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Sexta-feira, Julho 30, 2021

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Médio Tejo | Grupo Tomé Feteira não desiste da ilha do Lombo

Desde 2012 que o Grupo Tomé Feteira tenta viabilizar o projeto “Ilha do Lombo Water & Nature Resort”, um investimento superior a oito milhões de euros que pretende transformar a antiga estalagem da ilha da albufeira de Castelo do Bode num ambicioso empreendimento turístico com várias valências.

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O grupo liderado pelo austríaco Michael Stefan Braun comprou a ilha do Lombo em 2011 com o objetivo de concretizar o seu projeto mas tem enfrentado inúmeros obstáculos, nomeadamente o Plano de Ordenamento da Albufeira de Castelo do Bode.

Segundo a brochura do projeto, a unidade turismo de natureza e de saúde e bem-estar contempla um hotel rural, praia fluvial, centro náutico, porto de recreio e um restaurante.
Para ligar a zona de receção, no limite urbano da Serra de Tomar, e a praia fluvial está prevista a instalação de um teleférico panorâmico, numa extensão de dois quilómetros.

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A estalagem da ilha do lombo está fechada há cerca de 15 anos e desde então já houve várias tentativas de reativação, mas sem sucesso.

Estado atual da ilha e da antiga estalagem (Fotos: DR)

Sobre o projeto do grupo Tomé Feteira, os obstáculos que surgiram e os objetivos do investidor, entrevistámos Ivo Santos, porta-voz do promotor:

Qual o ponto da situação do projeto “Ilha do Lombo Water & Nature Resort”?

O Projeto encontra-se parado, em fase de adaptação do PIP – Pedido de Informação Prévia – a uma leitura mais consentânea do que poderá ser aceite pelo Ministério do Ambiente, CCDR, Secretaria de Estado do Turismo e Câmara Municipal de Tomar, por esta ordem. Isto, consequência de todo um conjunto de problemas que se arrastam desde o primeiro momento, fruto da realidade decorrente da aplicação da Legislação em vigor, em especial do POACB – Plano de Ordenamento da Albufeira do Castelo do Bode.

Em concreto, quais são esses obstáculos?

Os obstáculos são variados, difíceis de explicar em poucas palavras. Na opinião do promotor não foi devidamente salvaguardada, em fase de elaboração do POACB a particularidade ou especificidade daquele estabelecimento hoteleiro, então em funcionamento, liquidando dessa forma qualquer plano ou intenção de investimento futuro. Foi devido a isso que, em dado momento – vai para 15 anos – a Estalagem Ilha do Lombo encerrou portas, seguindo-se um longo período de abandono que deteriorou o próprio conjunto edificado. Dever-se-ia analisar o porquê da unidade hoteleira ter encerrado e o porquê de ninguém, à época ter evitado que isso sucedesse. Este processo gradual de degradação e esquecimento apenas foi minimizado no momento em que o atual proprietário adquiriu o imóvel e teve de imediato salvaguardar o seu investimento. Num primeiro momento pensando o espaço como residência particular. Posteriormente como investimento hoteleiro, num projeto muito mais ambicioso e lato.

Ivo Santos é o porta-voz do promotor

Não se tem revelado um processo fácil…

O promotor entende a delicadeza do processo, as várias entidades que têm de concordar com o investimento hoteleiro para ali previsto e os trâmites legais / processuais que necessitam ser respeitados. Logicamente, ambiciona-se que este processo não se eternize, mas isto não significa que não se tenha noção o tratar-se de um projeto estruturante que necessita da aprovação prévia, para assim justificar o valor global de investimento.

Portanto, o Grupo Tomé Feteira continua interessado no projeto?

Enquanto não for rejeitado liminarmente – sem apresentação de possíveis alternativas para a concretização do investimento – podemos dizer que “Sim”.

Quando poderá avançar?

Da parte do promotor, de imediato, ou seja, logo que as várias entidades competentes validem o projeto. O que, estamos seguros, acontecerá.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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