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Quarta-feira, Julho 28, 2021

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Médio Tejo identifica Riscos Naturais da região em Carta de Diagnóstico

Secas, cheias, incêndios florestais, inundações, sismos, ondas de calor e de frio são alguns dos riscos naturais identificados na Carta de Diagnóstico da região do Médio Tejo, documento que é hoje apresentado publicamente.

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“O estudo foi encomendado numa lógica de um melhor conhecimento dos riscos que envolvem esta região, para valorizar um trabalho de prevenção que envolva os diversos parceiros, e para defender o nosso território”, destacou à Lusa a presidente da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT), entidade que integra 13 municípios do distrito de Santarém.

Maria do Céu Albuquerque, que também preside à Câmara de Abrantes, destacou a parceria entre a CIMT e a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) num projeto que é hoje apresentado em Tomar e que permitiu ter uma Carta de Diagnóstico dos Riscos Naturais Existentes no Médio Tejo, tendo a autarca apontado para um “trabalho a desenvolver na prevenção em concertação com várias entidades”, como o Instituto Politécnico de Tomar (IPT), municípios, Agência Portuguesa do Ambiente (APA), ANPC e CIMT.

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A Carta de Diagnóstico de Riscos Naturais para a região do Médio Tejo, onde habitam cerca de 250 mil pessoas, foi promovida para oito dos 13 municípios integrantes da CIMT, nomeadamente Abrantes, Alcanena, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Sardoal, Tomar e Vila Nova da Barquinha, e “permite uma caracterização dos riscos a uma escala supramunicipal, essencial nos processos de gestão e situações de emergência”, defendeu a autarca.

O diagnóstico aponta para “risco extremo de cheias ou inundações” em 6 dos 8 municípios envolvidos no estudo, e também “riscos elevados de seca, ondas de calor, incêndios florestais, vagas de frio, sismos e movimentos de massa em vertentes”.

Além dos riscos naturais, o diagnóstico refere ainda o risco da ocorrência de acidentes rodoviários e incêndios urbanos, considerado “extremo” em todos os municípios, sendo destacados os dados da Autoridade Nacional Segurança Rodoviária (ANSR), que apontam para um “maior número de acidentes com vítimas dentro das localidades”, e que destaca que “grande parte das vítimas mortais ocorrem em estradas municipais e arruamentos”.

Os acidentes em transportes terrestres de mercadorias perigosas é elevado ou extremo, sendo o mesmo nível de risco apontado aos acidentes industriais que envolvam substâncias perigosas.

As estratégias e medidas para a mitigação de risco, medidas de prevenção, instrumentos de planeamento, identificação e gestão partilhada de meios e recursos vão ser promovidas em concertação com o Laboratório de Investigação Aplicada em Riscos Naturais do IPT, antecipou Maria do Céu Albuquerque, relativamente a uma entidade que “vai pôr o seu saber e os instrumentos necessários para trabalhar estas matérias”.

Cristina Andrade, responsável pelo Laboratório de Investigação Aplicada em Riscos Naturais do IPT, destacou à Lusa, por sua vez, a “importância da comunidade e entidades locais e regionais serem impulsionadores de uma cultura de sensibilização da população para a necessidade da promoção do princípio da prevenção”.

A professora exemplificou com a possibilidade de implementação de um sistema de monitorização com uma rede de estações meteorológicas, simulação e previsão no rio Nabão, com um modelo que permitirá “contribuir para diminuir o tempo da previsão de cheias e inundações, permitindo atempadamente aos intervenientes locais a minimização dos seus impactos”, tendo como objetivo primeiro a proteção de bens e pessoas.

Na ocasião será ainda assinado um protocolo entre o município de Abrantes e o Instituto Politécnico de Tomar, o Centro de Ciência Viva (CCV) de Constância, o CCV de Proença-a-Nova, e o Centro Integrado de Educação em Ciências (CIAC) de Vila Nova da Barquinha, com vista ao desenvolvimento de iniciativas no âmbito do ParqueTejo – Centro de Acolhimento e Interpretação do Tejo.

Agência de Notícias de Portugal

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