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Quarta-feira, Dezembro 8, 2021
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Médio Tejo | Índice de envelhecimento aumentou em 95% dos municípios entre 2011 e 2016

O índice de envelhecimento aumentou, entre 2011 e 2016, em 95% dos municípios portugueses e apenas 15 dos 308 concelhos do país registaram um decréscimo, revelam dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). De acordo com a 5.ª edição do Retrato Territorial de Portugal, publicação bienal do INE, o agravamento do índice de envelhecimento naquele período atingiu, sobretudo, municípios das sub-regiões do Interior Norte (Alto Tâmega, Terras de Trás-os-Montes e Douro) e Centro (Beiras e Serra da Estrela, Beira Baixa e Médio Tejo), com destaque para Almeida (Guarda), Vila de Rei, Oleiros e Penamacor (Castelo Branco) e Castanheira de Pera (Leiria), “que registaram um aumento em mais de 100 idosos por 100 jovens”.

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Em sentido contrário, os 15 municípios onde se registou um decréscimo do índice de envelhecimento localizam-se no Alentejo (oito), dois no Interior Norte, dois no Algarve, dois na Região Autónoma dos Açores e ainda o município de Lisboa.

Em 2016, de acordo com o INE, 17 das 25 sub-regiões do país tinham um índice de envelhecimento acima da média nacional (150,9 idosos por cada 100 jovens) e 11 apresentavam um índice de envelhecimento “acentuado, com valores acima de 200 idosos por cada 100 jovens”.

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O INE sustenta ainda que o ano passado o índice de envelhecimento “era mais elevado nos territórios rurais do que nos territórios urbanos, sendo esta assimetria mais acentuada nas sub-regiões Beira Baixa e Terras de Trás-os-Montes”.

O envelhecimento demográfico era mais acentuado nas áreas predominantemente rurais (282 idosos por cada 100 jovens), mais do dobro do registado nas áreas predominantemente urbanas (132).

A assimetria entre territórios rurais e urbanos “revelava-se mais intensa” nas sub-regiões da Beira Baixa (682 para 125), Terras de Trás-os-Montes (563 para 136), Alto Tâmega (446 para 170) e Beiras e Serra da Estrela (423 para 160), sublinha o INE.

Os dados apontam ainda para uma maior concentração da população no litoral do país (nomeadamente nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto por oposição ao interior do continente), sendo que o INE revela que a densidade populacional em territórios predominantemente urbanos “era 19 vezes superior à verificada em áreas rurais”.

Os mesmos dados revelam que entre 2011 e 2016 “apenas 34 municípios registaram uma evolução positiva da população”, que variou entre uma taxa anual média de 0,001% (Lagoa, no Algarve) e de 1,42% (Arruda dos Vinhos, na região Oeste).

Em 15 dos 34 municípios – Alcochete, Amadora, Cascais, Loures, Mafra, Montijo, Odivelas, Oeiras, Seixal, Sesimbra e Vila Franca de Xira (Área Metropolitana de Lisboa), Benavente (Médio Tejo), Valongo (Área Metropolitana do Porto), Entroncamento (Lezíria do Tejo) e Santa Cruz (Região Autónoma da Madeira) – a evolução positiva da população resultou de taxas de crescimento natural e migratório “simultaneamente positivas”.

Agência de Notícias de Portugal

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