Médio Tejo | Laboratório de Patologia Clínica do Centro Hospitalar pode processar 1500 testes covid/dia e é referência nacional (C/VIDEO)

O Laboratório de Patologia Clínica do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), instalado em Tomar, alcançou a autonomia tecnológica na realização de testes à covid-19, com capacidade de processamento de 1500 testes/dia e resultados em poucas horas, anunciou a instituição hospitalar O CHMT vai integrar uma Unidade de Missão para desenhar a estratégia de desenvolvimento dos laboratórios de Patologia Clínica do SNS.

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“Neste momento dominamos toda a fase da técnica e não precisamos de recorrer a nenhuma outra instituição, seja ele o [Instituto] Ricardo Jorge ou outro, para fazer os testes covid aos nossos utentes”, disse o presidente do Conselho de Administração (CA) do CHMT, tendo feito notar que, “além da enorme diferenciação técnica” que confere à insituição, “porque poucos hospitais são autossuficientes nesta matéria, permite encurtar extremamente os tempos de resposta entre o momento em que se faz o teste e o momento em que se tem a resposta” nos hospitais do Médio Tejo.

Segundo afirmou Carlos Andrade Costa, “neste momento os tempos de resposta, desde o momento da colheita no doente até à comunicação do resultado são de quatro a cinco horas, no máximo”, sendo dos “poucos hospitais que dominam completamente a técnica”.

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O CHMT realizou um investimento na ordem dos 300 mil euros para autonomizar o Laboratório de Patologia Clínica e reforçou a equipa profissional no respetivo Serviço, estando agora também disponível para acolher solicitações de outras unidades hospitalares do pais, a par de contributos técnicos para o Serviço Nacional de Saúde (SNS).

“Somos dos poucos hospitais que dominam completamente a técnica, um facto muito importante e, sendo assim, o próprio Ministério da Saúde pediu que o centro hospitalar, através do Laboratório de Patologia Clínica integre uma Unidade de Missão para desenhar a estratégia de desenvolvimento dos laboratório de Patologia Clínica do SNS para se capacitarem cada vez mais neste tipo de resposta à população”, afirmou o responsável.

O CHMT realizou um investimento na ordem dos 300 mil euros para autonomizar o Laboratório de Patologia Clínica. Foto: CHMT

O Serviço de Patologia do Centro Hospitalar do Médio Tejo deu conta de ter realizado neste período de pandemia pelo novo coronavírus, Sars-Cov 2 “cerca de 7.500 testes à Covid – 19”, registo apresentado pelo diretor do Serviço de Patologia, Carlos Cortes, durante uma visita ao laboratório da presidente da Câmara Municipal de Tomar, Anabela Freitas, acompanhada pelos elementos do Conselho de Administração do CHMT.

O diretor do Serviço de Patologia, Carlos Cortes, referiu que “o laboratório está altamente diferenciado” e que o CHMT dá resposta aos testes covid-19 “de duas formas, uma através da biologia molecular clássica, que é a mesma que se faz, por exemplo, no Instituto Ricardo Jorge, mas também através da biologia molecular mais rápida, que são os chamados testes rápidos”.

O Serviço de Patologia, notou, “no âmbito da resposta que foi necessária dar à pandemia, foi reorganizado, quer com a implementação de novos circuitos, quer através do aumento de recursos humanos”, contando neste momento conta com uma equipa formada por cerca de 70 profissionais de saúde.

Anabela Freitas, presidente da Câmara Municipal de Tomar, disse, por sua vez, que “o CHMT preparou-se em tempo para esta pandemia”, tendo lembrado que “desde janeiro começou a preparar e a reorganizar serviços e circuitos para aquilo que nenhum de nós sabia o que viria”, e que “aproveitou esta situação excecional para se preparar também para o futuro, através de equipamentos de excelência e de equipas altamente diferenciadas”.

Os responsáveis fizeram esta semana uma visita guiada ao Laboratório de Patologia Clínica do CHMT, em Tomar. Foto: CHMT

Constituído pelas unidades hospitalares de Abrantes, Tomar e Torres Novas, separadas geograficamente entre si por cerca de 30 quilómetros, o CHMT funciona em regime de complementaridade de valências, abrangendo uma população na ordem dos 260 mil habitantes de 11 concelhos do Médio Tejo, no distrito de Santarém, Vila de Rei, de Castelo Branco, e ainda dos municípios de Gavião e Ponte de Sor, ambos de Portalegre.

c/LUSA

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