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Médio Tejo | Hidrogénio no futuro dos transportes da região

O hidrogénio integra a lista de fontes de energia limpa, renovável e alternativa e, desde esta quinta-feira, dia 11, passou a reforçar a aposta da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIM do Médio Tejo) na sustentabilidade ambiental. A aprovação do protocolo entre esta entidade e a Associação Portuguesa para a Promoção do Hidrogénio pode trazer novidades em breve para área da mobilidade e transportes.

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O assunto fez parte da Ordem de Trabalhos da reunião do Conselho Intermunicipal da CIM do Médio Tejo, no qual estão representados os 13 municípios que integram a região, e foi aprovado por unanimidade. Este não é, contudo, o primeiro passo da comunidade intermunicipal nesse sentido, uma vez que a Biblioteca Municipal Dr. António Cartaxo da Fonseca, em Tomar, recebeu no Dia Mundial da Energia, a 29 de maio, o primeiro Festival de Inovação e Hidrogénio.

A iniciativa decorreu no âmbito de outro protocolo, assinado com a parceria publico-privada Fuel Cells and Hydrogen Joint Undertaking, ligada à pesquisa, desenvolvimento tecnológico e demonstração nas tecnologias de células de combustível e hidrogénio na Europa. Envolvidas estiveram, igualmente, a Associação Portuguesa para a Promoção do Hidrogénio (AP2H2), os Institutos Politécnicos de Tomar e Portalegre a Agência Regional de Energia e Ambiente do Médio Tejo e Pinhal Interior Sul – Médio Tejo 21.

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A nova aposta na sustentabilidade ambiental surge, segundo Anabela Freitas, vice-presidente da CIM do Médio Tejo, no seguimento do trabalho que a comunidade intermunicipal tem desenvolvido. Em declarações ao mediotejo.net, explicou que neste momento está a ser elaborado um plano de âmbito regional de adaptação às alterações climáticas e o novo protocolo leva a “uma segunda fase de estudo”, permitindo estabelecer de que forma a região do Médio Tejo se pode “definir enquanto cluster nesta matéria”.

Um passo “importante” que, segundo a autarca, contribuirá para uma afirmação da região “não só a nível nacional, mas também europeu” e exemplifica com os países do Norte da Europa, onde alguns autocarros e comboios já são movidos a hidrogénio. No caso do último meio de transporte, o primeiro comboio foi recentemente lançado na Alemanha e esta alternativa pode ser conhecida em pormenor numa iniciativa com diversos países europeus realizada na região no próximo ano, ainda sem data confirmada.

A mobilidade e a substituição das energias fósseis são questões centrais neste processo que, diz, deverá envolver os cidadãos e os empresários, para quem o setor pode representar uma oportunidade de negócio.

No que respeita às entidades públicas, Anabela Freitas refere que os carros elétricos nas frotas dos municípios do Médio Tejo são uma realidade, mas sublinha que “o futuro já está também no hidrogénio” e que este tipo de energia vai ao encontro “da preocupação que temos na sustentabilidade ambiental”.

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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