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Sexta-feira, Janeiro 21, 2022
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Médio Tejo | Idosos sem ter para onde ir passam Natal nos hospitais do CHMT (c/ÁUDIO)

Com o número de pessoas a necessitar de cuidados médicos a aumentar devido à pandemia, o Centro Hospitalar do Médio Tejo apela aos cuidados a ter nesta quadra festiva de encontros e afetos. Casimiro Ramos confirma que existem idosos internados nos hospitais, já curados, mas que não têm para onde ir, ou por falta de condições das famílias ou por falta de vaga em lares. Vão passar o Natal nos hospitais de Abrantes, Tomar e Torres Novas, mas o gestor disse que não vão ser esquecidos pelos profissionais do CHMT.

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O número de pessoas internadas nos três hospitais do CHMT tem vindo a aumentar nas últimas semanas, nomeadamente devido à pandemia de covid-19, com mais de duas dezenas de pessoas a passarem o Natal nos cuidados intermédios e cuidados intensivos em Abrantes, disse o presidente do Conselho de Administração do CHMT, tendo lembrado os idosos que vão passar o Natal longe da família, apesar de terem alta clínica, e deixado uma palavra aos profissionais que vão estar a cuidar dos doentes e à população em geral, para que usufrua da quadra em família mas com os devidos cuidados para evitarem problemas de saúde.

Casimiro Ramos é o presidente do Conselho de Administração do CHMT. Foto: mediotejo.net

ÁUDIO | CASIMIRO RAMOS, PRESIDENTE CENTRO HOSPITALAR MÉDIO TEJO:

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mediotejo.net – Como vai ser o Natal nos Hospitais do CHMT?

O que se perspetiva é um Natal com dois sentimentos. Por um lado o sentimento natalício e o procurarmos que todo o serviço tenha uma humanidade bastante profunda junto dos profissionais e dos utentes, que dentro dos constrangimentos e limitações de terem de estar longe da família, que passem com a maior tranquilidade, com paz. Por esse lado, obviamente que no dia de Natal há uns “miminhos” para os doentes e profissionais de saúde, numa tradição que já vem de anos anteriores, e que no fundo procura trazer essa compensação do Natal ou de um pouco mais de calor humano que todos podemos transmitir. Outra face da moeda é a de que nas circunstâncias que hoje temos, não só de Covid mas de outros tipos de patologias associadas, gripe sazonal e outro conjunto de doenças, que complicam um pouco a assistência quer ao nível da urgência quer eventualmente de existirem muitas situações de urgência, sobretudo covid, que possa comprometer aquilo que vínhamos a recuperar de forma extraordinária com um esforço muito grande de todos os profissionais, no que dizia respeito a listas de espera e de cirurgias programadas.

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Isto é, no momento, a situação de covid tem-se agravado em termos de internamento, quer de cuidados intensivos quer de enfermaria de não-intensivos, estamos há cerca de uma semana acima de uma vintena de doentes internados, o que já não acontecia há muitos meses, e eventualmente pode ocorrer que esse acréscimo seja maior. O que poderá obviamente comprometer aquilo que é a tal atividade programada de intervenções cirúrgicas que estamos, como digo, a recuperar a um ritmo bastante grande.

Mas vamos também ter crença de que as famílias também estão todas muito preocupadas com isto e vão ter o máximo de cuidados possíveis para evitarem muitos contactos, porque para nós ajudarmos cada cidadão vamos precisar que eles nos ajudem a nós ao se auto cuidarem para poder ter quem depois possa cuidar deles também. Deixo este apelo a toda a população para obviamente festejar a quadra com os seus familiares mas tentarem sobretudo nas ruas e espaços comerciais terem o maior cuidado possível pois estão a zelar por si próprios mas também por aqueles que depois um dia possam precisar deles.

Em termos sociais, todos os anos há quem passe os anos nos hospitais apesar de ter alta clínica mas por não ter condições de regressar à sua casa ou de familiares, passam o natal no hospital. Há situações dessas este Natal no CHMT?

Sim, sem dúvida, há. De algum modo acontece com permanência. Há doentes que pela sua situação familiar, após a alta clínica, não têm condições imediatas de regresso ao ambiente familiar ou à sua própria habitação. As situações que temos são de pessoas que normalmente, estando sós, já não conseguem fazer a sua vida de forma autónoma e como tal necessitam de regressar ao meio familiar, o qual muitas vezes também não tem condições, pela vida dos próprios familiares, de acolherem estas pessoas que normalmente são de mais idade. E então, nestas circunstâncias, durante um período de tempo, as pessoas têm de aguardar num meio hospitalar até terem vaga num lar ou noutra instituição que os possa acolher mediante a situação em que estejam. Por exemplo, pessoas que estejam em situação de necessitar de cuidados continuados, necessitam de ser reencaminhadas para instituições que façam esse acompanhamento. Então, tal como hoje, tal como nos últimos tempos, haverá pessoas que durante a quadra natalícia estarão no hospital nesta situação porque os serviços sociais, segurança social e as próprias instituições da região ainda não conseguiram encontrar essa resposta. Para eles também procuraremos, com os profissionais que cá vão estar, ter o melhor Natal possível, com a humanidade desejada, e que procuramos transmitir a cada utente. Todos gostaríamos, os próprios familiares também gostariam de os ter próximo deles, mas da nossa parte é feito tudo o que está ao nosso alcance para que passem o Natal da melhor forma possível.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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