marketplace digital de enfoque local, para pequenos comerciantes que de outra forma não teriam presença online, e que é um exemplo de como a tecnologia pode promover os negócios locais e que conta já com cerca de 300 comerciantes de 18 municípios aderentes”.

Além disso, “os CTT, o marketplace Dott (participada CTT) e várias entidades Municipais, lançaram online versões digitais das habituais feiras físicas que decorrem com regularidade por todo o País. Este serviço possibilita aos produtores e expositores de feira o posicionamento dos seus produtos no marketplace nacional Dott, assegurando a sua promoção e escoamento de forma direta para o consumidor final, com a logística de entrega ao domicílio a ser assegurada pelos CTT. Foram já realizadas mais de 10 feiras, com mais de 10 mil produtos vendidos”.

Os CTT reconhecem também que “o aumento do e-commerce é um dos fatores de crescimento do negócio da empresa. Em 2020, as restrições impostas à maioria dos setores da economia em virtude da pandemia de covid-19 tiveram um forte impacto no perfil de envios, registando-se um forte crescimento da atividade de e-Commerce B2C o que, aliado a um grande dinamismo comercial e reposicionamento dos CTT, resultou num elevado crescimento de volumes”.

Questionada se aumentou o número de postos de trabalho face ao aumento do número de encomendas, os CTT informam que “foram contratadas várias dezenas de trabalhadores para responder ao elevado volume de tráfego”.

Contudo, ”a empresa tem estado em constante análise das necessidades, procurando estimar em conjunto com os nossos principais clientes o que poderá ser a procura nesse período, e ajustando o processo operacional aos vários níveis da empresa: operações, recursos físicos, distribuição, serviço a cliente, sistemas de informação. Essa adequação dos recursos está em constante avaliação, conforme as necessidades que se verificam”.

No período considerado peak season os CTT entregaram 3,5 milhões de encomendas (entre a Black Friday, que se celebrou a 27 de novembro, e a véspera de Natal, a 24 de dezembro), representando “um aumento significativo face a 2019. A título de exemplo no dia 21 de dezembro foram tratados cerca de 270 mil envios, o dia mais alto de sempre” indica fonte oficial dos CTT.

Acrescenta que, no sentido de “garantir a qualidade ao cliente”, os CTT “aumentaram o número de centros de triagem de encomendas neste período de pico, funcionando, genericamente, 24 horas por dia, 7 dias por semana, nos principais centros, e adicionaram novos hubs, para além de terem alargado as entregas aos fins-de-semana e feriados em dezembro. Até ao natal os CTT anteciparam também as recolhas aos fins-de-semana, para fazer face ao aumento do tráfego”.

No entanto, devido ao elevado volume de encomendas, a empresa admite terem-se verificado, em 2020, períodos críticos, designadamente no Natal. “A par com os constrangimentos sentidos devido ao contexto pandémico, existiram alguns constrangimentos nos períodos de entrega”.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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