Médio Tejo | Grupos de Ação apreensivos com atrasos na execução de medidas de apoio ao desenvolvimento local

A Comissão Regional do Centro dos GAL – Grupos de Ação Local manifestou esta semana “extrema preocupação pelos atrasos verificados ao nível da execução das medidas de apoio ao desenvolvimento local, em particular os incentivos ao tecido empresarial da Região Centro, no que respeita aos pagamentos aos promotores com projetos aprovados”.

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Reunidos em Cantanhede no dia 14 de fevereiro, “com o objetivo de reforçar o trabalho conjunto, efetuar o ponto de situação da implementação do DLBC e perspetivar as intervenções futuras no sentido de dar expressão a esta iniciativa de apoio ao desenvolvimento dos territórios rurais da Região Centro”, os GAL – nos quais a TAGUS – Associação Para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior – assumiram “total empenho em trabalhar, conjuntamente com os parceiros locais, no sentido de ser alcançado, até ao final de 2020, um compromisso de 100% dos recursos financeiros alocados às respetivas estratégias e destinados à modernização do tecido económico e empresarial e a apoiar pequenos investimentos nas explorações agrícolas, na transformação e comercialização e na diversificação de atividades”, lê-se em nota de imprensa.

Consideram “fundamental que as Autoridades de Gestão, nomeadamente a CCDRC, autorizem a abertura dos Avisos de Concurso, promovam a simplificação e agilizem os procedimentos inerentes aos processos de aprovação e contratualização dos projetos, bem como sejam céleres no pagamento das ajudas aos promotores, de forma a ultrapassar as dificuldades existentes, devolvendo assim a confiança e a expressão a uma intervenção de proximidade e de forte ligação aos territórios”.

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Os GAL reconhecem ainda “a importância das novas intervenções territorializadas apresentadas recentemente pelo Governo, nomeadamente o Programa + CO3SO Emprego, o qual irá conferir uma nova dinâmica na aplicação dos apoios públicos, sobretudo nos territórios de baixa densidade”.

Não obstante essa perspetiva, expressam “a sua profunda apreensão quanto ao facto de alguns territórios – que não se localizam em baixa densidade – ficarem à margem de qualquer apoio no âmbito destas novas intervenções, situação que deverá ser corrigida sob pena de não existirem condições para a implementação das estratégias destes GAL”.

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Salientando a “relevância de criação de uma medida especifica de apoio à empreendedorismo social que permitirá estimular o emprego e o pequeno investimento nas Instituições da Economia Social”, e que há muito vem sendo reivindicada pelos GAL, demonstram “a sua total disponibilidade para dinamizar a implementação da medida junto das IPSS dos respetivos territórios, apoiando os beneficiários no sentido de promover o sucesso destas ajudas no reforço da efetiva coesão social da Região Centro” acrescenta a mesma nota.

Os 24 GAL rurais assumem-se como Organizações de proximidade, representativas de centenas de parceiros locais dos territórios, com larga experiência de cooperação na implementação daordagens LEADER e das respetivas estratégias de desenvolvimento territorial. A Comissão Regional do Centro dos GAL foi criada no âmbito da Federação Minha Terra.

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Paula Mourato
A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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